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Nasce primeiro bebê a partir de um casal infértil com o DNA de três pais

Não é mais novidade que muitos casais que não podem gerar filhos vêm usando a técnica da fertilização in vitro para serem pais e mães. Mas, pela primeira vez na história, um bebê nasce de um casal infértil com o DNA de três pessoas diferentes.

O caso ocorreu na Ucrânia. Os especialistas utilizaram uma técnica chamada “transferência pronuclear”, onde é permitido que pais e mães tenham filhos saudáveis com mutações genéticas consideradas raras.

Não é a primeira vez que uma pessoa nasce a partir do DNA de três pessoas. Em 2016 um caso desses aconteceu no México e foi considerado um grande avanço na medicina.

Primeiro bebê nascido de um casal infértil com o DNA de três pais

Foto: depositphotos

A técnica de usar o DNA de três pessoas também já foi usada para ajudar mulheres com risco de sofrer mutações genéticas raras ou de contraírem uma doença mitocondrial a terem filhos saudáveis.

Mas é inédito o acontecimento envolvendo um casal infértil. O procedimento usado na bebê ucraniana foi ligeiramente diferente do usado na que nasceu no México. Os médicos da Ucrânia fecundaram o óvulo da mãe com o esperma do pai e depois transferiram esses genes para o óvulo doador.

A filha do casal, nascida no começo de Janeiro, terá a genética do pai e da mãe somado com uma pequena quantidade de DNA da segunda mulher, que também participou do processo. Valery Zukin, especialista que conduziu o procedimento, disse em entrevista publicada pela BBC Mundo que iria trabalhar com a sensação de que estava ajudando um casal que era incapaz de ter filhos de modo convencional e outro paciente em uma situação semelhante.

Nasce primeiro bebê a partir de um casal infértil com o DNA de três pais

Imagem: Reprodução/BBC Mundo

O médico também alertou para questões éticas, como por exemplo, como a criança irá se sentir possuindo DNA de três pessoas diferentes. Em uma entrevista para o mesmo portal, o professor Adam Balen, presidente da British Fertility Society, contou que a transferência pronuclear “não foi devidamente avaliada ou testada cientificamente de modo que você tem que mostrar cautela antes de usar este método para melhorar o sucesso de processos in vitro”.

Sobre o autor

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Formada em Jornalismo pela Unicap, pós-graduada em Comunicação Empresarial e Mídias Digitais pela Devry, fez intercâmbio na ETC School (em Bournemouth (UK)), professora de inglês e tem experiência nas áreas de assessoria de comunicação, produção de vídeo e foto e redação.