Primavera árabe

A Primavera árabe foi o nome dado aos movimentos pró-democracia que surgiram devido os problemas demográficos e estruturais enfrentados pelos povos árabes


Tunísia, Líbia, Catar, Síria e Egito foram palcos de manifestações sociais durante grande parte do século XXI. Os movimentos pró-democracia surgiram em decorrência de problemas demográficos e estruturais enfrentados pelos povos árabes. O alto índice de desemprego, as duras condições de vida, os governos corruptos e autoritários, motivaram o início dos protestos. Essas revoluções eclodiram no ano de 2011, mas suas causas surgiram há muitos anos.

As motivações das revoltas em território árabe

Durante o período entre 1950 e 1970, os países da região árabe viveram sob o comando de regimes repressores, os quais não permitiam a formação e desenvolvimento de uma oposição política. Desta forma, os movimentos islamistas aproveitaram o vazio provocado por essa limitação de oposições.

Outros fatores também estão ligados aos movimentos sociais ocorridos nos últimos anos. A população padecia sem liberdade, enquanto essas nações estavam altamente militarizadas, e os governos agiam com opressão e parcialidade na justiça.

Além disso, os povos sofriam com as forças de segurança usadas pelos poderosos de cada país, que tinham como objetivo deter os “rebeldes”. Tinham que suportar uma vida sem infraestrutura e pior, tendo que ver o dinheiro público sendo embolsado pelas oligarquias corruptas que comandam essas nações.

Primavera árabe

Foto: Reprodução/ internet

Sem oportunidade de trabalho, com altas taxas de juros e sem a possibilidade de comprar itens essenciais para a manutenção da vida, como alimentos e produtos básicos, os árabes tomaram a iniciativa de lutar por seus direitos. Eis que surgem então os duros conflitos.

Manifestações: suas características e resultados

Vale ressaltar que esses movimentos pró-democráticos surgiram ao mesmo passo em que se inicia no mundo uma forte crise econômica e financeira, atenuando ainda mais os problemas dos povos árabes. Nesse cenário, as pessoas tiveram inúmeras dificuldades para manter a vida e assim foi criada uma crise de subsistência.

Os jovens que tinham acesso à internet e estavam habituados a esse modelo tecnológico foram a maioria nas manifestações. “Primavera árabe” foi o nome dado a esses eventos sociais que ocorreram em 2011, mas que tinham uma herança de outros movimentos similares em 1968, que por sua vez, eram voltadas tanto para o exterior quanto para o interior.

Entre as conquistas das manifestações estavam a derrubada de ditaduras, à exemplo da Tunísia e Egito, as quais os ditadores não resistiram muito, ao contrário de Muammar Kadafi, da Líbia, que relutou para não se entregar. Além disso, houve em vários territórios a transição para novas democracias, e ainda em 2011 eleições diretas definiram o futuro de certos países.


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