Saiba como são feitas as visitas internas nas prisões pelo mundo

Aspectos como religiosidade, economia e o funcionamento do sistema penal são levados em consideração na decisão de liberar ou não os encontros amorosos


Em 1984, os presos ganharam direito de receber visitas íntimas no Brasil. Isto não quer dizer, porém, que antes deste ano os prisioneiros brasileiros não mantinham relações com suas companheiras dentro do presídio.

Pelo contrário, como era proibido os detentos acabavam montando barracas nos pátios das cadeias para ter um encontro mais íntimo com suas companheiras. E muitos agentes penitenciários faziam vista grossa para as cenas que eram bastante comuns.

Com a liberação, os presos ganharam um espaço separado de suas respectivas celas para receberem estas visitas. Contudo, ainda há um processo burocrático, pois as vistas precisam apresentar certidão de casamento ou um documento que comprove a união estável entre os envolvidos.

Além disso, existem alguns estados que pedem laudos médicos ou exigem a assinatura de um termo de responsabilidade do visitante.

Saiba como são feitas as visitas internas nas prisões pelo mundo

Foto: depositphotos

Aos poucos, o Brasil vem ofertando este direito as mulheres detentas, aos homossexuais e até mesmo aos jovens infratores.

Vale ressaltar que o aprimoramento destas leis é aplicado, pois este tipo de encontro é visto pelos órgãos competentes como uma forma de permitir a interação do presidiário com a sociedade e também porque estudos comprovam que este direito ajuda a diminuir a violência dentro das cadeias.

Como funciona os encontros íntimos em cadeias pelo mundo?

Existem diferentes formas de aplicar as visitas íntimas nas cadeias e elas dependem das características de cada país. Aspectos como religiosidade, economia e, claro, o funcionamento do sistema penal são levados em consideração na decisão de liberar ou não os encontros amorosos ou familiares dos presos.

Por isso, em cada lugar do mundo existem regras nestas liberações, conheça algumas delas:

Estados Unidos da América

O sistema penitenciário do EUA é um dos mais severos do mundo. Por exemplo, o país é adepto à sentença de prisão perpétua e por isso vivem em uma crise no setor carcerário. Por ser tão rigoroso, os encontros íntimos só são permitidos em apenas quatro estados, são eles: Washington, Califórnia, Nova York e Connecticut. Vale ressaltar ainda, que só as cadeias estaduais é que liberam este tipo de “privilégio”.

América Latina

Assim como o Brasil, o México e outros países da América Latina também liberaram o encontro íntimo de presidiários e suas companheiras. Tanto detentos casados como solteiros têm este tipo de permissão. Inclusive, em alguns países e instituições, os presos podem conviver com suas famílias inteiras em algumas comunidades localizadas no interior da cadeia.

Canadá

Os canadenses que pagam pena dentro de cadeias só podem ter contato com as famílias a cada dois meses. Em contrapartida, podem usufruir de 72 horas seguidas de encontro com seus familiares. Neste tempo eles ficam livres para interagir com os parentes de maneira natural e ficam mantidos em apartamentos custeados pelo sistema penitenciário do país.

Qatar

O sistema penitenciário do Qatar oferece conforto aos presidiários, para que eles encontrarem suas famílias. Neste sentido, o governo construiu pequenas casas para os detentos aproveitarem o tempo ao lado da esposa e filhos.

Irã, Arábia Saudita e Israel

Países conservadores, o Irã e a Arábia Saudita não permitem que homossexuais recebam suas visitas íntimas. No caso da Arábia Saudita, país onde é permitido o casamento polígamo, os homens podem receber a visita de suas mulheres e ainda tem ajuda financeira do governo, que financia a educação, saúde e alimentação dos filhos dos presos.

Já em Israel, casais héteros e homoafetivos têm os mesmos direitos quando o assunto é a visita íntima nos presídios.


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