Ruínas astecas: descobertas de misteriosas câmaras seladas

Pesquisadores descobriram uma passagem que conduz a uma estrutura circular bastante semelhante ao Cuauhxicalco, local onde eram depositados os reis mortos


Hoje, quando olhamos para o México, nem nos damos conta de que aquela região, há muito tempo, foi povoada pelos povos astecas. Na verdade, não é preciso nem procurar nos livros de história para saber o que ocorreu no século XIV nessa cidade. Para isso, basta ir mais a fundo no território da mesma. O coração da moderna Cidade do México é também onde se localiza o centro do “Templo Mayor”, local considerado sagrado para o império pré-colombiano de Tenochtitlán.

Arqueólogos acreditaram ter descoberto algo novo sob o centro da cidade. Recentemente, após algumas escavações encontraram uma plataforma cerimonial e duas câmaras lacradas. Isso foi o suficiente para que os estudiosos já começassem a especular o que há dentro desses espaços. Para uns, essa seria a chance de explicar qual ritual ocorria com os reis astecas após as suas mortes, um mistério que vem confundindo pesquisadores há séculos.

A descoberta

Em 2013 foi encontrado um túnel o qual foi sendo explorado em 2015. Neste mesmo ano, os pesquisadores descobriram que essa passagem conduzia a uma estrutura circular bastante semelhante aos que os astecas chamavam de Cuauhxicalco. Esses espaços serviam aos povos antigos como ambientes apropriados para queimar o corpo de seus reis.

Ruínas astecas: descobertas de misteriosas câmaras seladas

Foto: Reprodução/ IFL Science

Para completar a especulação dos estudiosos, o espaço está lacrado por duas portas. Para eles, elas serviam de proteção para os sepultamentos dos governantes. “A partir do que dizem as fontes, o Cuauhxicalco era uma estrutura de caráter funerário, e podemos especular que por trás dessas paredes podem existir duas pequenas salas que contêm os restos incinerados de vários líderes”, explica o pesquisador Leonardo López Luján, um dos autores da descoberta.

Apesar das diversas evidências, os arqueólogos não estão comemorando. As portas serão abertas em 2016, o que significa que os seus conteúdos devem continuar sendo mistérios. Além disso, não é a primeira vez que essa situação ocorre. Pesquisadores já levantaram hipóteses sobre a descoberta dos restos mortais de reis astecas em outros momentos, no entanto, nada foi constatado. Desta vez, eles pedem calma dos que acompanham as buscas.

História do local

Entre o século XIV e o começo do XV, o império era vasto e se estendia por grande parte do norte da Mesoamérica e tinha como centro a Cidade do México, que na época era uma ilha. Nesta localidade estava também uma área sagrada, a qual era protegida por um muro. Dentro estavam duas pirâmides construídas para servirem como santuários ao deus sol e ao deus chuva, Huitzilopochtli e Tlaloc, respectivamente.


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