Quatro novos elementos são adicionados à Tabela Periódica

Uut, Uup, Uus e Uuo são as nomenclaturas temporárias dos novos elementos. Os mesmos irão ocupar, respectivamente, as posições 113, 115, 117 e 118


Uut, Uup, Uus e Uuo. Estas são as nomenclaturas temporárias dos novos elementos que foram incorporados à Tabela Periódica. Os mesmos irão ocupar, respectivamente, as posições 113, 115, 117 e 118. Divulgada pela União Internacional de Química Pura e Aplicada, a descoberta é a primeira desde que os elementos 114 (Fleróvio) e 116 (Livermório) foram acrescentados em 2011.

A descoberta

Riken é o nome do instituto japonês o qual fazem parte os cientistas que desvendaram o elemento 113. Já o 115, o 117 e o 118 surgiram de estudos realizados entre laboratórios dos Estados Unidos e da Rússia. Em breve, deverá ser feita a escolha dos nomes oficiais de cada um dos novos elementos. Tais nomenclaturas poderão fazer homenagem a um país, a um mineral, a algum aspecto da mitologia, a uma propriedade ou ainda a uma pessoa.

Os responsáveis pelos novos elementos ainda não realizaram nenhum movimento a respeito do nome que pretendem dar aos elementos novatos. Todavia, cientistas do Japão, anos atrás, já haviam sinalizados para o que seria o suposto nome do 113: “Japanium”.

Quatro novos elementos são adicionados à Tabela Periódica

Foto: Wikimedia Commons

Estrutura dos elementos

Sintéticos por natureza, os elementos recém-descobertos foram produzidos totalmente em laboratórios. Aceleradores de partículas foram empregados pelos cientistas para promover uma colisão entre átomos de outros elementos químicos e, dessa forma, gerar os novos. Esses novatos não existem na natureza e, ainda que nos laboratórios, levam poucos segundos até se transformarem em elementos mais frágeis. Em outras palavras, os mesmos não possuem qualquer serventia prática imediata.

Esses novos elementos são incapazes, por exemplo, de construir novas coisas. Eles são uma consequência de estudos científicos basais, os quais procuram compreender da melhor maneira a natureza e o comportamento dos núcleos atômicos. Mesmo assim, tal feito é considerado uma grande descoberta.

“Para um cientista, isso é mais do que ganhar uma medalha de ouro olímpico”, declarou ao jornal britânico The Guardian o vencedor do Prêmio Nobel de Química, Ryoji Noyori.

E os cientistas não pensam em parar os avanços no estudo da química. “Agora, nós queremos olhar adiante, ir em busca do elemento 119 e de outros além dele”, afirmou Kosuke Morita, líder do grupo que desenvolveu o 113.


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