Biografia de Cabo Daciolo

Nesse texto você vai conhecer sobre a biografia do Cabo Daciolo, um dos candidatos a presidência da República em 2018. Acompanhe a seguir!

Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos nasceu em 30 de março de 1976 na capital Florianópolis, em Santa Catarina. Ele é deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro e sua marca principal é ser militar e evangélico.

Conhecido simplesmente como Cabo Daciolo, ele é bombeiro e político pelo partido Patriota. Seu primeiro mandato foi conquistado nas eleições de 2014 pelo PSOL, partido que foi expulso no ano seguinte. Dessa forma, foi participar do Avante e, posteriormente, filiou-se ao Patriota.

Biografia do Cabo Daciolo: vida política

Cabo Daciolo se destacou no cenário carioca quando, em 2011, ele comandou a greve dos bombeiros no estado do Rio de Janeiro. Liderado, pelo hoje deputado federal, os militares ocuparam o quartel e as escadarias da Alerj, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

O movimento grevista dos bombeiros do RJ tinha diversas reivindicações, entre elas melhores condições de trabalho para os militares e auxílio transporte para os bombeiros que se deslocavam para o posto de trabalho.

Cabo Daciolo

Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos nasceu em 1976, em Santa Catarina (Foto: Reprodução | Câmara dos Deputados)

Além disso, os bombeiros solicitavam o aumento do piso salarial de R$ 950 para R$ 2 mil. Durante a greve, alguns militares foram retaliados e transferidos, além de terem inquéritos abertos contra seus protestos.

Essas retaliações também se tornaram pautas da greve, onde foi pedido que as autoridades responsáveis cancelassem essas investigações contra os grevistas e trouxessem de volta as dezenas de bombeiros transferidos.

Prisão por incentivar greve

O movimento ganhou corpo e o estado da Bahia também iniciou seu movimento grevista. O Cabo Daciolo foi até o Nordeste para orientar o movimento. Durante seu retorno, ele acabou sendo preso sob a acusação de incentivar a greve dos militares, considerada ilegal. Por conta disso, Cabo Daciolo acabou sendo preso e ficou 9 dias no presídio de Bangu I.

À época, a decisão foi da juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros que decretou a prisão de cinco bombeiros. Sob a acusação “incitar a prática de crimes militares, como descumprimento de missão, deserção e recusa de obediência”.

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Exoneração do Corpo de Bombeiros

Como prova, a magistrada utilizou conversas e gravações nas quais Daciolo combinava como se daria o movimento grevista. Depois desse fato, o Cabo Daciolo também foi expulso da corporação pelos mesmos motivos da sua prisão: incitar a greve dos bombeiros no Rio de Janeiro e também no estado da Bahia.

Ao expulsar os líderes grevistas dos bombeiros, o documento interno afirmava que os militares eram “culpados por articulação em manifestações de caráter político-partidário, nas quais incitaram ostensivamente a tropa à prática de ilícitos de natureza disciplinar e penal militar, além da adoção de conduta incompatível com a missão de bombeiro-militar”.

Absolvição

Depois de nove dias Cabo Daciolo foi solto, mas o seu processo correu na Justiça. Somente em dezembro de 2017, ele foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal.

Nessa ação, Daciolo era réu em ação criminal por associação criminosa (artigo 288, parágrafo único, Código Penal) e por outros crimes que ferem a Lei de Segurança Nacional. Chama a atenção que sua absolvição só foi possível graças a um projeto da sua própria autoria que dava anistia aos militares que estavam envolvidos nos movimentos grevistas especificamente envolvidos entre os anos de 2011 e 2015.

Depois dessa notoriedade como grevista, Daciolo resolveu concorrer às eleições de deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro. Ele foi eleito com 49.831 votos pelo PSOL.

Expulsão do PSOL

Após sua eleição como deputado federal pelo PSOL em 2014, Cabo Daciolo foi expulso do partido por inúmeras polêmicas as quais esteve envolvido. Uma delas foi o seu posicionamento público favorável aos 12 policiais envolvidos no desaparecimento, tortura e morte do pedreiro Amarildo Dias de Souza.

O ato de violência ocorreu em 2013 e foi ganhando maior repercussão nos dois anos posteriores. O político defendeu que os militares fossem libertos e isso causou a fúria de alguns partidários do PSOL.

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Mas a gota d`água para sua expulsão do PSOL foi quando ele propôs em plenário que o primeiro parágrafo da Constituição Brasileira sofresse uma alteração. O original afirma o seguinte:

“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

“Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

À época, Daciolo propôs uma emenda constitucional para alterar o trecho do primeiro parágrafo da Constituição Brasileira de diz: “todo poder emana do povo” para “todo poder emana de Deus”.

Essa postura teria sido definitiva para expulsão do deputado. Apesar disso, o PSOL decidiu não solicitar o mandato de Daciolo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fato que legalmente poderia ocorrer, uma vez que o mandato é do partido e não do político em si.

Trabalho no plenário

O site oficial da Câmara de Deputados, cita alguns dados sobre o trabalho do Cabo Daciolo. Veja um resumo das suas atuações em números:

  • Votações em Plenário (Legislaturas): 55
  • Presença em Comissões (Legislaturas): 55
  • Presença em Plenário (Legislaturas): 55
  • Participação na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – CREDN
  • Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado – CSPCCO
  • Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia – CINDRA
  • Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado – CSPCCO
  • Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – CREDN
  • Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado – CSPCCO
  • Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática – CCTCI
  • Comissão Especial: Cesp – Denúncia Crime Responsabilidade
  • Cesp – Ciclo de Polícia Sistema Segurança Pública
  • Processo de Apreciação de Mp
  • Lei Orgânica de Segurança Pública
  • Agentes Comunitários da Terra
  • Comissão Externa: Crise Fiscal no Estado do Rio De Janeiro
  • Prevenção de Desastres e Auxílio às Vítimas No Rj
  • Grupo de Trabalho: Grupo de Trabalho Taxistas e Aplicativos Digitais

Daciolo no Patriota

Em 2018, Daciolo candidata-se ao cargo de presidente da república. O site oficial do partido não traz um biografia oficial do político, apenas trechos do seu discurso no dia da sua candidatura oficial ao cargo pela sigla. Confira uma trecho:

“Agradeço ao apoio de líderes da legenda, das comunidades, do povo em geral. Temos realizado um trabalho árduo, difícil, porém, determinado, consciente, valorizando a confiança que nos foi depositada nas urnas. Agora, essa nova escalada, permite-nos levar opções de renovação, de ajustes e de esperança. Precisamos mudar esse país e pra isso é preciso eleger um presidente que tenha compromisso unicamente com o povo. Acredite, nós podemos fazer essa diferença”.

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O Cabo Daciolo é casado com Cristiane Daciolo e tem três filhos.

Sobre o autor

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Jornalista formada pela Universidade Federal da Paraíba com especialização em Comunicação Empresarial. Passagens pelas redações da BandNews e BandSports, TV Jornal e assessoria de imprensa de órgãos públicos.