Redundância – O que é, como evitar e exemplos

Por Wanessa Galvão

Alguns dos vícios mais comuns da linguagem é a redundância, e talvez, exatamente por isso, seja difícil perceber quando estamos sendo redundantes. Muitas vezes nos deparamos com pessoas dizendo frases com muitos sinônimos e isso acaba fazendo com que aos nossos olhos, e ouvidos, a frase seja considerada normal, afinal ela é corriqueira. A redundância consiste em repetir uma ideia que já está explicita no discurso, fazendo com que ele fique cansativo e comprometa a qualidade da mensagem.

Redundância – O que é, como evitar e exemplos

Exemplo esdrúxulo de redundância | Foto: Reprodução

Quando usar

No geral a redundância deve ser evitada, pois pode passar a impressão de que o texto está fraco e vazio, por ficar dando voltas na mesma conclusão. No entanto, esse artifício é permitido em casos onde fica claro que seu uso foi proposital, pois quando muito bem utilizado, esse vício de linguagem consegue retificar um discurso e enriquecê-lo. Vale ressaltar que usar a redundância dessa forma é bastante difícil. É comum ver essa utilização em livros, crônicas e poesias, onde há a licença poética, que permite essa liberdade, e encontramos autores que possuem um vasto conhecimento da língua portuguesa.

A redundância

É mais comum falar de maneira redundante do que escrever, uma vez que quando escrevemos prestamos mais atenção as palavras e a formação das orações e quando falamos não refletimos muito sobre o que está saindo da nossa boca. Quer um exemplo? “Conclusão final”. Com certeza você já ouviu alguma sentença com essa frase, mas já parou para prestar atenção de que a palavra “conclusão” já nos passa a ideia de que é finalizadora? Essa palavra já nos indica que após ela não vem mais nada, por isso é completamente desnecessária a utilização de “final” a seguir.

Esse vício de linguagem, tão comum no português falado, deve ser combatido, para não empobrecer o discurso e não aparecer na hora de escrever um texto importante. Como a redundância surge praticamente de maneira automática, a única maneira de coibi-la é policiando a si mesmo e começando a ter um olhar mais crítico também sobre a maneira com que os outros falam.

Exemplos

Confira agora alguns dos vícios de linguagem mais comuns e veja como muitos deles passam despercebidos durante o nosso dia-a-dia:

  • “antecipar para antes”;
  • “criar novos empregos”;
  • “conclusão final”;
  • “conviver junto”;
  • “elo de ligação”;
  • “encarar de frente”;
  • “ganhar grátis”;
  • “há anos atrás”, visto que o verbo haver já denota tempo decorrido;
  • “inaugurar o novo recinto”;
  • “manter o mesmo”
  • “novidade inédita”;
  • “panorama geral”;
  • “pequenos detalhes”;
  • “planos para o futuro”
  • “protagonista principal”;
  • “repetir de novo”;
  • “sorriso nos lábios”;
  • “planejar antecipadamente”
  • “ surpresa inesperada”;
  • “todos são unânimes”;
  • “ viúva do falecido”