Origem e história do partido Solidariedade

O mais recente partido com força nacional nasceu de uma inspiração estrangeira do seu diretório. O exemplo veio de longe: da Polônia


Um dos partidos mais recentes da história da democracia brasileira, o Partido Solidariedade (SDD), nasceu em 2013, quando o seu registro foi aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com a instituição, o anseio pela criação da sigla começou um ano antes da sua oficialização pelo TSE. “O movimento contou com a colaboração de diversos grupos políticos, principalmente de integrantes da luta trabalhista, que foram responsáveis pela coleta da grande maioria das assinaturas de apoio necessárias à criação do partido”, afirma o site oficial, que fez a entrega de 502 mil assinaturas.

Por ser um partido novo, foi possível a migração de 16 parlamentares de outras siglas para ele. O que seria proibido se o partido já existisse antes das filiações. Ou seja, o político não pode mudar para outro partido durante o seu mandato, isso se chama infidelidade partidária. Entretanto, se o partido ao qual deseja se filiar for recente, como foi o caso do SDD, é permitido. Essa brecha, de cara, fez com que o Partido Solidariedade já nascesse com 16 parlamentares com mandatos.

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Foto: reprodução/Solidariedade

Na primeira eleição disputada, em 2014, elegeu 18 deputados federais e 23 estaduais.

Conheça os líderes do Partido Solidariedade

Após a sua criação em 2013, o Diretório Nacional do Partido Solidariedade elegeu o sindicalista Paulo Pereira da Silva para sua presidência. Conhecido por Paulinho da Força ele já conquistou a vaga de deputado federal três vezes e é também presidente de outra organização, que reúne 16 milhões de pessoas, chamada de Força Sindical.

Na Câmara dos Deputados, a liderança do partido fica por conta do parlamentar Genecias Noronha. O primeiro líder foi Fernando Francischini.

Inspiração para criar o Partido Solidariedade veio da Polônia

O mais recente partido com força nacional nasceu de uma inspiração estrangeira do seu diretório. O exemplo veio de longe: da Polônia. O país europeu ficou marcado na década de 80 por um movimento popular que ganhou quase 10 milhões de adeptos. Liderados pelo sindicalista Lech Walesa, a organização conseguiu fechar, em 1981, um trato com do Governo, que ficou conhecido como “Acordo de Agosto”.

O documento criou a primeira organização sindical no bloco da União Soviética, chamada de Solidariedade. Seu conteúdo encarava de frente os problemas do comunismo e dos seus governantes.

A História afirma que esse movimento foi de fundamental importância para a queda do regime comunista. Tanto que rendeu ao seu líder, Lech Walesa, o prêmio de Nobel da Paz, em 1983, e o elegeu presidente entre os anos de 1990 e 1995.


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