Você sabia? Os organismos têm desenvolvimento em série de passos

Na história científica, pesquisadores e estudiosos dividiram opiniões com relação ao surgimento e desenvolvimento de espécies de seres vivos


Com toda a tecnologia e os avanços da ciência, sabemos que a borboleta, por exemplo, passa por um processo de metamorfose no seu desenvolvimento. Primeiramente, ovo, depois larva e pupa, para por fim se transformar em uma borboleta adulta. Das mesmas forma ocorre com o sapo, que passa elo período de ovo, girino até ser o sapo que conhecemos.

Porém, nem sempre a ciência pensou desta forma. No passado, se acreditava que espécies “inferiores” como os insetos surgiam através da geração espontânea. Enquanto que os seres “superiores” chegavam a forma madura através de seu início minúsculo e o seu desenvolvimento posterior, sendo considerados complexos comparados a outros animais mais “simples”.

Os dois assuntos tiveram estudiosos e pensadores de peso levantando a bandeira de tais teorias. Hoje sabemos que a geração espontânea não existe e o que há de mais correto é a teoria evolucionista proposta por Charles Darwin. Entretanto, é importante conhecer como esses conhecimentos foram sendo construídos e por quem foram elaborados com mais profundidade.

As fases do estudo dos seres

Em 320 a.C., o pensador Aristóteles afirmava que as minhocas e os insetos surgiam por uma geração espontânea ou abiogênese. Em outras palavras, isto quer dizer que esses seres vivos nasciam a partir de uma matéria não vivente. Ainda de acordo com Aristóteles, o surgimento de larvas no lixo mostrava que ele se transformava nesses insetos. Ou então, o aparecimento de girinos em lama, era a prova que a lama se transformava em girinos, e assim por diante.

Você sabia? Os organismos têm desenvolvimento em série de passos

Foto: Pixabay

Porém, em 1668, o italiano Francesco Redi começou a refutar as ideias da geração espontânea. Coletando as primeiras provas para quebrar com esse conceito que perdurou durante séculos. O reforço veio com Jan Swammerdam, que em 1669 desdisse Aristóteles. Como pioneiro em microscopia, dissecou insetos e com o auxílio do microscópio provou que os organismos desses animais também possui complexidade.

A nova designação para metamorfose

A palavra metamorfose já foi usada para designar a morte de um indivíduo seguida pelo surgimento de outro. Mas, Swammerdam mostrou que o ciclo da vida de alguns seres são formas diferentes da mesma criatura. Como no exemplo da borboleta, já citado no início desse artigo. E a esse processo de mudança de uma mesma criatura, deu o nome de metamorfose.

O microscopista foi o pioneiro no estudo de classificação dos insetos, baseado em sua reprodução e desenvolvimento. “Na anatomia de um piolho, você encontrará um milagre atrás do outro e verá a sabedoria de Deus claramente manifesta em pontos minúsculos”, afirmava Jan.

Após os estudos de Swammerdam

Já em 1859, o naturalista e biólogo Charles Darwin trouxe para a comunidade científica a teoria evolutiva. Para ele, o estágio da vida de cada inseto é adaptado a sua atividade e seu ambiente. Ficou conhecido pela seleção natural, onde os animais mais adaptáveis sobrevivem ao ambiente, enquanto que os que não conseguem se adequar morrem e se extinguem.


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