Narrador-observador

O narrador-observador apresenta as características de objetividade e limitação espaço-temporal. Saiba mais sobre este narrador de 3ª pessoa


Cada livro que lemos ou histórias que ouvimos são contadas das mais variadas formas e por meio de diferentes elementos, estratégias e plataformas. Narrar é contar um fato, real ou imaginário, de forma escrita ou oral, ocorrido com determinadas personagens, em local e tempo definidos.

Embora tenham as suas particularidades, as histórias têm algo em comum: todas elas são compostas por algum tipo de narrador, que pode ser em primeira ou terceira pessoa. O narrador em primeira pessoa engloba o narrador personagem, narrador protagonista e narrador como testemunha; o narrador em terceira pessoa se divide em narrador onisciente e narrador-observador.

Neste artigo, saiba mais sobre o narrador-observador.

O narrador-observador

Tipo de narrador em 3ª pessoa, o narrador-observador apresenta as características de objetividade e limitação espaço-temporal. Este tipo de narrador conta a história do lado de fora, presenciando a história, no entanto, ao contrário do onisciente, não tem a visão de todos os aspectos, mas apenas de um ângulo.

Ele é uma testemunha dos fatos relatados, mas não faz parte de nenhum deles, apenas reproduz as ações que enxerga a partir do seu ângulo de visão. Narra com certa neutralidade, apresentando os fatos e as personagens com imparcialidade, sem possuir conhecimento à respeito da vida, pensamentos, sentimentos ou personalidade das personagens.

Narrador-observador

Foto: Reprodução/ internet

Trata-se do tipo de narrador mais comumente encontrado na Literatura, comunicando-se com o leitor na 3ª pessoa e retratando os eventos observados com objetividade.

Uso da 3ª pessoa

O uso da 3ª pessoa permite ao autor uma elasticidade maior da história e, por este motivo, é a ferramenta mais utilizada pelos que escrevem.

O narrador pode compreender mais profundamente as personagens, sendo subjetivo e onisciente, com o domínio sobre os mecanismos temporais, espaciais e sobre os acontecimentos. No caso do narrador-observador, ele é objetivo e restrito, apresentando apenas o que pode ver e analisar.

O narrador-observador é também conhecido como narrador-câmera ou narrador-testemunha, agindo exatamente como quem capta imagens em uma câmera, se restringindo a narrar um ou mais fatos sem mergulhar na mente ou na alma das personagens, não tendo, portanto, familiaridade maior com elas ou com seus atos.

Ao contrário do que ocorre com o narrador onisciente, a visão do narrador-observador não abrange o todo, somente um ponto de vista. É um observador dos acontecimentos que narra, sem integrar nenhum dos eventos. Já o narrador onisciente, dividido em onisciente intruso, onisciente neutro e onisciente múltiplo, é assim denominado porque conhece todos os aspectos do enredo e de suas personagens, incluindo os seus pensamentos e sentimentos.

*Débora Silva é graduada em Letras (Licenciatura em Língua Portuguesa e suas Literaturas)


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