Professores orientam como alcançar bom desempenho na prova da Fuvest

Provas bem elaboradas e com bastante conteúdo são características sempre presentes no exame


No próximo domingo (27), ocorrerá a 1ª fase do vestibular da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) 2017. Para melhor auxiliar no preparo dos alunos que desejam estudar na Universidade de São Paulo (USP), nada melhor do que dicas de professores e coordenadores do ensino médio sobre como lidar com a prova. “Eu falo para os alunos trocarem ansiedade por determinação. O colégio proporciona um acompanhamento psicológico, porque não adianta nada estudar o ano inteiro, se na hora da prova for tomado pelo nervosismo. Nós trabalhamos o conteúdo e a tranquilidade necessária para a realização dos vestibulares”, enfatiza o professor Donizete Ramos, coordenador de Ensino Médio do Colégio Santa Escolástica, em Sorocaba (SP).

Outro aconselhamento de Ramos é para diminuir a ansiedade é deixar as questões mais difíceis para o final. “O melhor é não perder tempo com questões muito complexas, isso pode desestabilizar o vestibulando e faltar tempo no final para questões fáceis que certamente garantiriam pontos a mais para o candidato”, explica.

A coordenadora de Ensino Médio do Exatus Colégio e Vestibulares, professora Pola Hasmann Paparelli, também dá dicas de como alcançar melhores resultados na Fuvest. “Refazer as provas anteriores e estar por dentro das atualidades é um diferencial. Além das leituras obrigatórias, é bom ler bastante jornal, o que ajuda também na compreensão de texto, outro fator que é muito cobrado no exame”, alerta.

Professores orientam como alcançar bom desempenho na prova da Fuvest

Foto: Reprodução/EBC

Para o Professor de língua portuguesa do Sistema Ari de Sá (SAS), João Filho, as provas da Fuvest são bastante exigentes quanto ao conteúdo escolar. “As questões do exame são muito bem elaboradas, abordando vários conteúdos do Ensino Médio e até mesmo uma questão ou outra do ensino fundamental. No entanto, não basta decorar as disciplinas, é preciso compreensão. Entender e pôr em prática. Em português, por exemplo, caem muitas questões sobre os livros obrigatórios envolvendo comparação entre as obras e conexão com a atualidade. Por isso, ler apenas o resumo não vai adiantar”, comenta.

Também quanto às questões de gramática, João Filho esclarece que a maioria costuma abordar ferramentas gramaticais aplicadas ao texto, como conexão textual (pontuação, orações subordinadas, entre outros) e semântica (interpretação dos enunciados).

Já em matemática, quem faz algumas recomendações é o professor do SAS, Robério Bacelar. “É uma prova mais objetiva, com conteúdo diversificado. Conhecer as fórmulas é importante, mas o principal é o raciocínio. Também a compreensão de texto é cobrada nas provas de exatas, principalmente em física. Entender o que as questões pedem é essencial. Em matemática, costuma-se cair bastante geometria plana e espacial, problemas com funções, progressões, análises combinatórias e probabilidade”, indica.

Lucas Almeida Andrade, de 16 anos, aluno do Colégio Ari de Sá, em Fortaleza (CE), tem o sonho de cursar Medicina na USP. Para tanto, ele segue as dicas dos professores e coordenadores, dedicando-se o ano inteiro para alcançar a nota de corte do curso mais concorrido da Fuvest.

Ele refez as provas anteriores, leu as obras literárias obrigatórias, assistiu a aulas preparatórias específicas para esse exame e, nesta última semana antes da prova, reforça os estudos nas matérias em que mais sente dificuldade.

“Eu decidi prestar Fuvest porque quero estudar na USP, uma das melhores faculdades de medicina do país. Acredito que lá terei boas oportunidades de conseguir fazer uma pós-graduação no exterior”, finaliza Andrade.


Reportar erro