A diferença entre as águas mineral, potável e tratada

Esses três tipos de água podem ser apropriados para o consumo humano e animal

A água é um elemento fundamental para que a vida no planeta Terra seja possível. Apesar disso, apenas uma pequena parcela da água disponível no mundo é adequada para o consumo humano, sendo que o restante possui elevados índices de salinidade, ou apresenta-se sob formas não consumíveis, como congelamento ou em profundidade.

Para que a água possa ser consumida pelos seres humanos, sem que haja problemas em decorrência disso, existem várias formas de tratamento para este importante recurso.

Nem toda água existente é potável, e nem toda água é tratada, sendo que estas, quando consumidas, podem gerar problemas de saúde, como contaminação. Assim, é importante saber a diferença entre os conceitos atribuídos às formas pelas quais a água é apresentada ao consumidor.

Águas mineral, potável e tratada, diferenças e características

A água pode ser potável ou não, pode passar por tratamento ou por adição de componentes

Até chegar ao consumidor, a água passa por processos de tratamento (Foto: depositphotos)

Água potável

Existem vários conceitos atribuídos à água, dentre eles a ideia de potável ou não-potável. Quando a água é potável, isso quer dizer que ela está apta ao consumo humano, sem que haja o risco de contaminação ou de contrair doenças, nem está contaminada por elementos químicos.

Assim, uma água potável, é aquela que pode ser consumida tanto por humanos, quanto por animais, sem haver riscos à saúde. Ou seja, é uma água boa para o consumo.

Existem algumas concepções aceitas para se caracterizar uma água como potável, sendo eles: a água não pode ter gosto, devendo ser insípida; a água não pode ter cheiro, devendo ser inodora; a água não pode ter cor, devendo ser incolor.

Nem toda água potável é tratada, sendo que o tratamento é o momento em que serão eliminados quaisquer elementos que ainda possam ocasionar algum tipo de problema para a saúde daqueles que irão consumir este recurso. A água potável, portanto, pode ser natural ou tratada.

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Água não potável

Deste modo, quando uma água é considerada como não-potável, isso significa que ela não está apta ao consumo humano ou animal, por haver algum tipo de contaminação, que pode ser por elementos químicos, tóxicos, excrementos, terra, dentre outros, o que gera danos à saúde.

Água natural

A água natural é aquela encontrada na natureza, em alguma fonte, a qual pode ser consumida pelos seres humanos ou animais, sem que haja necessidade de filtros ou produtos para seu tratamento. No entanto, cabe destacar que para ser potável, deve respeitar os três princípios básicos – insípida, inodora e incolor.

Água tratada

Enquanto a água potável tratada é aquela que passa por algum tipo de estação de tratamento, onde são feitos vários processos para eliminação de possíveis agentes de contaminação, como poluentes, microrganismos, impurezas. Por passar pelo tratamento, essa água é mais limpa, porém incide em custos ao consumidor final.

Em relação a água mineral, ela é bastante consumida pela população, porém muitas pessoas não entendem efetivamente qual a diferença entre ela e as demais águas potáveis.

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Água mineral

A água mineral hidrata o corpo e tem a capacidade de promover benefícios adicionais

A água mineral possui componentes químicos adicionais, como: ferro, sulfato ou magnésio (Foto: depositphotos)

A água mineral é aquela que tem origem em fontes naturais, podendo também ser em fontes artificiais, e que possui componentes químicos adicionais, naturais ou artificialmente adicionados. Toda água mineral, neste sentido, possui elementos a mais do que aqueles apresentados pelas demais águas potáveis, são sais, compostos de enxofre e gases, os quais estão dissolvidos neste tipo de água.

Existem vários tipos de água mineral, já que estas dependem da quantidade de elementos incluídos, sendo alguns exemplos:

Sulforosa – Indicada para problemas articulares, do aparelho digestivo e problemas da pele. É conhecida também por suas ações cicatrizantes.
Ferruginosa – Ajuda a combater a anemia e estimula o apetite.
Carbogasosa – Indicada para combater a hipertensão arterial. É diurética e ajuda a repor as energias.
Radioativa – Favorece a digestão, ajuda a combater cólicas intestinais e também a dissolver cálculos renais. É indicada ainda como calmante.
Magnesiana – Atua como laxante, contribuindo para o bom funcionamento do estômago e intestino.
Carbônica – Reduz o apetite e ajuda na hidratação da pele.

Assim, a água mineral, além de hidratar o corpo, ainda tem a capacidade de promover benefícios adicionais, funcionando como um remédio natural ao organismo. Apesar disso, nem toda água mineral apresenta apenas fatores positivos, podendo ela também ser contaminada com agentes que fazem mal para a saúde.

Formas de contaminação da água mineral

Algumas formas de contaminação da água mineral são os agentes químicos, como arsênico e o chumbo, mas também agentes físicos, como plásticos, metais, vidros, bem como agentes microbiológicos, como bactérias, parasitas e vírus.

Para que isso não aconteça, é importante que a água mineral seja comprada de empresas com credibilidade, nas quais existe uma verdadeira responsabilidade social e ambiental.

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Como é feito o tratamento da água?

A água encontrada em fontes da natureza pode passar por processo de tratamento

A água natural é aquela encontrada na natureza, em alguma fonte (Foto: depositphotos)

Em relação ao tratamento de água, é importante destacar que a água é um recurso natural renovável. Ou seja, ela não é utilizada apenas uma vez e desaparece, mas sim renova-se continuamente. Deste modo, toda água que as pessoas utilizam em seu cotidiano, volta para a natureza, sofrendo um novo processo de tratamento nas estações, podendo ser novamente consumida pelos seres humanos.

Para o tratamento da água, é feito um processo inicial, o qual é composto pelo peneiramento, o qual elimina as sujeiras maiores, sedimentação ou decantação, quando os pedaços de impurezas, que não foram retirados com o peneiramento, são então depositados no fundo dos tanques, e ainda, aeração, quando há um processo de fazer borbulhar o ar, tendo-se em vista a retirada de substâncias responsáveis pelo cheiro ruim da água.

Já o tratamento final da água, corresponde ao processo de coagulação ou floculação, onde as partículas sólidas se aglomeram em flocos, para que estas sejam removidas mais facilmente da água.

Há então uma sedimentação, quando os flocos formados vão sedimentando no fundo do tanque, o que promove uma limpeza da água. A filtração, quando a água da parte superior do tanque de sedimentação passa por um filtro que contém várias camadas de cascalho e areia, e assim retiram as impurezas menores.

E ainda, a desinfecção, quando é adicionado na água um composto bactericida e fungicida, visando retirar qualquer tipo de impureza invisível que ainda tenha ficado no líquido.

 

Referências

» TRATAMENTO de água. Universidade de São Paulo – USP. Disponível em: http://www.usp.br/qambiental/tratamentoAgua.html. Acesso em 08 fev. 2018.

» VESENTINI, José William. Geografia: o mundo em transição. São Paulo: Ática, 2011.

Sobre o autor

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Mestre em Geografia e Graduada em Geografia pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Especialista em Neuropedagogia pela Faculdade Alfa de Umuarama (FAU) e em Educação Profissional e Tecnológica (São Braz).