Furacão

O que é um furacão? Como ele se forma? Confira todas as informações sobre o advento climático e conheça quais são os furacões mais famosos

Os furacões são fenômenos naturais que comumente causam grandes estragos por onde passam. A etimologia da palavra “furacão” deriva do espanhol “hurakán”, e caracteriza um vento muito forte, o qual geralmente ocorre em círculos. Ainda, na Mitologia, Harucán era o deus maia dos ventos e das tempestades, o qual foi um dos deuses participantes da criação do mundo. 

O que são os furacões?

Os furacões são poderosas tempestades que ocorrem em várias partes do globo. Entende-se que os furacões são ciclones tropicais intensos, cujos ventos giram no sentido horário no Hemisfério Sul, ou seja, abaixo da linha do Equador, e no sentido anti-horário no Hemisfério Norte.

Furacão

Foto: Reprodução/Google Imagens

A definição da força dos ventos tem relação direta com a pressão no centro do furacão, sendo que quanto mais baixa essa pressão, mais fortes os ventos serão. Nem todos os ciclones tropicais se transformam em furacões, pois alguns deles perdem força e se dissipam em algumas horas após formados. Convencionou-se que ventos acima dos 120 km/h podem ser caracterizados como furacões.

Como ocorrem os furacões?

Os furacões são formados nas águas oceânicas, nos quais a temperatura esteja acima dos 27º. As condições necessárias para a formação de um furacão são inquietações no tempo em um dado local, oceanos tropicais com águas mornas, elevados índices de umidade e ainda ventos fortes em níveis superiores da atmosfera. Com a formação do furacão, os ventos tomam intensidade e dentro da coluna do furacão forma-se uma área na qual a pressão atmosférica diminui bastante, onde os ventos serão mais leves, sendo este ponto conhecido como “olho do furacão”.

Furacão

Foto: Pixabay

Furacões, Ciclones, Tufões e Tornados

Basicamente, um tufão e um furacão representam o mesmo fenômeno, no entanto em localização geográfica diferente. Deste modo, quando o fenômeno natural ocorre no Oceano Pacífico Oeste, é denominado de tufão. Já quando ocorre no Oceano Pacífico Leste ou em algum ponto do Oceano Atlântico, é denominado de furacão. Além disso, os tufões têm uma extensão geográfica mais ampla do que os furacões, mas apesar disso, os ventos são mais calmos. Nos tufões não existem nuvens em formato espiral, nem tampouco a formação de “olho”.

Tanto tufões como furacões podem ainda ser denominados de ciclones, porém, os ciclones não se restringem apenas à estas categorias, porque existem também ciclones extratropicais, enquanto tufões e furacões acontecem apenas em áreas tropicais. Os ciclones são grandiosas colunas de massas de ar que giram muito rapidamente e carregam uma alta carga energética.

Os ventos dos tornados são considerados mais destrutivos do que os dos furacões, no entanto, os furacões têm uma duração maior do que os tornados, podendo durar dias. Apesar de serem os fenômenos atmosféricos mais destrutivos, a área atingida por suas forças costuma ser menor, justamente pela rapidez com que ocorrem. 

Onde ocorrem os furacões?

As regiões tropicais do globo são aquelas nas quais os furacões ocorrem, embora também sejam possíveis nas regiões de clima subtropical. São locais que apresentam risco elevado de ocorrência de furacões: China, Japão, Taiwan e Filipinas, México e Havaí, Austrália e Oceania, Índia, Bangladesh, Sri Lanka, Tailândia e Birmânia. Ainda, Paquistão, Indonésia, Madagascar, Moçambique, Quênia, Estados Unidos, Canadá e ilhas do Caribe.

Furacões no Brasil?

Por muito tempo, acreditou que o Brasil era um território ileso da ocorrência de furacões, crença esta que foi abalada após a ocorrência do “Furacão Catarina” no ano de 2004. Pesquisadores afirmam que o Catarina foi o primeiro furacão registrado no Oceano Atlântico Sul, e que pela crença da raridade disso acontecer, os instrumentos não registraram adequadamente a possibilidade desta ocorrência.

