Ufologia – O que estuda?

Há muitos anos, luzes e objetos têm sido avistados no céu e entendidos como visitas de extraterrestres ao planeta Terra, causando estranheza entre as…


Há muitos anos, luzes e objetos têm sido avistados no céu e entendidos como visitas de extraterrestres ao planeta Terra, causando estranheza entre as pessoas. O termo ufologia refere-se ao estudo dos relatos, registros visuais, evidências físicas e todos os fenômenos relacionados aos objetos voadores não identificados (OVNI). A pesquisa não tem caráter científico reconhecido, uma vez que existe dificuldade em encontrar fontes e dados confiáveis e de fácil acesso para os pesquisadores. Na maioria dos casos, os estudos científicos feitos pelos pesquisadores mostraram ter uma explicação mundana, por isso a ufologia tem sido caracterizada como uma pseudociência.  Essas pesquisas estão focadas, principalmente, na detecção de emissões eletromagnéticas geradas por possíveis civilizações inteligentes. Alguns outros métodos também têm sido utilizados, e estudiosos podem apresentar resultados em breve.

Ufologia - Que estuda?

Foto: Reprodução

A pseudociência e seu início

De acordo com Feist, a ufologia pode ser classificada como pseudociência porque o campo não tem progressos científicos, estando estagnado desde a década de 1950. A ufologia, em sua fase moderna, teve inicio em 24 de junho de 1947, quando o piloto Kenneth Arnold fez um registro visual. O piloto afirmou ter visto nove objetos com o formato de discos movimentando-se a uma velocidade maior que a do som, impossível para os aviões da época. Ele descreveu o movimento dos objetos como “um disco lançado sobre a água” dando origem ao nome disco voador. Mesmo com muitas explicações que surgiram para o evento, a história foi muito divulgada pela imprensa e estudada pela aeronáutica norte-americana, o que deu origem à ufologia.

As pesquisas

O cientista Seth Shostak, diretor do instituto de pesquisas por inteligência extraterrestre, afirma que, ao invés de observar diversos milhares de sistemas estelares distantes, os estudos estarão focados em apenas um seleto grupo de 1 milhão de estrelas a menos de 25 anos-luz de distância. Para ele, até 2040 os astrônomos terão escaneado quantidade suficiente dos sistemas estelares para poder apontar com clareza qual deles têm registros de emissões eletromagnéticas não naturais.

“Eu acho que dentro de 20 anos nós vamos encontrar vida extraterrestre usando esses tipos de experimentos”, afirmou o cientista no simpósio NASA Innovative Advanced Concepts, NIAC, realizado em Stanford. Esse pensamento baseia-se nas observações feitas pelo telescópio espacial Kepler, que mostrou que a Via Láctea pode estar repleta de mundos que podem ser capazes de suportar a vida. De acordo com estudos e estatísticas, em cada cinco estrelas existe um planeta em que a vida pode surgir.

Outras linhas de pesquisa

Muitos cientistas usam ainda a possibilidade de vidas simples como fonte de pesquisa, que podem estar distribuídas de modo mais amplo e comum por todo o universo.  De um lado, existem os cientistas que procuram civilizações inteligentes, do outro, existem aqueles que buscam os corpos do sistema solar em busca de organismos simples. Além destes, existem ainda os pesquisadores que tem foco na busca de sinais devida microbiana. Para Shostak, todas as abordagens podem gerar dados e revelar grandes surpresas nos próximos anos.


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