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Descubra o que é o coronavírus

COVID-19 é um tipo de vírus recém descoberto que pertence à família dos coronavírus, agentes que podem causar doenças em animais e humanos. Em dezembro de 2019, essa cepa foi responsável pelo surto da doença respiratória em Wuhan, na China.

No mundo, mais de 150 países apresentam registros desse problema. Já no Brasil, a doença está presente nas cinco regiões do país (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste). Ao todo, 17 estados mais o Distrito Federal estão com casos suspeitos do COVID-19.

Imagem de um vírus

O COVID-19 é um tipo novo de coronavírus (Foto: depositphotos)

Por tudo isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declara o coronavírus como uma pandemia. A preocupação do órgão só aumenta com a disseminação da doença, uma vez que só na China mais de três mil pessoas morreram com a infecção.

Como é transmitido o coronavírus?

O vírus é transmitido de pessoa para pessoa através de secreções expelidas quando algum infectado tosse ou exala. Essas gotículas podem estar na mão do doente que cumprimenta alguém ou em algum objeto que será tocado por outras pessoas posteriormente.

Ao ter contato com essas substâncias e depois tocar nos olhos, nariz ou boca, o indivíduo pode acabar contraindo o coronavírus. Diante desse ciclo, a OMS aconselha manter uma certa distância de quem está com os sintomas da doença, evitar lugares fechados e manter as mãos sempre limpas.

E, ao contrário do que se possa pensar, o COVID-19 não é transmitido pelo ar. A Organização Mundial de Saúde explica que, até o momento, os estudos mostram que o contato com as secreções respiratórias é a principal forma de transmissão do vírus.

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Grupo de risco

Ainda vale salientar que todas as pessoas podem contrair a doença, mas algumas delas costumam ser alvos mais frequentes. Idosos, indivíduos com condições médicas pré-existentes, como doenças cardíacas, pulmonares e câncer, diabéticos e hipertensos formam o grupo de risco dessa doença.

Sintomas do COVID-19

De todos esses sintomas, os três primeiros são considerados os mais comuns. No entanto, os pacientes podem apresentar os demais em diferentes intensidades. De uma maneira geral, os sinais surgem de forma leve e algumas pessoas podem não apresentar sintomas, apesar de estarem infectadas.

De acordo com a OMS, aproximadamente 80% dos pacientes se recuperam da doença facilmente. No entanto, o grupo de risco pode apresentar problemas graves após contrair o COVID-19.

Nesses casos mais delicados, a doença pode provocar outros problemas de saúde como insuficiência renal, pneumonia e síndrome respiratória aguda grave. Sem tratamento, o paciente pode até morrer.

Diferenças entre coronavírus, gripe e resfriado

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Os sintomas dessas três doenças são semelhantes, por essa razão as pessoas podem se confundir com relação ao diagnóstico. Enquanto alguns pacientes podem não dar a devida importância aos indícios de coronavírus, colocando pessoas ao seu redor em risco. Outros podem causar pânico ou histeria pela falta de informação, acreditando que um simples resfriado possa ser a nova doença respiratória.

Diante desse cenário conturbado, o Ministério da Saúde criou um material a fim de diferenciar essas três condições de saúde. Apesar da prevalência dos sintomas (comum, às vezes e raro) ser uma diferença marcante entre as doenças, o ponto principal que as diferem é a forma como elas surgem.

Por exemplo, o coronavírus tem sintomas que vão de leves a severos. A gripe, por sua vez, tem início repentino dos sinais. Já o resfriado tem sintomas graduais. Veja a seguir a cartilha criada pelo órgão do Governo Federal:

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Desta forma, quem apresenta dificuldade em respirar, tosse e febre deve procurar atendimento médico o mais rápido possível. Quanto mais cedo descobrir o problema, mais eficaz será o tratamento.

Tratamento para o COVID-19

Ainda não existe um tratamento específico para tratar o coronavírus, mas quem é infectado pela doença deve receber os cuidados necessários para aliviar os sintomas.

Remédios para contornar a dor, garganta inflamada e febre são utilizados apenas com a indicação e acompanhamento profissional. Da mesma maneira ocorre com os medicamentos para fortalecer o sistema imunológico.

Na maioria das vezes, apenas esses procedimentos são eficazes na luta contra os sintomas da doença, principalmente se tratando de crianças e jovens adultos infectados. Já no caso de indivíduos do grupo de risco, os cuidados são ainda mais minuciosos. Sendo assim, faz-se necessário a internação do paciente.

Enquanto essas medidas são colocadas em prática, estudiosos e cientistas do mundo todo estão buscando formas de desenvolver tratamentos e medicamentos próprios para essa condição.

Coronavírus tem cura?

