Plano Real

Iniciado em meados de 1994, o Plano Real foi uma ação do governo brasileiro cujo objetivo era estabilizar a economia nacional e derrubar a…


Iniciado em meados de 1994, o Plano Real foi uma ação do governo brasileiro cujo objetivo era estabilizar a economia nacional e derrubar a inflação que, à época, estava nas alturas no país. Ambos os problemas já perduravam cerca de 30 anos.

Antes dessa iniciativa, as ações do governo no tocante à economia se davam por meio de medidas drásticas e que prejudicavam o mercado, a exemplo do congelamento de preços.

Implantado através de três fases, o Plano Real passou pelas seguintes etapas: Criação do Programa de Ação Imediata (PAI), implementação da Unidade Real de Valor (URV) e, finalmente, a circulação do real, a nova moeda do Brasil, à época.

Por dentro do ‘PAI’

Elaborado em junho de 1993, o Programa de Ação Imediata representou um conjunto de medidas de caráter econômico criado pelo governo do presidente Itamar Franco, cujo ministro da Fazenda era Fernando Henrique Cardoso, este que veio a ser presidente do país de 1994 a 2002. O PAI foi lançado com o propósito de constituir um preparo para o Plano Real que viria a ser lançado um ano depois.

Diversas mudanças foram promovidas na economia brasileira com a implementação do PAI, dentre as quais ocorreu um extenso corte de gastos públicos, a recuperação da Receita Federal, austeridade na relação da União com estados e municípios, redefinição das funções dos bancos estatais, além de determinados ajustes em bancos estaduais e privatizações de algumas companhias estatais.

Plano Real

Foto: Reprodução

Criação da URV

A Unidade Real de Valor (URV) surgiu, de início, promovendo a conversão dos salários e benefícios previdenciários, de forma que uma neutralidade distributiva viesse a existir a partir dessa ação.

A era do Real

A última etapa e, finalmente a mais decisiva do Plano Real, veio em 30 de junho de 1994. Nessa data foi editada a Medida Provisória que colocava em circulação no país uma nova moeda: o Real.

Políticas monetária e cambial foram os pilares desse período econômico. A primeira era empregada como mecanismo para controlar os canais de pagamentos – saldo da balança comercial, de capital e de serviços. Já a segunda serviu para estabilizar as relações comerciais do Brasil com o mercado externo.

Os valores do real e do dólar foram equilibrados, por meio de uma política de intervenção. Foi através dessa que o governo passou a vender dólares e elevar as taxas de juros nos períodos de economia pressionada. O capital especulativo estrangeiro foi atraído pelas elevadas taxas de juros, o que fez com que as reservas cambiais fossem ampliadas. Entretanto, isso causou relativa dependência da política cambial. Passadas algumas crises internacionais, determinadas práticas econômicas foram alteradas. Entretanto, a moeda permaneceu estável.


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