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Regimes totalitários

No regime totalitário, a população sequer participava das tomadas de decisões do Estado

O que é autoritarismo?

É a representação de uma estrutura organizada para atingir um fim. Trata-se de uma proposta de governo definida por um método inerente à astúcia de quem exerce um cargo público, enaltecendo a figura de uma única pessoa, regulamentando, dessa forma, as atitudes da vida pública e pessoal.

Quando surgiram os regimes totalitários?

Na década de 1930, uma gravíssima crise econômica repercutiu pelo mundo todo, impactando vários países e desfalcando os
grandes centros econômicos mundiais, originando deste cenário uma nova maneira de governar. No período entre guerras (1914-1918 e 1939-1945) simbolizavam a mentalidade da extrema direita apoiada pelos ditadores Adolf Hitler na Alemanha e Benito Mussolini na Itália.

Adolf Hitler e seu exército simbolizavam a mentalidade da extrema direita

No regime totalitário, a população sequer participava das tomadas de decisões do Estado (Foto: depositphotos)

Principal característica dos regimes totalitários

Governavam de forma mandonista. De um lado, o poder e os privilégios sócios, econômicos e políticos para a classe
abastada, de outro, a população sequer participava das tomadas de decisões do Estado.

O ideal do totalitarismo

Regia-se pelo controle do indivíduo, manipulação e dominação da coletividade para a manutenção dos objetivos idealizados. Assim: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”. (Mussolini).

Particularidades do regime

Conjunto de convicções políticas, sociais e filosóficas:

  • Organização política única e forte com ideais comuns que tentam chegar ao
    poder;
  •  Ideologia solene, de patente militar;
  •  Estado corporativo encarregado de manutenção da ordem pública;
  •  Divulgação de uma crença gerenciada pelo Estado;
  •  Interferências de ordem econômica.

Condições responsáveis pelo domínio do totalitarismo na Europa

  •  Dificuldades do pós – guerra;
  •  Crise do regime financeiro internacional;
  •  Instabilidade das democracias progressistas;
  •  Progresso do ideal socialista.

Qual era o lema do fascismo?

O público alvo eram os jovens, abordados na escolas e ambientes de recreação, lazer e cultura, denominado “futurismo”: Crer, obedecer, combater.

Qual era o alvo de controle ideológico do nazi – fascismo?

Os meios de comunicação e de massa, direcionando as propagandas e programas obrigatórios de divulgação do
ideário fascista, sinônimo de uma nova ordem política na Itália.

Doutrina fascista

Submissão do indivíduo (vida social e particular) às normas e exigências do Estado.

Doutrina nazista

Ideias autoritárias e cientificamente falsas referentes à superioridade do povo alemão inerentes à sua descendência ariana, outorgando-lhes o direito nato de dominação das raças inferiores (o restante do planeta).

No Brasil

  • Integralismo (fundado por Plínio Salgado em 1932 – Movimento político de
    extrema-direita, de inspiração fascista);
  •  Estado Novo (implantação da ditadura por Getúlio Vargas em 1937).

Na Espanha

  •  Ditadura de Franco (apoiado pela Igreja Católica, o exército e os latifundiários).

Em Portugal

  • Ditadura de Salazar (eliminou as atividades dos partidos políticos portugueses,
    passando a controlar efetivamente o movimento dos trabalhadores).

Saiba o que foi o antigo-regime, sua ascensão e queda

Qual a compreensão sobre os regimes totalitários?

A partir das duas guerras ocorridas no século XX em que todas as potências mundiais deslocaram seus soldados
para combater na Europa, revelam-se nos fatos históricos, após esse período, e nos dias
atuais os conflitos instaurados, traduzidos na escrita de uma dos maiores historiadores
do século.

“Por fim, as potências vitoriosas (da guerra de 1914-1918) buscaram
desesperadamente o tipo de acordo de paz que tornasse impossível outra guerra como a
que acabara de devastar o mundo (…). Fracassaram de forma mais espetacular. Vinte
anos depois, o mundo estava de novo em guerra.”

HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo, Companhia das Letras, 1996.p.39-
40.

Para Refletir: Necessidade da propaganda (1933-1938)

É possível que em nosso país nem tudo ande como deveria andar
Mas ninguém pode negar que a propaganda é boa (…)
Um bom propagandista
Transforma um monte de esterco em local de veraneio
Quando não há manteiga, ele demonstra
Como um talhe esguio faz um homem esbelto
Milhares de pessoas que o ouvem discorrer sobre as auto – estradas
Alegram como se tivessem carros
Nos túmulos dos que morreram de fome ou em combate
Ele planta louros. Mas Já bem antes disso
Falava de paz enquanto os canhões passavam
Somente através de propaganda perfeita
Pode-se convencer milhões de pessoas
Que o crescimento do Exército constitui obra de paz
Que cada novo tanque é uma pomba da paz
E cada novo regimento uma prova de
Amor à paz . Mesmo assim: bons discursos podem conseguir muito
Mas não conseguem tudo. Muitas pessoas
Já ouve dizerem: pena Que a palavra “carne” apenas não satisfaça, e
Pena que a palavra “roupa” aqueça tão pouco (…)

BRECHT, