Questões sobre figuras de linguagem que podem cair no Enem

Vamos aprender, especificamente, sobre um dos tipos de Figuras de Linguagem, que são as Figuras de Palavras


As figuras de linguagem ou de estilo são bem comuns no nosso dia a dia. Elas são sempre exploradas nos exames do Enem, pois são fundamentais para a interpretação de textos e elaboração de discursos. Elas estão divididas em Figuras de Palavras, de Harmonia, de Pensamento e de Sintaxe.

Se você está se preparando para as provas é fundamental aprender bem como empregá-las e ficar por dentro das principais questões sobre figuras de linguagem que podem cair no Enem. Agora, vamos aprender, especificamente, sobre um dos tipos de Figuras de Linguagem, que são as Figuras de Palavras.

Figuras de Palavras

Questões sobre figuras de linguagem que podem cair no Enem

Foto: depositphotos

Você já ouviu a expressão: “minha vida está um inferno” ou “sua vida é um mar de rosas”? Essas frases são exemplos de Figuras de Palavras, pois elas utilizam palavras com sentido diferente do tradicional para trazer mais expressividade ao que é dito ou escrito.

As Figuras de Palavras são divididas em Comparação, Metáfora, Catacrese, Sinestesia, Metonímia, Antonomásia ou Perífrase, Sinédoque e Alegoria. Vamos conhecê-las melhor?

a) Comparação

É quando um termo é empregado utilizando-se de comparativos explícitos (tal, tal qual, tal como, qual, que nem, feito, assim como). Exemplo: “ele e rápido como um avião”. A afirmação faz uma comparação entre duas coisas relacionadas que fazem sentido entre si, se alguém é rápido ele pode ser comparado com um avião (apesar do exagero implícito).

b) Metáfora

É talvez, a Figura de Linguagem mais conhecida e popularmente empregada. O meio de comparação desta figura é implícito e transforma o sentido denotativo em figurado. Exemplo: “minha vida é um inferno”. A frase em questão quer dizer que a vida está complicada, difícil.

c) Catacrese

É também um tipo de metáfora. Entretanto, por seu uso frequente, já não é visto como sentido figurado. Exemplo: “esqueci de comprar o dente de alho”. Neste caso, o dente de alho não é um dente mesmo.

d) Sinestesia

É quando a frase une sensações de órgãos humanos com sentidos diferentes. Exemplo: “sinto saudades do doce afago materno”. Essa frase uniu o paladar (doce) e tato (afago).

e) Metonímia

Acontece quando uma figura de linguagem substitui uma palavra por outra que resuma o que a original significa. Ela pode ocorrer quando se utiliza uma parte pelo todo, uma causa pelo efeito, autor pela obra, o inventor pelo invento, a marca pelo produto. Exemplo: “só uso Fiat”. Aqui, o produto (modelo) foi substituído pela marca.

f) Antonomásia ou Perífrase

É quando acontece uma substituição de uma palavra por outra que pode ser entendida como apelido. Exemplo: “o rei do futebol fez um leilão”. O nome de Pelé foi substituído pelo apelido, sem causar confusão à informação.

g) Sinédoque

Ocorre quando um termo resume ou amplia o sentido de uma palavra. Por exemplo: “todo mundo ficou assustado”. Os termos todo mundo ficou no lugar de alguns personagens implícitos e não todo o mundo literalmente.

h) Alegoria

Nesta Figura de Palavras o que encontramos é a junção de várias metáforas para falar da mesma coisa. Como no exemplo a seguir: “minha vida é uma comédia, onde palhaços e equilibristas formam um grande coral que cantam músicas que afagam a alma”.

Agora que você já entendeu o que são as Figuras de Palavras, trouxemos algumas questões do Enem para você praticar.

(FUVEST) A catacrese, figura que se observa na frase “Montou o cavalo no burro bravo”, ocorre em:

a) Os tempos mudaram, no devagar depressa do tempo.
b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo esplendor e sepultura.
c) Apressadamente, todos embarcaram no trem.
d) Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.
e) Amanheceu, a luz tem cheiro.

(UERJ) Figuras de linguagem – por meio dos mais diferentes mecanismos – ampliam o significado de palavras e expressões, conferindo novos sentidos ao texto em que são usadas. A alternativa que apresenta uma figura de linguagem construída a partir da equivalência entre um todo e uma de suas partes é:

(A) “que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho?”
(B) “Entretanto a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar.”
(C) “batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro.”
(D) “Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza;”

(UERJ) No cinema, só quem fala são os atores do filme. Nós calamos para que eles possam falar. Nossa vida cala para que outra fale. (l. 19-20). O trecho acima usa uma figura de linguagem chamada de:

(A) metáfora
(B) hipérbole
(C) eufemismo
(D) metonímia

(gabarito c-b-d)


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