Triunvirato

Do latim trium, que significa três, e vir, que significa homem, o nome triunvirato é usado para denominar uma associação política firmada entre três…


Do latim trium, que significa três, e vir, que significa homem, o nome triunvirato é usado para denominar uma associação política firmada entre três homens em pé de igualdade. Há ainda outro termo, Troika, usado para o mesmo fim. Os triunviratos mais comuns, são o primeiro e o segundo triunviratos romanos, que serão explicados a seguir neste artigo.

1° Triunvirato

Ficou conhecido como Primeiro Triunvirato uma aliança política informal que foi estabelecida em 59 a.C. em Roma. A aliança que se prolongou até 53 a.C. foi firmada entre Júlio César, Pompeu, o Grande e Marco Licínio Crasso.

Triunvirato

Foto: Reprodução

Júlio César, no início da década de 50 a.C., havia acabado de ser eleito cônsul, mas era out-sider político; Pompeu, que era muito popular junto aos cidadãos devido as suas conquistas militares – mas era desprezado pela classe senatorial, pois não tinha sangue azul em sua família-; e Crasso, era considerado o homem mais rico de Roma, mas não possuía influência política.

Os três se uniram, cada um por seus motivos em particular para unir forças, já que uma vez que César não possuía aliados políticos, Pompeu não conseguia obter terras de cultivo para os veteranos de suas legiões, e Crasso não era levado a sério quando falava sobre conquistar o Império Parta.

Essa união, firmada informalmente, não possuía nenhum valor jurídico. César, durante seu consulado em 59 a.C., legislou terras aos soldados de Pompeu, mesmo tendo fortes contestações da facção conservadora do senado, além de determinar leis que favoreciam os negócios de Crasso. Mas não fez isso de graça: em troca, César obteve apoio de Pompeu para governar Gália e começar as Guerras Gálicas, conquistando toda a região. Pompeu e Crasso, no ano de 55 a.C., foram eleitos cônsules, prolongando o poder de César na Gália por mais cinco anos.

No entanto, no ano seguinte, Júlia, filha de César e esposa de Pompeu, faleceu, enfraquecendo a relação entre os dois. Crasso foi morto na Batalha dos Carras em 53 a.C. e Pompeu e César desfazem sua aliança, tornando-se inimigos.

2° Triunvirato

O Segundo Triunvirato foi formado entre Marco António, Otaviano e Lépido, parceria que prolongou-se de 43 a.C. a 33 a.C. O acordo foi uma aliança política formal, ao contrário do primeiro. Receberam o nome de Triunviros para a Organização do Povo, e a aliança foi legislada pela Lex Titia, e aprovado pela Assembleia do Povo.

A justificação para a atribuição dos poderes aos três, foi o período de crise que se seguiu após o assassinado de Júlio César em 44 a.C. Otaviano era filho adotivo de Júlio César, e os outros dois eram seus comandantes de maior confiança. Juntos, ambicionavam poder e vingança e sua primeira ação no poder foi eliminar todos aqueles que conspiraram contra César.

A aliança, no entanto, foi marcada pelo ódio que Otaviano e António sentiam um pelo outro, e pelas conspirações que aconteceram desde o início. Apesar de ter sido renovado por mais 5 anos, em 38 a.C., as relações entre os três já não eram nada amigáveis – e foi quando Lépido, após realizar uma manobra falha, foi afastado do poder e exilado. Com o fim do triunvirato, em 33 a.C., António e Otaviano começaram uma guerra aberta, que resultou na Batalha de Áccio, em 31 a.C. e no suicídio de António. Otaviano, então, ficou sozinho no governo de Roma e no ano de 27 a.C. aceita o título de augusto, dando início ao Império Romano.


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