Monopólio

Os monopólios se caracterizam pela exclusiva na oferta de um dado produto/serviço, não tendo concorrência

O conceito de monopólio denota uma estrutura de mercado, o qual é amplamente utilizada na economia. Existem fatores que estão na base da diferenciação entre os mercados, sendo alguns deles a existência de concorrência ou não, a diferenciação dos produtos ofertados pelas empresas, as barreiras criadas à instalação de novas empresas do ramo em uma dada região e ainda a forma pela qual ocorre o controle dos preços praticados. 

Quais são as características dos Monopólios?

O conceito de monopólio na economia se refere ao contexto de mercado no qual uma única empresa detém um determinado nicho de mercado, sem que haja nas proximidades uma concorrência no mesmo ramo. Diante disso, sendo esta empresa a única a ofertar um dado serviço ou bem de consumo, ela possui a totalidade da oferta na região ou localidade em que se encontra.

A empresa nessa situação possui o poder de influenciar nos preços praticados, segundo a Lei da Oferta e da Procura, podendo acrescer valor ao seu serviço ou produto por conta da falta de concorrência. As características básicas dos monopólios são:

Os monopólios se caracterizam pela exclusiva na oferta de um dado produto/serviço, não tendo concorrência

A empresa monopolizadora possui o poder de influenciar nos preços praticados (Foto: depositphotos)

  • Existência de apenas uma empresa que oferte um dado bem ou serviço.
  • A empresa monopolista tem a capacidade de gerenciar os preços dos produtos ou serviços.
  • Existe uma grande quantidade de consumidores de pequenas dimensões.
  • Há a criação de barreiras estruturais (tecnológicas, econômicas ou legais) ou mesmo estratégicas (publicidade, diferenciação dos produtos ou serviços, política de preços) para implantação de novas empresas concorrentes no âmbito de abrangência da já existente.
  • Não existem opção substitutas nas proximidades.

O monopólio, embora pareça vantajoso em um primeiro momento, segue também a lógica geral do mercado de dependência em relação às demandas consumidoras. Assim, quanto menor for a procura em relação a um determinado produto ou serviço, menores serão também os preços praticados.

Sendo que, inversamente, quanto mais elevada a procura, maiores serão também os preços praticados. No entanto, pela condição de monopólio, os preços não se alteram em relação aos preços praticados pelos concorrentes, mas principalmente pela procura dos consumidores, o que precisa ser constantemente incentivado, principalmente por meio da publicidade.

Apesar da empresa monopolista ter condições de gerenciar os preços por sua condição de exclusividade, caso ela pratique custos muito elevados, menores serão as procuras por parte do público consumidor.

 Quais os problemas do monopólio?

  • Controle dos preços: por conta da falta de concorrência, são as próprias empresas que estabelecem os preços de suas mercadorias, podendo atuar de forma abusiva quanto aos custos praticados. Essa condição acaba sendo afetada pela procura dos pesquisadores, pois quanto menor for a busca por um dado produto ou serviço, menores serão consequentemente os preços atribuídos a ele.
  • Controle da qualidade dos serviços: a não existência de concorrência faz com que a empresa monopolista oferte o produto sem uma preocupação com a qualidade dos produtos, já que não há produtos concorrentes para comparação. Quando existem várias empresas ofertando um bem, a qualidade deste pode ser escolhida pelo consumidor, o que não ocorre quando o consumidor é “obrigado” a comprar o produto existente por ser o único disponível.
  • Escassez de escolha do consumidor: o consumidor é prejudicado pela ocorrência de monopólios, pois não existem variações para escolha. Deste modo, o comprador acaba tendo que se submeter ao produto ofertado pela empresa, caso realmente o necessite. Quando existem várias empresas ofertando um dado produto, o consumidor pode escolher aquele que mais se adapta às suas necessidades ou condições.
  • Rigidez diante da implantação de empresas do ramo em seu campo de abrangência: quando há um processo de monopólio ou oligopólio, cria-se também uma rigidez em relação a entrada de novas empresas do ramo na região abrangida pela empresa já existente, por conta da concorrência que isso denota. As barreiras criadas aos concorrentes podem ser variadas, desde influência política dos empresários (ocorre com frequência em cidades pequenas), investidas em publicidade, flexibilidade de preços e oferta de serviços e produtos complementares. Podem ser utilizadas estratégias como atividades junto aos consumidores como forma de fortalecimento dos laços entre empresa e consumidores, criando uma limitação para bem aceitação de novas empresas. Assim, quanto mais a empresa monopolista estiver adequada ao contexto no qual atua, maiores limitações a ação de concorrentes, até mesmo pela não aceitação da concorrência por parte dos próprios consumidores. 

Diferenças entre Monopólios e Oligopólios

Os oligopólios são também estruturas de mercado, assim como os monopólios. Ambas as estruturas são definidas pele excesso de consumidores em detrimento da quantidade de empresas que ofertam um determinado bem ou serviço.

No caso no monopólio, existe uma única empresa que detém a oferta de algo, enquanto no oligopólio há uma pequena quantidade de empresas que ofertam um serviço ou bem. Em ambos os casos há um controle dos preços por parte das empresas, bem como uma rigidez em relação à implantação de novas empresas na área na região.

No caso dos oligopólios, as empresas tornam-se interdependentes e conduzem sua organização em conformidade com as demais empresas do ramo. Assim, a qualidade dos produtos ofertados, bem como as políticas de preços, são guiados em relação ao contexto das demais empresas. São algumas formas de oligopólios os carteis, os trustes, os conglomerados e os holdings.

Cartel, truste e holding

Um exemplo prático disso é uma situação na qual existem apenas três empresas de combustíveis em uma dada cidade, as quais são geridas pela lógica do mercado, de oferta e demanda. No entanto, entre elas existe uma competição em relação aos preços praticados e produtos ofertados.

Neste sentido, um dos empresários pode acrescentar alguns serviços ao custo do abastecimento, como uma lavagem gratuita nos carros dos clientes. Deste modo, os outros dois empresários estariam em desvantagem, os quais criam também estratégias para atrair os clientes aos seus estabelecimentos. Assim, as próprias empresas criam condições de concorrência por meio do diferencial do serviço ou produto ofertado.

Isso não ocorre no caso dos monopólios, pelo fato de existir uma única empresa, a qual é submetida ao processo de procura por parte dos clientes. Nos oligopólios, as empresas em questão podem se juntar para impedir a entrada de novas concorrências, seja por meio de influência política ou investidas nos preços e na publicidade.

Referências

» FACULDADE do Porto. Microeconomia II. Monopólio. Disponível em: < https://www.fep.up.pt/disciplinas/lge108/slides_monop.pdf>. Acesso em 07 ago. 2017.

» GALDINO, Claudio F. Monopólio e Oligopólio. Disponível em: < http://www.marcelinochampagnat.com.br/files/files/16110623504530monopolioeoligopoliochamp.pdf>. Acesso em 07 ago. 2017.

» SILVA, João Correia da. Microeconomia II. Universidade do Porto. 2011. Disponível em: < https://www.fep.up.pt/docentes/joao/material/micro2/micro2_monopolio.pdf>. Acesso em 07 ago. 2017.

Sobre o autor

Graduada em Geografia pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Especialista em Neuropedagogia pela Faculdade Alfa de Umuarama (FAU) e Mestre em Geografia (Unioeste)