Tratado de Paris

No século XVIII a Guerra dos Sete Anos culminou no Tratado de Paris, acordo que determinava diversas trocas territoriais entre as nações europeias


Um dos principais conflitos do século XVIII, a Guerra dos Sete Anos, culminou no Tratado de Paris, acordo que determinou diversas trocas territoriais entre as nações europeias que participaram dessa luta iniciada em 1756 e finalizada em 1763. De um lado, os vencedores Reino da Prússia, Hanôver, Portugal, Braunschweug, Hesse-Cassel, Cofederação Iroquese, encabeçados pela Grã-Bretanha. Do outro, os países que perderam, Reino da França, Áustria, Império Russo, Suécia, Espanha, Saxônia, Reino das Duas Sicílias e o da Sardenha.

Como ocorreu a Guerra dos Sete Anos?

Durante o século XVIII existiu grande rivalidade entre duas grandes potências da Europa, isto é, Grã-Bretanha e França. Ambas eram colônias e disputavam entre si com o objetivo de se tornar o reino detentor da supremacia marítima e comercial. Além disso, as duas nações desejavam conquistar mais territórios na Índia e na América do Norte.

Outras causas também desencadearam esse conflito, como as intensas diferenças entre as potências europeias, sobre o domínio dos territórios da África, América do Norte e Ásia; a luta entre o Império Austríaco e o Reino da Prússia com relação ao poderio da Silésia; e a preocupação de russos, franceses e austríacos com o crescimento de poder de Frederico II, rei da Prússia.

Tratado de Paris

Foto: Reprodução/ internet/ arquivo

Diante desse cenário de interesses, os reinos europeus resolveram se unir contra seus inimigos em comum e deram início a Guerra de Sete anos. Uma luta que rendeu muitos mortos, um gasto financeiro significativo e ainda provocou elevadas destruições materiais. No dia 10 de fevereiro de 1763, a Grã-Bretanha, França, Espanha e Portugal firmaram o Tratado de Paris, colocando um fim na guerra.

Especificações do Tratado de Paris

Pode-se dizer que os grandes vitoriosos da guerra foram a Grã-Bretanha e o Reino da Prússia. Ambos conquistaram os territórios desejados, a primeira nação, por exemplo, conseguiu todo o território do Canadá, o território leste do Mississippi, as ilhas antilhanas de Dominica e a costa do golfo do rio São Lourenço, bem como Granada, Flórida, São Vicente, Tobago e Granadinas. Também conquistou terras na África, índia e Europa. Já a Prússia, conseguiu a possessão da tão desejada Silésia. Ainda do grupo dos vitoriosos, Portugal também foi beneficiado. O reino português, mesmo diante de todo interesse e destruição, conservou a Colônia do Sacramento.

Já do outro lado da história, os perdedores sofreram com as mudanças territoriais e as perdas de comércio. A França teve que renunciar suas reivindicações de novas terras, dos direitos aos pesqueiros da Terra Nova e, mesmo recuperando algumas ilhas, não poderia fortificá-las. Isso sem contar na humilhação que foi ter de se retirar dos pequenos estados que eram aliados da Grã-Bretanha.

Fica claro que a Grã-Bretanha foi a mais beneficiada nesse tratado e que além de ganhar novos territórios, teve um grande destaque com relação ao poderio marítimo. Se tornou então uma nação hegemônica.


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