Restinga

Chamamos de restinga o espaço geográfico que é formado por depósitos arenosos, desde que sejam paralelos à linha da costa. Normalmente possuem forma alongada…


Chamamos de restinga o espaço geográfico que é formado por depósitos arenosos, desde que sejam paralelos à linha da costa. Normalmente possuem forma alongada e são gerados por processos de sedimentação. Muito usada no Brasil, a palavra possui algumas definições diversas, mas segundo a Resolução do Conama n°. 261/1999 (Brasil, 1999):

Um conjunto de ecossistemas que compreende comunidades vegetais florística e fisionomicamente distintas, situadas em terrenos predominantemente arenosos, de origens marinha, fluvial, lagunar, eólica ou combinações destas, de idade quaternária, em geral com solos pouco desenvolvidos. Estas comunidades vegetais formam um complexo vegetacional edáfico e pioneiro, que depende mais da natureza do sol que do clima, encontrando-se em praias, cordões arenosos, dunas e depressões associadas, planícies e terraços.

Restinga

Foto: Reprodução

Como se formam?

Esses terrenos são formados pela ação dos ventos e das águas marinhas, tendo uma grande variação na vegetação. Ocasionada pelo recuo dos níveis dos oceanos há, aproximadamente 5 mil anos – durante o quaternário -, houve deposições fluviais e lacustres que contem, em parte, material proveniente das escarpas do Complexo Cristalino.

Características

As planícies caracterizadas como restingas estão localizadas sob clima tropical úmido, sem estações secas e com precipitações médias anuais em torno de 1700 e 2000 mm. As marés atuaram na região fazendo com que se depositassem os sedimentos marinhos sob a forma de cordões arenosos e, por trás dos depósitos, pode ser que aconteçam depressões que formam pântanos de água doce, ou ainda várzeas.

A vegetação, na linha de praia das planícies litorâneas, é adaptada às condições salinas e arenosas, e é denominada halófila psamífila. Depois dessa linha, encontra-se a faixa dos cordões mais estáveis onde a vegetação é arbustiva e arbórea densa. Já sobre os cordões arenosos, a floresta se estabelece de forma menos exuberante que a Mata Atlântica, mas com flora similar. Nos terraços marinhos, por sua vez, as áreas podem ficar temporariamente inundadas suportando as florestas de várzea. Em seguida, entre os cordões, há uma depressão permanentemente úmida que possui florestas com poucas espécies arbóreas e muitas bromélias. Por fim, nas bacias de solo orgânico, temos todos os tipos de vegetação citados.

Com isso, podemos dizer que a restinga possui uma fauna similar à da Mata Atlântica e as interações estão associadas às alternativas temporais e espaciais de abrigo, nidificação e recursos.

Proteção

A degradação dessas áreas tem sido evitada por meio do Código Florestal Brasileiro (Lei 12.651, de 25 de maio de 2012), pois as restingas precisam continuar exercendo a sua função ambiental importante de fixadoras de dunas e estabilizadoras de manguezais. Essas regiões são enquadradas como Áreas de Preservação Permanente, isso significa que não podem ser ocupadas nem devastadas.


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