Por que o símbolo do imposto de renda é um leão?

Você sabe por que o símbolo do imposto de renda é um leão? O animal frequentemente é relacionado à obrigatoriedade que determinados cidadãos têm de repassar uma parte dos seus proventos para o Governo Federal.

A declaração do IRPF é anual e é administrada pela Receita Federal. Ela deve ser feita por todas as pessoas que receberam rendimentos tributáveis superior a R$ 28.559,70 em um ano ou rendimentos isentos superior a R$ 40.000,00.  Entenda mais sobre o assunto agora.

Como o leão virou sinônimo de imposto de renda?

O leão é o mascote do imposto de renda. A fama é tanto que o bicho é usado frequentemente para alertar as pessoas que não declaram imposto de renda: “cuidado para o leão não te pegar” ou “caiu na boca do leão”. Essas são frases comuns que escutamos por aí.

Mas você tem ideia de como tudo isso começou?

O símbolo do imposto de renda é um leão porque simboliza discrição, bravura e lealdade

O leão é o mascote do imposto de renda (Foto: depositphotos)

A relação do leão com o imposto de renda é resultado de uma campanha publicitária. A iniciativa aconteceu no final da década de 70, quando a Receita Federal abriu licitação para que as agências publicitárias criassem um personagem para popularizar esse imposto.

A vencedora da licitação teve a ideia de escolher o animal por tudo o que ele representa: bravura e lealdade. O comportamento do leão também foi relevante para ele virar o mascote do IR: ele parece ser quieto, mas não hesita em atacar quando necessário. Além disso, o animal sempre deixa sinais de que está se preparando para o ataque.

Assim sendo, a campanha do Imposto de Renda do Governo Federal foi lançada já no começo dos anos 80. Bastaram apenas três comerciais de televisão utilizando o animal para que a sua herança ficasse marcada na memória dos brasileiros, pois até hoje a fiscalização da Receita Federal é sinônimo de leão.

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Papel dos mascotes na construção de uma marca

Um mascote é um personagem escolhido por uma determinada marca para representá-la. A ideia é tornar a empresa mais simpática aos olhos dos consumidores. É como fazer uma ligação direta com seu público-alvo.

Por isso, alguns mascotes são tão famosos que acabam virando sinônimo do que representam. A exemplo do próprio leão do imposto de renda que é um case de sucesso absoluto, mesmo tendo a campanha publicitária acontecido há quase 40 anos data do seu lançamento.

O mais curioso em relação ao leão e o IR é que a campanha publicitária que utilizou o animal só aconteceu uma vez e foi suficiente para perdurar até os dias de hoje. Por isso, o papel do mascote é tão relevante para a publicidade.

Mas não só é o leão do IR que marcou. Existem inúmeros outros personagens que só em vê-los, você já o relaciona à marca. Quer alguns exemplos?

Mascotes marcantes

Elma Chips

Ainda nessa área de felinos, temos dois bons exemplos. Quando você vê um tigre laranja com umas listras pretas, tênis brancos e óculos escuros, você lembra de alguma marca brasileira? Se você pensou na Elma Chips, acertou! O animal foi criado para ser descolado e moderno, por isso ele sempre está com acessórios que remetem a isso como skates, pranchas de surf etc.

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Sucrilhos Kellogg’s

Outro tigre também com as mesmas características, só que outro acessório (um lencinho amarrado ao pescoço), lhe remete a alguma marca? É o Tony, o tigre personagem dos Sucrilhos Kellogg’s, criado em 1952. Ele foi escolhido para representar força e nutrição.

Metro-Goldwyn-Mayer

Ainda falando de felinos, outro leão famoso representa um estúdio de produção de filmes. O Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) elegeu o animal em 1924 e, ainda hoje, utiliza em suas campanhas e na abertura dos seus filmes. Seu rugido ficou famoso e durante anos figurou a abertura dos filmes.

Lacoste

Um animal silvestre que também é uma mascote famoso em todo o mundo é o crocodilo. Já relacionou qual marca ele representa? É a Lacoste.

E a história de escolha desse réptil é bem curiosa: o fundador da marca era jogador de tênis e resolveu bordar o animal nas suas camisas, em homenagem ao seu apelido. Ele passou a ser chamado assim depois que seu treinador prometeu dar a ele uma mala com a pele do animal, caso ele ganhasse uma determinada partida. Ele não ganhou, mas usou a ocasião para criar uma das marcas de roupas mais cobiçadas do mundo.

Michelin

O Bib é outro mascote famoso. Certamente você já o viu nas campanhas da Michelin. O boneco branco cheio de pneuzinhos nasceu no final do século 19, em 1898, quando o fundador da marca, Edouard Michelin, viu duas pilhas de pneus e imaginou um boneco.

Coca-Cola

Existe outro mascote que muita gente nem sabe que ele foi criado pela Coca-Cola em 1931. É o Papai Noel. O homem vestido de vermelho, com barbas longas e brancas é uma invenção da marca de refrigerante para lembrar o produto. Até hoje ninguém imagina o bom velhinho utilizando outras cores, como era antes dessa campanha. Normalmente, o papai noel era verde, amarelo ou até azul.

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Playboy

O coelhinho da Playboy é mais uma iniciativa de mascote que deu certo. Criado em 1953, o felpudo nasceu vestido de smoking, mas já foi homenageado tanto por homens, como por mulheres, que se fantasiam dele e, imediatamente, já é relacionado à publicação.

Android

Mas essas histórias de mascotes nem sempre são antigas. Alguns já nasceram fortes e são mais recentes. O símbolo do sistema Android é um robô verde. Ele nasceu em 2007 e foi inspirado nas placas de banheiro. A ideia foi logo adotada e hoje é o design presente nos smartphones que você vê por aí.

Twitter

Nem sempre um mascote nasce com um estudo árduo sobre o mercado de trabalho. O passarinho do Twitter, por exemplo, foi criado em 2006 quando o fundador da plataforma se inspirou no seu time do coração de basquete o Larry Bird para criar a logomarca da empresa.

Fofo

No campo nacional, temos o Ursinho Fofo como um mascote que marcou a década de 90. Criado para agitar uma campanha de amaciante, ele funcionou tão bem que até hoje é sinônimo de fofura e maciez.

Sadia

Ainda no Brasil, temos uma ave que representa a marca Sadia. Ele nasceu na década de 70 e ainda pode ser visto nas campanhas televisivas, nas embalagens e outras ações que envolvem a marca.

Sobre o autor

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Jornalista formada pela Universidade Federal da Paraíba com especialização em Comunicação Empresarial. Passagens pelas redações da BandNews e BandSports, TV Jornal e assessoria de imprensa de órgãos públicos.