Revolução Puritana

Contexto histórico O rei da Inglaterra Jaime I, eliminando as medidas liberais dos Tudor, era favorável ao poder monárquico absoluto, além de ter apreço…


Contexto histórico

O rei da Inglaterra Jaime I, eliminando as medidas liberais dos Tudor, era favorável ao poder monárquico absoluto, além de ter apreço pelos católicos, que eram favoráveis ao poder inquestionável do rei. Ele defendia que deveria usar moldes feudais para dominar a Irlanda e buscava exercer monopólio sob a produção têxtil inglesa, visando o enriquecimento dos cofres reais e uma forte influência política que fosse independente da aprovação do parlamento. O rei sempre privilegiou os católicos, além de enfatizar diretrizes católicas do anglicanismo. Em 1625, o rei faleceu e deixou o trono para seu filho Carlos I.

O que foi a Revolução Puritana?

Revolução Puritana

Foto: Reprodução

Durante a Guerra Civil que foi de 1640 a 1648 na Inglaterra, aconteceu a Revolução Puritana, que foi o enfrentamento entre o rei e o parlamento. Seu inicio se deu com a imposição da petição dos direitos pelo parlamento ao Rei Carlos I, onde era determinado que os impostos, prisões, julgamentos e convocações do exército só poderiam ser reais com a autorização do parlamento. Apesar de aceitar a imposição devido à pressão do parlamento, o rei não a cumpriu.

Houve então uma reunião onde as atitudes do rei foram criticadas pelo parlamento e, devido à isso, o rei decretou a dissolução do parlamento e governou sozinho durante onze anos. No entanto, suas atitudes continuaram a ser alvo de críticas, formando opiniões contrárias e, quando o rei determinou obrigatória a adoção do anglicanismo pelos presbiterianos e puritanos, começaram os protestos na Escócia.

A volta do parlamento

No ano de 1640, o rei foi forçado a convocar novamente o parlamento devido à crise financeira ocasionada pela falta dos pagamentos dos impostos. Este, no entanto, não aceitava o aumento dos valores dos impostos como o rei queria, e passou a exigir que fossem de seu total controle as questões religiosas e tributárias. O rei então ameaçou o parlamento com a sua extinção novamente, de forma que o parlamento, inconformado, convocou a formação de uma milícia armada que garantisse a existência dele.

A Revolução Puritana

Dessa forma se deu o inicio da Revolução Puritana. Carlos I foi até a cidade de Oxford para organizar um exército e proteger-se da reação popular, iniciando uma guerra civil contra as frentes populares que foram armadas pelo parlamento. O exército, nomeado como Exército de Novo Tipo, era composto essencialmente por puritanos (calvinistas) que combatiam para superar as dificuldades econômicas.

Oliver Cromwell foi o líder que mudou a organização militar, tirando os direitos dos postos pelo nascimento, e dando os cargos àqueles que mereciam, fazendo com que o povo participasse da revolução. Em seguida, os combatentes dividiram-se em duas facções chamadas de diggers e levellers. Os diggers eram aqueles que defendiam a reforma agrária, tornando possível o acesso dos camponeses à terra, e os levellers, que combatiam para conseguir alcançar a igualdade total jurídica entre cidadãos, além da liberdade religiosa.

A queda do rei

O exército popular de Oliver Cromwell venceu as batalhas de Marston Moor e Naseby, fato que foi um grande passo para suas conquistas. Houve então um novo embate quando os integrantes moderados do parlamento pensavam em uma desmobilização do exército de Novo Tipo, quando o rei foi capturado e decapitado no ano de 1649. Dessa forma se deu o fim da monarquia inglesa e a proclamação do governo republicano. Aqueles que antes pensavam em desmobilizar o exército foram excluídos do parlamento, e Cromwell se tornou o presidente do novo Conselho de Estado. Cromwell, no entanto, ignorou àqueles populares que o colocaram no poder não atendendo às suas exigências, e criando dessa forma uma ditadura.


Reportar erro