Saiba mais sobre os eclipses e como eles são previstos

O eclipse pode ser: o solar e lunar. Ambos ocorrem quando a lua, a Terra e o sol estão totalmente alinhados


Com toda a tecnologia que hoje existe, a Terra e quase tudo o que há no sistema solar pode ser monitorado por satélites. Por essa razão, fica mais fácil saber quando alguns fenômenos vão ocorrer, à exemplo dos eclipses.

Porém, nem sempre foi assim. Os estudiosos que viveram na época antes de Cristo começaram a se aprofundar em astrologia e a questionarem os movimentos dos corpos celestes. Eis então, que Tales de Mileto (624-546 a.C.) conseguiu prever o surgimento de um eclipse.

Neste artigo, você compreende mais sobre esse fenômeno, os seus ciclos e os estudos que já foram realizados acerca desse tema.

Eclipses do sol podem ser previstos

Foto: depositphotos

O que é um eclipse?

O fenômeno conhecido como eclipse pode ser definido em dois tipos: o solar e o lunar. Ambos ocorrem quando a lua, a Terra e o sol estão totalmente alinhados.

Porém, no primeiro tipo a lua fica entre a Terra e o sol, enquanto que o segundo acontece quando a Terra está no meio. Este evento só é possível quando a lua está na fase nova ou cheia.

A palavra eclipse deriva do grego ékleipsis e quer dizer desaparecimento. Como o significado do próprio nome já induz, quando este fenômeno ocorre, há o desaparecimento do sol ou de parte dele.

Dependendo do grau de cobertura desse astro, podem existir três tipos: eclipse total, quando o sol é totalmente coberto; eclipse parcial, quando apenas uma parte do astro é escondida; e eclipse anular, quando só o centro do sol é escondido.

A variação vai depender da distância da lua. É claro que esse satélite natural da Terra é menor que o sol, porém se ela estiver próxima do Planeta há uma ilusão de que eles possuem o mesmo tamanho.

Já quando a lua está muito distante, ela não consegue esconder o astro por completo.

Estudos antigos sobre astrologia

Os primeiros estudos sobre a astrologia datam 2000 a.C., quando monumentos europeus eram usados para calcular os eclipses. Com o passar dos anos, os babilônicos desenvolveram a primeira descrição matemática registrada do movimento dos corpos celestes.

Até que no segundo milênio a.C. os astrônomos da Babilônia criaram métodos para prever esse fenômeno, observando apenas a lua.

Porém, foi o filósofo e estudioso Tales de Mileto que conseguiu prever o eclipse de 28 de maio de 5855 a.C., dois anos após sua morte.

Heródoto Tales teria previsto o eclipse solar que pôs fim a Batalha do Rio Halys e a guerra de 15 anos, entre os medas e os lídios.

Já no ano de 140 a.C. o astrônomo grego Hiparco desenvolveu o sistema mais eficaz para prever eclipses, chamado de ciclo de Saros, levando em consideração os movimentos feitos pelo sol e pela lua.

Esse método afirma que a cada 18 anos ocorre um fenômeno igual e entre esse tempo é possível ter, aproximadamente 70 eclipses, podendo variar entre 69 e 84.


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