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Greve geral: Caminhoneiros, professores, policiais… O que é?

Entender o que é uma greve geral é ir muito além do que o próprio nome já diz. A paralisação geral é quando uma categoria inteira cruza os braços para pedir alguma reivindicação. Isso pode acontecer durante uma greve de caminhoneiros, de petroleiros, policiais, professores, bancários, Correios, servidores públicos etc.

Na maioria das vezes, uma greve geral serve para reivindicar melhores condições de trabalho e salários, mas também é possível envolver outros pleitos como redução de impostos, equiparação de cargos e carreiras, correção de pagamentos e traz à tona outras discussões. Confira agora o que é uma greve geral e suas implicações para a sociedade, economia e política.

O que é greve de trabalhadores?

A greve de trabalhadores envolve a mão de obra de uma determinada classe trabalhista. Por exemplo, os metalúrgicos podem parar suas atividades profissionais para pedir por redução de jornada.

O mesmo com motoristas de grandes transportadoras que podem reduzir a jornada de entregas de mercadorias ou até parar, bloqueando estradas. Uma situação como essa acaba refletindo em todo o mercado consumidor.

A greve geral serve para reivindicar melhores condições de trabalho e salários

A paralisação dos caminhoneiros é uma modalidade de greve legal (Foto: Reprodução | EBC/ Antônio Cruz)

Qual é o objetivo de uma greve?

O objetivo de uma greve é sempre conquistar uma melhoria para o setor. Por exemplo, quando os caminhoneiros fazem uma greve, eles buscam a redução do preço dos combustíveis, em especial, o diesel. Já os professores, pedem por melhores salários, redução de jornada, plano de cargos e carreiras entre outras pautas.

Os servidores públicos podem ter por objetivo melhores condições de trabalho, assim como os policiais, bancários, petroleiros etc.

Conceito e origem da palavra greve

A palavra greve tem uma origem, no mínimo, curiosa. A primeira origem vem da palavra gravo, do celta, e greve, do francês. Ambos significam pedrisco, cascalho, areia e até praia de areia. Mas o que isso tem a ver com a paralisação dos trabalhadores? Você entenderá em seguida.

Em Paris, havia uma praça às margens do Rio Sena que chamava-se Place de Grève. O local recebeu esse nome pois antes da construção do espaço, existia ali uma praia arenosa.

E era justamente nesse local no século 19, que os trabalhadores das indústrias francesas se reuniam depois do experiente para conversar. Ali era o encontro dos operários que não estavam satisfeitos com as condições de trabalho e se juntavam a outros para criticarem a realidade que viviam.

Veja tambémGreve: o que é, como funciona e os principais atos na história do Brasil [1]

Uma vez ou outra quando eles faltavam ao expediente dizia-se entre os corredores que eles estavam em grève. Dessa forma, aos poucos, a palavra foi virando sinônimo de quem não ia trabalhar. Não custou muito para as expressões “faire greve” ou “fazer greve” começasse a fazer parte do vocabulário dos trabalhadores, sindicatos e empresas.

Geral: O que é estar em estado de greve?

Antes da greve acontecer, há o que os especialistas chamam de estado de greve. Quando isso acontece é sinal de que ela está mandando uma mensagem para o governo ou para os seus superiores de que a qualquer momento uma greve pode ser deflagrada.

Por isso, se chama ‘estado’ de greve. É uma espécie de alerta, de aviso. Desta forma, as autoridades e as pessoas envolvidas com os serviços em questão já podem tomar consciência de que há um luta envolvendo a classe.

Tipos de greve

Apesar do termo genérico, há diferentes tipos de greve. Há aqueles que classificam até 12 tipos de greve. Conheça.

Veja tambémFases da Revolução Francesa [2]

Conheça cada tipo de greve

Um exemplo de tipo de greve é a de advertência, que dura algumas horas apenas

Existem ao todo 12 tipos de greves, só que nem todas são consideradas legais (Foto: depositphotos)

O que é greve branca

A greve branca é o tipo de paralisação geral em que os empregados param de trabalhar, mas continuam no local de trabalho. Isso é comum em greves mais rápidas, de um dia de adesão, por exemplo. Também é chamada de braços cruzados.