É possível ficar curado do COVID-19, mas para que isso ocorra é necessário buscar ajuda médica o quanto antes. Seguindo o tratamento indicado por médicos, o paciente consegue se recuperar dos sintomas e vencer o vírus.

Como prevenir?

Para evitar a propagação do novo vírus é importante lavar as mãos de forma regular, evitar contato próximo com quem apresenta os sintomas já mencionados e tossir ou espirrar cobrindo a boca e o nariz, de preferência com o cotovelo.

Também é indicado o uso de máscaras para proteger o nariz e a boca, a aplicação do álcool em gel nas mãos e evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem estar com as mãos limpas. Além desses cuidados, a OMS ainda recomenda cozinhar bem carnes e ovos.

Já para quem não está se sentindo muito bem, o órgão aconselha ficar em casa de repouso. Mas, se o indivíduo apresentar febre, tosse e dificuldade de respirar, o melhor a ser feito é procurar por atendimento médico.

Para o Ministério da Saúde, as pessoas também devem manter os ambientes bem ventilados, deixando as portas e janelas abertas para facilitar a circulação de ar. Além, é claro, de evitar o compartilhamento de objetos pessoais como toalhas, copos, talheres etc.

Mapa do coronavírus: quais são os países infectados?

China foi o primeiro país a apresentar o surto do vírus, no final de 2019. De lá até a metade do mês de março de 2020, mais de 80 mil casos foram confirmados no território chinês. Em segundo lugar, de acordo com o índice de indivíduos infectados, está a Itália, com mais de 27 mil casos.

Irã, Espanha, Coreia do Sul, França, Alemanha, Estados Unidos, Suíça e Reino Unido completam a lista dos 10 países mais afetados pela pandemia. Em menos de três meses do surgimento do COVID-19, o somatório de casos confirmados nesses territórios ultrapassam os 50 mil.

Esse gráfico [4] evidencia a situação do coronavírus no mundo.

A doença no Brasil

Após a descoberta da doença, o Brasil só teve seu primeiro registro no dia 24 de fevereiro. Agora já são mais de oito mil casos da doença no país, tendo sua maior concentração em São Paulo. Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco e Rio Grande do Sul são outras localidades atingidas pelo vírus.

A primeira morte causada pelo coronavírus ocorreu em São Paulo. A vítima fatal do vírus foi um homem de 61 anos de idade. Ele não possuía histórico de viagens recentes e fazia parte do grupo de risco por ser idoso, ter diabetes e hipertensão.

Coronavírus em animais: cães e gatos podem contrair a pandemia?

Em Hong Kong, houve um caso de cachorro infectado pelo vírus, mas até então não existem evidências de que um cão, gato ou qualquer outro animal de estimação possa transmitir o COVID-19. Para a gerente de programas veterinários na Proteção Animal Mundial, Rosângela Ribeiro, esse mesmo caso é tido como isolado.

“Não há provas que o cachorro esteja infectado pelo coronavírus. Como a sua tutora tem a doença, é muito provável que o que foi encontrado na saliva do animal seja resultado de seu contato próximo com ela e não uma infecção completa, com replicação e transmissão do vírus” , informa.

Rosângela ainda lembra que o cachorro de Hong Kong  teve um resultado “positivo fraco” para esse novo vírus. “Sabemos que cães podem ser infectados por um outro subtipo do coronavírus, não o Covid-19, além do que, a transmissão para humanos e outras espécies é incomum”, finaliza a veterinária.

Referências

» Organização Mundial de Saúde. “Coronavírus“. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/coronavirus [5]. Acesso em: 18 de março de 2020.

» Organização Mundial de Saúde. “Perguntas e respostas sobre coronavírus (COVID-19)“. Disponível em: https://www.who.int/news-room/q-a-detail/q-a-coronaviruses [6]. Acesso em: 18 de março de 2020.

» BBC Brasil. “Coronavírus: OMS declara pandemia“. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-51842518 [7]. Acesso em: 18 de março de 2020.

» BBC Brasil. “Coronavírus: 291 casos confirmados em todo o país e mais de 8,8 mil suspeitos“. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51713943 [8]. Acesso em: 18 de março de 2020.

» Ministério da Saúde. “O que é coronavírus? (COVID-19)“. Disponível em: https://coronavirus.saude.gov.br/ [9]. Acesso em: 18 de março de 2020.

» Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde. “Notificação de casos de doença pelo coronavírus 2019 (COVID-19)“. Ministério da Saúde. Disponível em: http://plataforma.saude.gov.br/novocoronavirus/#COVID-19-world [10]. Acesso em: 18 de março de 2020.

» VALENTE, Jonas. “Entenda a diferença entre Covid-19, resfriado e gripe“. Agência Brasil. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-03/entenda-diferenca-entre-covid-19-resfriado-e-gripe [11]. Acesso em: 18 de março de 2020.