Aquecimento global: sul da Ásia pode se tornar inabitável em menos de 100 anos

Os primeiros a serem atingidos com isso seria a população mais pobre, da região rural

Ainda que um grande grupo de pessoas duvide do efeitos do aquecimento global, a emissão de gases e demais poluentes têm causado mudanças expressivas no clima mundial. Um reflexo disso é o número crescente de desastres naturais, além do aumento do nível do mar – devido ao derretimento das calotas polares – e até a extinção de animais. Sim, o aquecimento global é real! E deve ser tratado com seriedade e urgência.

É o que defende um recente artigo publicado por Elfatih Eltahir, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na revista cientifica Science Advances, que mostra que a região sul do continente asiático daqui para 2100 pode se tornar um ambiente tão quente, que será impossível que qualquer humano continue vivendo nele.

“Os risco dos impactos das mudanças climáticas naquela região terão consequências severas,” contou o professor em uma entrevista ao CBC News.

Sul da Ásia pode ficar inabitável até 2100

O sul da Ásia é onde ficam localizados alguns dos países mais populosos do mundo, como a Índia, Paquistão, Myanmar (Birmânia), Tailândia e Bangladesh, tendo eles mais de 1 bilhão e meio de habitantes.

Os primeiros a serem atingidos com isso seria a população mais pobre, da região rural

Região com mais de um bilhão de habitantes deve ficar muito quente (Foto: depositphotos)

Em maio de 2015, a Índia foi alvo de uma onda de calor que matou mais de 2 mil pessoas; em junho do mesmo ano, o Paquistão também foi alvejado com uma onda que foi responsável pela morte de mais de mil pessoas. As temperaturas de ambos os países variaram entre 40º e 45º graus célsius durante esses períodos.

As primeiras vítimas desse aumento da temperatura seria a população mais pobre desses países, principalmente os fazendeiros, que passam boa parte do seu dia expostos diretamente a temperaturas altíssimas; além de que com o calor cada vez mais alto, a agricultura será uma atividade que aos poucos irá desaparecer.

Segundo Elfatih, um estudo apenas em uma região específica e não em um aspecto global, ajuda os líderes políticos a entenderem melhor a gravidade da situação e tomar medidas para aumentar o desenvolvimento e encontrar uma maneira de proteger a população mais carente dos efeitos dessas mudanças.

“Essa pesquisa mostra os tipos de coisas que podem acontecer se continuarmos nessa trajetória de inação relacionada a mudança climática,” finalizou.