O populismo no Brasil

Você sabe o que é populismo? Quando nos deparamos com presidentes e líderes políticos com carisma e de grande prestígio popular, vemos o seu…


Você sabe o que é populismo? Quando nos deparamos com presidentes e líderes políticos com carisma e de grande prestígio popular, vemos o seu governo gerar apoio da população. A ideia do populismo, é de o líder estabelecer não laços racionais, mas emocionais com as pessoas, entrar em contato com o povo sem intermediários. A proximidade desta forma de governar gera mais afeição pelo líder e maior influência sobre o povo. Este tipo de governo tem como característica principal a expansão da indústria e da economia capitalista. No período em que houve o populismo, aconteceram muitas mudanças e melhorias para a população brasileira.

Getúlio Vargas

O presidente conhecido como pai dos pobres, Getúlio Vargas, é um grande exemplo do populismo no Brasil. Carismático, e sempre empenhado em aprovar leis trabalhistas que favoreciam os operários, Vargas foi aprovado e amado pelas massas.

O populismo no Brasil

O populismo no Brasil

Foto: Reprodução

Do ano de 1945 até 1964, houve o período de populismo no Brasil, que teve origem em 1930. O modelo de gestão, nas mãos de Vargas, gerou para os trabalhadores brasileiros a criação do CLT – Códigos de Leis Trabalhistas -, redução de jornadas de trabalho, e a instituição do salário mínimo, além do Dia do Trabalhador, no dia 1° de maio.

Com a renúncia de Vargas, José Linhares convocou eleições para a presidência em 1945. Os candidatos eram Eurico Gaspar Dutra e Eduardo Gomes. Vargas indicou Dutra como seu sucessor, que foi eleito graças a esse apoio.

Seguindo o pensamento do governo populista, Dutra promulgou a nova Constituição, substituindo a criada em 1934. Passou a ser liberada a criação de novos partidos políticos, mas dois anos depois, temeroso com o avanço do comunismo, o presidente declarou ilegal o Partido Comunista. O Governo Dutra foi responsável ainda pela criação do SALTE, sua ação mais importante. O plano social e econômico integrava saúde, alimentação, transporte e energia.

O retorno de Vargas

Vargas retornou ao poder em 1951, de forma legal. Foi eleito por voto direto, e criou a Petrobrás, empresa estatal de exploração e refinação do petróleo extraído no território brasileiro. O presidente continuou com sua política, conseguindo equilibrar os interesses da burguesia e da classe operária.

Apesar de sua grande aceitação por parte da população, Vargas não era aceito por partidos políticos, como a UDN. A União Democrática Nacional temia um novo gole político, como o que deu origem ao Estado Novo. Carlos Lacerda era seu principal adversário político e partidários de Vargas decidiram tentar acabar com sua vida. Ele e seu acompanhante, Major da Aeronáutica Rubens Vaz foram abordados por um pistoleiro, mas apenas Rubens foi assassinado.

Mesmo Vargas afirmando que não teve participação nem conhecimento no Atentado da Rua Toneleros, a oposição exigiu sua renúncia junto com a aeronáutica. Ele recusou-se e, em 1954, suicidou-se com um tiro no peito. Seu suicídio, devido à falta de tecnologia ou até mesmo à negligência, é considerado um pouco duvidoso.

Outros governos

Em 1956, o presidente eleito Juscelino Kubitchek assumia o poder. Com base eleitoral predominantemente agrária, o período de governo do presidente trouxe uma rápida industrialização e a sensação de prosperidade. Com a construção de Brasília, a nova capital, o presidente passou a gastar mais do que a situação econômica do Brasil permitia, gerando grande inflação e crise.

Jânio Quadros, sucessor de JK, denunciou a crise, e afirmou que tomaria as medidas que fossem necessárias para acabar com o problema financeiro. No entanto, no mesmo ano em que assumiu o poder, Jânio renuncia alegando poderes de forças ocultas.

Assume João Goulart. Neste período, iniciou-se um período parlamentarista e, após muitas tentativas de acabar com a inflação, Goulart é obrigado a exilar-se.


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