Revolução Iraniana

A denominada Revolução Iraniana teve início em 1978 e foi, sobretudo, uma reação ao governo do xá Mohamed Reza Pahlevi. O relacionamento do xá…


A denominada Revolução Iraniana teve início em 1978 e foi, sobretudo, uma reação ao governo do xá Mohamed Reza Pahlevi. O relacionamento do xá e a população iraniana vinha estremecendo desde as concessões que o governante fez aos norte-americanos após a Segunda Guerra Mundial. Para muitas lideranças religiosas do Irã, incluindo o aiatolá Ruhollah Musavi Khomeini, o xá era corrupto e vendido aos interesses do governo norte-americano.

Antecedentes históricos

Desde o ano de 1977, o xá Mohamed Reza Pahlevi passava por uma forte crise interna no seu país, devido a uma série de reformas que não eram aceitas pela maioria dos muçulmanos.

O xá estimulou a entrada de transnacionais no Irã, dando poder ao petróleo, e a adoção de hábitos ocidentais (vistos como “modernização”) provocou um profundo descontentamento do clero iraniano. A partir disso, os grupos da oposição se multiplicaram e as manifestações tornaram-se generalizadas no ano de 1978.

Revolução Iraniana

Foto: Reprodução

Os acontecimentos e as consequências da Revolução Iraniana

A população iraniana descontente tomou as ruas em 1978 e derrubou o regime do xá Mohamed Reza Pahlevi. Com o desenrolar da agitação, o xá fugiu para o exterior em janeiro de 1979. Ainda em janeiro do mesmo ano, o líder religioso aiatolá Ruhollah Khomeini voltou do exílio, assumiu a liderança da revolução e declarou o Irã um Estado Islâmico – a República Islâmica do Irã-, regido pela sharia (lei corânica) e caracterizando uma das únicas revoluções conservadoras do mundo.

Com a criação do Estado Islâmico, o consumo de álcool foi proibido, os filmes ocidentais foram banidos e as mulheres foram obrigadas a cobrir o rosto em público. Esse retorno aos costumes originais e a busca da fidelidade aos textos sagrados ficou conhecido como fundamentalismo islâmico.

As medidas adotadas fortaleceram-se no Irã e buscavam expandir-se para outros países do Oriente Médio, o que gerou reações tanto de países da região quanto de superpotências.

Em 1979, os rebeldes invadiram a embaixada americana e fizeram os seus funcionários de reféns durante quase um ano. Este fato desencadeou uma intensa crise diplomática entre o Irã e os Estados Unidos da América.

Quando a revolução já estava bem consolidada, no ano de 1980, o ditador iraquiano Saddam Hussein, encorajado pelos norte-americanos, invadiu o território iraniano. Estes acontecimentos deram início à Guerra Irã-Iraque, um dos piores conflitos do século XX, que durou até o ano de 1988 e deixou cerca de 1 milhão de mortos.


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