Greve de braços caídos

Também chamada de operação tartaruga é quando os trabalhadores continuam realizando suas tarefas só que de maneira lenta. Normalmente, os operários reduzem o ritmo de trabalho, mas não param definitivamente.

Greve de zelo

Esse é mais um tipo de protesto do que de paralisação propriamente dita. Ela acontece quando o funcionário passa a trabalhar lentamente para que o serviço fique mais bem feito.

Greve de advertência

Como o próprio nome já diz, ela serve para alertar sobre uma possível paralisação futura. A greve de advertência dura somente algumas horas ou um expediente.

Greve de ocupação

Esse tipo de greve ocorre quando uma parte dos trabalhadores ocupa um setor da empresa para impedir que outros funcionários, que não aderiram à greve, cumpram seu expediente. Geralmente, essa ação é considerada ilegal, uma vez que a adesão às paralisações precisa ser espontânea e não abusiva ou na base na pressão.

Greve selvagem

Quando eclode uma greve selvagem, os trabalhadores se rebelam sem a coordenação dos sindicatos. Eles tomam para si a iniciativa, sem a participação dos representantes de classe.

Veja também: Revolução Industrial no Brasil [3]

Greve ativa

Esse é um tipo de greve nada comum. É quando os trabalhadores decidem acelerar o ritmo de produção. Com isso, eles acabam prejudicando o estoque ou jogando muitos produtos no mercado e saturando-o.

Greve intermitente

Essa é uma forma coordenada de conduzir as paralisações. Ela acontece em diferentes dias para setor da mesma empresa.

Greve nevrálgica

A estratégia dessa greve é parar um setor essencial de um determinado setor. Com isso, eles conseguem paralisar também outros que dependem do primeiro para funcionar.

Greve Política

A greve política é proibida. É aquela cujas reivindicações divagam a respeito da política em si. O que é autorizado é a greve para fins trabalhistas. Jamais com finalidade política.

Greve de Solidariedade

É aquela que concentra setores independentes, mas solidários uns com os outros e, às vezes, correlacionados em alguns aspectos.

Setores grevistas

Os serviços considerados essenciais são proibidos de deflagrar greve

O objetivo de uma greve é sempre conquistar uma melhoria para o setor trabalhista (Foto: depositphotos)

Greve de caminhoneiros

Uma greve de caminhoneiros têm impacto gigantesco em um país como o Brasil, cuja logística é majoritariamente viária. Uma greve geral de caminhoneiros afeta praticamente todos os setores do país, pois são eles que transportam gasolina, gás de cozinha, alimentos e outros produtos de necessidades básicas.

Greve de petroleiros

Uma paralisação dos petroleiros tende a prejudicar principalmente os setores de captação de petróleo.

Greve de policiais

Quando os policiais param, a população entra em verdadeiro apuros. O serviço essencial de proteção à população muitas vezes é considerado ilegal. Contudo, os pleitos dos policiais é sempre por melhores condições de trabalho e salário, já que a profissão deles é bem arriscada.

Veja também: Revolução Puritana [4]

Greve de professores

Os docentes são profissionais extremamente importantes para a sociedade. Porém, infelizmente, seus salários são baixos se comparados à sua relevância. Por isso, eles costumam paralisar as atividades vez ou outra.

Greve de bancários

No Brasil, a greve dos bancários é praticamente anual. Entre as pautas da categoria, estão os reajustes salariais e planos de cargos e carreiras.

Greve dos Correios

Os Correios é um órgão público. Seus servidores costumam entrar em greve para pedir melhores salários e condições de trabalho mais justas.

Greve de servidores públicos

Outros servidores públicos também podem parar suas atividades. Embora, frequentemente, seja proibido interromper os serviços básicos à população.

Greve geral: reflexos e consequências

A greve geral é uma ferramenta muito útil nas sociedades democráticas. Foi por meio delas que grandes mudanças ocorreram no setor trabalhista: redução de jornadas e melhores condições de trabalho. Tudo isso só aconteceu por conta da coragem de reivindicar dos trabalhadores.

Por isso, é fundamental respeitar o direito de greve e saber que todos os setores podem ser beneficiados pelos pleitos. Porém, é fundamental manter alguns serviços básicos para não prejudicar a segurança e saúde de toda a população.