Biografia de Florbela Espanca

A Florbela Espanca nasceu em 1894 em Portugal. Ele era poetisa e ganhou fama no seu país pela qualidade da sua literatura, mas também pela postura que assumiu em um contexto totalmente machista.

Ela é conhecida como uma das primeiras feministas de Portugal. Nascida na vila de Viçosa, Alentejo. Ela era filha de Antônia da Conceição Lobo e João Maria. Sua mãe viria a falecer ainda na sua juventude, tendo ela sido educada pela segunda mulher do seu pai.

Estudante do curso de letras, Florbela Espanca escreveu seu primeiro poema em 1903. Quando mais velha, foi jornalista na revista Modas & Bordados e no jornal de Évora.

Em 1913, casou-se com Alberto Moutinho. Quatro anos mais tarde ela foi a primeira mulher a conseguir entrar no curso de Direto da Universidade de Lisboa.

Literatura, saúde frágil e vida pessoal fracassada

Poetisa célebre portuguesa teve a vida marcada por obras literárias intensas

Poetisa célebre portuguesa teve a vida marcada por obras literárias intensas (Foto: Reprodução/La Parole)

Sua primeira publicação veio no ano de 1919, com Livro das Mágoas, que relatava parte da sua relação conturbada com o pai. Nesse mesmo ano ela sofre um abordo espontâneo e fica doente por vários meses.

Dois anos depois ela se separa de Alberto Moutinho e se casa com António Guimarães. Já em 1923, ela publica a sua segunda obra ‘Livro de Sóror Saudade’. Logo depois da conquista ela sofre uma nova tragédia: perde o segundo filho e também se separa de Guimarães.

A vida de Florbela Espanca não estava nada fácil. Por isso ela começou a apresentar alguns sintomas de problemas emocionais.

Em 1925, casa-se de novo. Desta vez com o médico Mário Laje. Dois anos depois, seu irmão morre de um acidente aéreo. Ela fica tão abalada que tenta se suicidar. Depois disso, ela ainda escreve o livro ‘As máscaras do destino’, que trata da perda precoce do irmão.

Suicídio de Florbela Espanca

Em 1930, Florbela Espanca põe um fim na sua própria vida. A poetisa e símbolo do feminismo em Portugal se suicidou no dia no seu aniversário. Acredita-se que de overdose de Veronal, sonífero que ela fazia uso desde que seu irmão morreu.

A poetisa se foi mas deixou para o mundo o seu talento em algumas obras que foram publicadas postumamente. A ‘Charneca em Flor’ é considerada sua obra de maior densidade e antes que ela morresse já tinha data para o seu lançamento. O livro foi lançado em 1931.

Ainda nesse ano de 31, foi lançado ‘Juvenília’. Nos anos seguintes, depois da sua morte, ainda surgiram outras obras da autora, como: ‘Reliquiae’, publicado em 1934; ‘Cartas de Florbela Espanca’ lançado em 1949 e mais recentemente ‘O Dominó Preto’, em 1983.

Sobre o autor

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Jornalista formada pela Universidade Federal da Paraíba com especialização em Comunicação Empresarial. Passagens pelas redações da BandNews e BandSports, TV Jornal e assessoria de imprensa de órgãos públicos.