Petróleo no Brasil

O Brasil possui abundantes jazidas de petróleo, que é matéria prima para os mais diversos combustíveis e produtos, como o gás natural ou a parafina.


A utilização do petróleo, ao contrário do que muito se pensa, vem de bem antes da Revolução Industrial. Para se ter uma ideia, esse minério já era aproveitado, segundo descobertas, por sociedades da antiguidade e das mais diversas formas. Grupos pré-colombianos o usavam como principal material para pavimentar estradas, enquanto os egípcios para embalsamar seus mortos. No Brasil, já era empregado desde os tempos dos regimes imperiais. Há dados que afirmam que, à época, o marquês de Olinda cedeu os direitos a José Barros de Melo de extrair betume nas margens do Rio Marau, na Bahia.

Mas o ciclo do petróleo em si teve início no final do século XIX, quando alguns estudiosos e perfuradores começaram as buscas no subsolo brasileiro, mas sem sucesso. O primeiro vestígio apareceu no município de Bofete, em São Paulo, mas sua retirada era inviável. A primeira notícia de uma jazida desse minério surgiu quando populares começaram a relatar que os moradores do município de Lobato, nos arredores do Recôncavo Baiano, usavam “lama preta” como combustível para lamparinas. Instigado com tal notícia, o engenheiro agrônomo Manoel Inácio de Besto realizou os mais diversos testes até comprovar a existência de petróleo nesse local. Em 1932, ele conseguiu entregar uma carta ao então presidente Getúlio Vargas, documento que validava sua teoria.

Graças a essa descoberta, inúmeras medidas institucionais foram tomadas pelo governo. Em 1938, alimentado pelas discussões acerca da exploração e uso desse minério extraído do subsolo brasileiro, foi criado o Conselho Nacional do Petróleo (CNP). A primeira medida do CNP foi garantir que as jazidas pertenceriam à União. Então, em 1939, o poço de Lobato foi oficialmente descoberto.

Petróleo no Brasil

Foto: Reprodução/ internet

Petróleo Brasileiro S.A.

Foi então, em 1953, ainda sob o governo de Getúlio Vargas, que foi criada a empresa Petróleo Brasileiro S.A., mais conhecida como Petrobrás. Seu nascimento foi calcado de nacionalismo, e essa estatal seria uma defesa da soberania nacional na exploração desse minério em todo o território brasileiro. Para tanto, estabeleceu-se por lei que, no mínimo, 51% das ações dessa empresa seriam pertencentes à União, enquanto o restante do capital seria misto.

A lei que rege a Constituição de 1988, no que diz respeito às atividades petrolíferas sob monopólio estatal, eliminou os contratos de risco, impedindo assim a participação de empresas particulares, nacionais ou estrangeiras, na lavra e prospecção do petróleo em território nacional. Mas a autonomia exclusiva da Petrobrás, que durou cerca de 42 anos, caiu quando em dois turnos (no Congresso e no Senado), uma emenda constitucional de 1995 foi aprovada. Essa emenda dava o direito a União de contratar agora empresas privadas ou estatais, nacionais ou estrangeiras.

Autonomia brasileira

Mesmo com  diversas jazidas encontradas, o Brasil ainda necessitava importar petróleo estrangeiro, principalmente de países do Oriente Médio, para suprir suas necessidades internas. Foi só em 2007 que o país se tornou autossuficiente. Passou a produzir cerca de 2,3 milhões de barris por dia, enquanto o consumo diário era de 2,2 milhões de barris. Esse aumento se deu graças a exploração em águas profundas e a uma melhora em toda a tecnologia utilizada no território tupiniquim. E foi assim, também, que a exploração em campos como o de Albacora, com cerca de 800 metros de profundidade, rico em petróleo e pré-sal tornou-se possível.


Reportar erro