Surrealismo

Durante cada período da História, houve também um período literário e artístico onde alguns estilos marcavam a História. Existiu o Barroco, Realismo, Romantismo, Humanismo,…


Durante cada período da História, houve também um período literário e artístico onde alguns estilos marcavam a História. Existiu o Barroco, Realismo, Romantismo, Humanismo, Naturalismo, entre muitos outros. Hoje iremos falar do Surrealismo.

Surrealismo

Foto: Reprodução

Como surgiu?

O movimento surrealista surgiu na França, no início do século XX. Este movimento foi muito influenciado pelas teses psicanalíticas de Sigmund Freud, o pai da psicanálise. O surrealismo mostrava a importância do inconsciente na criatividade do ser humano, questionava as crenças culturais na Europa, a postura do ser humano, que se mostrava vulnerável diante da realidade que era cada vez mais difícil de compreender e dominar.

Essa escola que foi artística e literária teve início nos movimentos de vanguarda modernistas. Muito influenciada pelas teses de Freud, esse movimento era contra os valores sociais da burguesia. O Surrealismo procurava mostrar a importância do inconsciente na criatividade do ser humano. Expressava a ausência da racionalidade humana e as manifestações do nosso subconsciente.

Os surrealistas desejavam alcançar a total liberdade de expressão, onde o homem de libertaria de toda a repressão exercida pela razão. Dessa forma ele poderia explorar seu inconsciente, o interior de cada mente.

Os marcos

O marco mais importante e que deu início a esse movimento foi o Manifesto do Surrealismo, este ocorreu em outubro de 1924, foi feito pelo poeta e também psiquiatra André Breton. Neste documento estavam expressos os principais princípios do movimento: o resgate das emoções, a ausência da lógica, a exaltação da liberdade de criação, do impulso humano, a adoção de uma realidade superior, entre outros.

Os artistas dessa época, que eram adeptos ao movimento, além de não aceitarem os valores ditados pela burguesia, criavam suas obras com muito humor, sonhos, utopias e tudo aquilo que fizesse parte de um mundo fora da lógica, algo que fosse realmente surreal.

Outros dois marcos que também foram muito importantes para esse movimento foi a publicação da revista A Revolução Socialista e o segundo Manifesto do Surrealismo, ambos acontecem em 1929. E foi a partir desse momento que o Surrealismo passou a ser mais conhecido. A década de 30 ficou conhecida como o período de expansão surrealista por todo o mundo. Escritores, artistas, cineastas e dramaturgos de todos os lugares passaram a aderir às ideias e o estilo do surrealismo em suas produções. Mas, no final da década de 60 esse grupo entrou em crise e acabou se dissolvendo.

Artes plásticas

Esse foi o meio que melhor conseguiu expressar o Surrealismo, através das pinturas nas telas os artistas plásticos puderam expressar suas emoções, mostrar seu inconsciente e representar o mundo concreto da forma que acreditavam.

O movimento ficou dividido em duas correntes, nas quais se destacaram dois grandes pintores espanhóis Salvador Dalí e Joan Miró. A primeira, representada principalmente por Salvador Dalí, era focada na distorção e justaposição de imagens conhecidas. Uma de suas obras mais conhecidas é “A Persistência da Memória”, em que vemos alguns relógios que nos dão a impressão de estarem de derretendo. Já a segunda corrente, representada principalmente, por Joan Miró e Max Ernst, focava na libertação da mente, dando vazão ao inconsciente de forma que a razão não possui nenhum controle. Duas obras de Miró que representam bem esse estilo são “O Carnaval de Arlequim” e “A Cantora Melancólica”.

Literatura

Os escritores dessa época eram inovadores, rejeitaram a forma do romance e da poesia que eram representados pelos valores sociais da época. Em suas poesias e textos o que predominava era a liberdade, as livre associação de ideias, frases montadas com palavras recortadas de revistas e jornais e outras imagens mostravam um pouco do inconsciente, misturando a criatividade. Alguns dos principais escritores foram: Paul Éluard, Louis Aragon, Jacques Prévert e André Breton.

Cinema

Os cineastas adeptos passaram a quebrar o tradicionalismo cinematográfico, começaram a não se preocupar mais com o enredo e a história dos filmes. Dois filmes que representam bem esse gênero do cinema são: “Um Cão Andaluz” em 1928, e “L’Âge D’Or” em 1930. Ambos de Luis Buñuel em parceria com o pintor Salvador Dalí.

Teatro

O maior representante na área da dramaturgia dessa época foi o francês Antonin Artaud. Ele mostrava o Surrealismo através de seu teatro da crueldade, gostava de unir o palco e a plateia. Em suas peças ele buscava livrar a plateia das regras impostas pela sociedade, mexendo com o inconsciente de quem a assistia. Sua obra mais conhecida é “Os Cenci”, de 1935.


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