Território

Considerado um conceito-chave da Geografia, o território é uma categoria estudada não apenas por essa área, mas também por outras ciências e, por isso,…


Considerado um conceito-chave da Geografia, o território é uma categoria estudada não apenas por essa área, mas também por outras ciências e, por isso, é um termo polissêmico. A forma mais comum de compreensão do termo, é por meio das divisões administrativas e relações de poder, diante das quais são criadas fronteiras para cada cidade, estado, país, bairro ou áreas de influência de um grupo específico. Para o Estado, compreendemos o termo como a área delimitada onde sua nação está e onde ele exerce soberania, abrangendo tudo que está presente em sua base geográfica, desde terras a rios, mares e lagos.

Território

Foto: Reprodução

Friedrich Ratzel definiu o território como a representação de uma porção de espaço terrestre que é identificada pela posse, podendo ser uma área de domínio de uma comunidade ou Estado. Dessa forma podemos entender que o conceito vai muito além de Estado-Nação, compreendendo qualquer espaço que seja delimitado por relações de poder. O território independe de extensão território e corresponde ao espaço geográfico socializado e apropriado para seus habitantes.

Empregos do termo

O termo é estudado, por exemplo, na política, como a área em que o Estado exerce o seu poder. Além disso, na biologia estuda os locais onde determinado animal vive, seu habitat. Já a psicologia aplica o termo às ações de animais e pessoas, como uma defesa de seu ambiente, como por exemplo os cachorros urinarem para demarcação de territórios.

Em geografia humana, o conceito é estudado como uma sociedade que se organiza para defender determinado território, podendo ser o Estado nacional atual, ou as formas de índios, africanos e outros povos dividirem seus territórios.

Em geografia quantitativa, no entanto, não se estuda muito a respeito do termo território, pois ela é responsável pelo estudo dos fenômenos econômicos e sociais, envolvendo, por exemplo, como uma possível exceção, as formas de organização política do estado. Também a geografia humanística não usa o termo constantemente, pois estuda os valores e atitudes que estão relacionados ao espaço e natureza.

Já a geografia crítica, estuda com grande importância esse conceito. Normalmente, nessa área, os autores aplicam o conceito como uma forma de estudar as relações entre espaço e poder, mas ao contrário do que afirma a geografia tradicional, o Estado não é o único que delimita o poder. Por isso, é preciso pesquisar quaisquer grupos sociais que mantêm relações de poder com outros grupos, como gangues.

Modos de aquisição

As terras podem ser adquiridas de diversas maneiras e, por isso, cada uma das formas estudadas recebeu um nome específico.

Originários, são os modos de aquisição que envolvem territórios que, antes, não pertenciam a ninguém. Dentro deles temos a ocupação, que é a tomada de posse real por um Estado; a acessão, que é quando há a expansão de um território derivado de um fator físico, como a ação dos rios, ou ainda de força humana, como aterros e diques; e a adjudicação, que é quando um território passa a ser de outro Estado por decisão de organização internacional.

Derivados, são os modos de aquisição que ocorrem por meio da transferência de um território de um Estado para outro. Neles, encontramos a aquisição por acessão, que é quando há ação de um rio, por exemplo; adjudicação, que envolve a mudança de soberania; cessão, quando há a transferência do território, seja por doação ou troca de um Estado para o outro; usucapião, que é quando há exercício efetivo em longo período sobre um território de outro soberano; e por conquista, que acontece com uso de forças armadas e tomada de posse.


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