Origem do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

Conheça a história do partido político mais antigo do Brasil, baseado ideologicamente nos princípios da teoria científica de Marx, Engels e Lênin


O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) é um partido político brasileiro de esquerda. Foi fundado em 1922, por vários dirigentes proletários. É o partido mais antigo do país, tendo passado 60 anos de vida na clandestinidade.

O PCdoB é baseado ideologicamente nos princípios da teoria científica de Marx, Engels e Lênin, tendo forte acesso nos meios sindicais e estudantis.

Origem do PCdoB

Na origem do PCdoB, convergiram os ideais libertários do nascente proletariado. Foi criado como uma dissidência alinhada ao stalinismo dentro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que, naquela época, apoiava as reformas defendidas por Nikita Khrushchov, durante o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, em 1956.

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Foto: reprodução/PCdoB

Liderada por Mauricio Grabois, João Amazonas e Pedro Pomar, a dissidência resolveu se separar do partido após a rejeição do documento Carta dos Cem, no V Congresso do PCB. Em 1962, essa dissidência fundou o Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

A história do PCdoB

Os primeiros anos do Partido Comunista do Brasil, que vão da fundação do Partido a 1930, indicam o esforço de criar no país uma cultura socialista. Fundado em 25 de março de 1922, o partido congregou sob a mesma legenda os comunistas até o desmembramento internacional deste movimento, ocorrido a partir do XX Congresso do Partido Comunista da URSS, em 1956. No Brasil, essa cisão atingiu a direção que reconstruíra o Partido dos golpes sofridos pelo Estado Novo de Vargas.

O aparecimento deste partido no cenário brasileiro foi fruto do relativo amadurecimento da classe operária, da influência da Revolução Russa de 1917, e da incapacidade da liderança de responder às demandas políticas da luta operária.

Em seus primeiros anos, o PCdoB realizou três congressos (o de fundação, em 1922; e os de 1925 e 1928/29). Operando na clandestinidade, o partido traduz e divulga o “Manifesto do Partido Comunista” e lança o jornal “A Classe Operária”, buscando divulgar as teorias marxistas. O PCdoB ainda dinamiza o movimento sindical com uma perspectiva classista e independente.

No contexto da queda da república oligárquica, considera-se que o PCdoB, embora não tenha tido participação direta no evento, se colocou como uma importante força política no novo episódio da história política brasileira, sendo uma organização que enfrentou o avanço do integralismo. Naquela ocasião, o partido já contava com a presença de Luiz Carlos Prestes, que viria a se tornar o seu dirigente mais conhecido.

Em 1979, com a abertura política e a concessão da Anistia, o PCdoB encontrou um ambiente favorável à sua entrada no sindicalismo e nas organizações estudantis. Em 1984, o partido integrou-se ao movimento das “Diretas Já”.

Em 23 de maio de 1985, o Partido Comunista do Brasil conquistou a legalidade, como fruto da democratização, obtendo seu registro no TSE. Nas eleições de 1986, o partido elegeu 5 constituintes. A legalidade abriu uma nova etapa na vida do PCdoB, criando vínculos mais estreitos com o povo e articulação mais complexa de diferentes frentes de luta.


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