Objeto direto

O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o sentido dos verbos transitivos, isto é, aqueles verbos que precisam…


O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o sentido dos verbos transitivos, isto é, aqueles verbos que precisam de complemento porque possuem sentido incompleto. O verbo transitivo é aquele que transita e precisa achar o seu complemento para que a oração tenha sentido.

Os verbos transitivos são classificados em:

  • Verbos transitivos diretos (VTD) – Aqueles que exigem complemento sem preposição obrigatória. Dessa forma, os complementos unem-se ao verbo sem preposição;
  • Verbos transitivos indiretos (VTI) – Aqueles que exigem complemento com preposição obrigatória. Dessa forma, unem-se ao verbo com preposição;
  • Verbos transitivos diretos e indiretos (VTDI) – Os verbos transitivos diretos e indiretos possuem dois complementos – um se liga ao verbo sem preposição (diretamente) e o outro, com preposição (indiretamente).
Objeto direto

Foto: Reprodução

Objeto direto

O objeto direto é o complemento verbal dos verbos transitivos diretos e indica o alvo, o paciente ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal. O objeto direto pode ser formado por um pronome substantivo, por um substantivo ou por qualquer palavra substantivada (núcleo do objeto). Também pode ser constituído por uma oração inteira que complementa o verbo transitivo direto da oração principal. Nesse caso, a oração é denominada oração subordinada substantiva objetiva direta.

Exemplos:

1)      O amor dos meus pais transforma a minha vida.

Verbo transitivo direto: transforma

Objeto direto: a minha vida

Substantivo “vida”: núcleo

2)      Guarde isto na sua mente: ele vai te procurar.

Verbo transitivo direto: guarde

Objeto direto: pronome substantivo “isto”

3)      Não prometa mais do que está ao seu alcance.

Verbo transitivo direto: prometa

Oração subordinada substantiva objetiva direta: mais que está ao seu alcance.

Os pronomes oblíquos

Os pronomes oblíquos átonos (me, te, o, a, se etc.) funcionam sintaticamente como objetos diretos, o que quer dizer que somente podem constar nessa função de objeto e não na de sujeito, por exemplo. No entanto, algumas vezes os pronomes pessoais retos (eu, tu, ele etc.) ou os pronomes oblíquos tônicos (mim, ti, ele etc.) constituem o núcleo dos objetos diretos. Nesses casos, o uso da preposição se torna obrigatório e, consequentemente, aparece um outro objeto direto: o objeto direto preposicionado.

Objeto direto preposicionado

Quando o objeto direto vem precedido de preposição, ele é chamado de objeto direto preposicionado. A ocorrência da preposição se dá devido a variadas razões e não pela exigência obrigatória do verbo.

Exemplo: Estimo aos meus professores.

O verbo “estimar” é transitivo direto e a preposição aparece como um recurso enfático e não porque o verbo a exija.

*Débora Silva é graduada em Letras (Licenciatura em Língua Portuguesa e suas Literaturas)


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