O Furacão Catarina atingiu o litoral do estado do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, e os ventos chegaram a cerca de 180 km/h. Na ocasião, cerca de 40 municípios foram afetados, centenas de pessoas ficaram feridas e foram registrados 4 óbitos. O Catarina foi um furacão que chegou a categoria 3 na escala de avaliação do fenômeno natural, e a costa de Santa Catarina foi a mais atingida, por conta disso, o próprio nome do furacão ficou como “Catarina”.

Furacão

Imagem: Reprodução/UFSC

Classificação dos furacões

Para conhecimento da intensidade dos furacões são adotados critérios e denominações em categorias que variam de 1 até 5, em ordem crescente. A categoria dos furacões está diretamente relacionada aos níveis de estragos que ocorrem por onde eles passam. Os furacões da categoria 1 são aqueles que possuem ventos entre 119 km/h e 153 km/h, quando podem ocorrer destruições em infraestruturas mais precárias, bem como em residências e ainda alagamentos.

Já os furacões da categoria 2 são aqueles em que se registram ventos entre 154 km/h e 177 km/h, e nos quais já se registram danos mais intensos, como telhados arrancados, janelas quebradas e danos em embarcações e árvores. Os furacões da categoria 3 apresentam ventos entre 178 km/h, chegando até 209 km/h, momento no qual são registrados danos de grandes proporções, inclusive com a possibilidade de mortes em regiões habitadas. Neste momento, os níveis de chuvas possuem relação com os ventos, sendo que quanto mais lentamente o furacão se move, mais chuvas serão registradas num dado local.

Quando os ventos atingem velocidades entre 210 km/h e 249 km/h, os furacões passam a ser enquadrados na categoria 4, e neste momento são registrados danos de proporções muito grandes, com a possibilidade de destruição completa de infraestruturas, além de alagamentos em várias partes. As pessoas precisam ser retiradas de suas regiões, ou serão registradas muitas mortes. Os furacões de categoria 5 são considerados raros, quando os ventos ultrapassam os 249 km/h.

Furacões importantes

O mais grave furacão já registrado no mundo ocorreu no ano de 2015,no México e foi denominado de “Patrícia”, tendo atingido a velocidade máxima na escala 5. Os ventos registrados atingiram uma constância de 325 km/h e velocidades máximas de 400 km/h. Em 2005 ocorreu nos Estados Unidos o Furacão “Katrina”, o qual chegou a categoria 5 durante sua passagem no Golfo do México. Em 1992 houve o registro de um importante furacão denominado “Andrew”, o qual atingiu o noroeste de Bahamas, o sul da Flórida e ainda o sudoeste de Louisiana. Além destes, vários outros foram registrados ao longo da história, com danos consideráveis em relação aos prejuízos materiais e com várias vidas que foram perdidas.

*Luana Caroline Kunast é mestre em Geografia.

Referências

» PARANÁ. Dia a Dia Educação. Furacões. Disponível em: <http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=264>. Acesso em: 13 de junho de 2017.

» PEGORIM, Josélia. Climatempo. Como se formam os furacões? Disponível em: <https://www.climatempo.com.br/noticia/2016/07/05/como-se-formam-os-furacoes–5781>. Acesso em: 13 de junho de 2017.

» UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP). Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas. Furacões ou Ciclones Tropicais. Disponível em: < http://www.iag.usp.br/siae98/furacoes/furacoes.htm>. Acesso em: 13 de junho de 2017.

» UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC). Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil. 2004 – Furacão Catarina. Disponível em: <http://www.ceped.ufsc.br/2004-furacao-catarina/>. Acesso em: 13 de junho de 2017.

Sobre o autor

Prof. Luana Künast
Graduada em Geografia (UNIOESTE), Especialista em Neuropedagogia (FAU) e Mestre em Geografia (UNIOESTE)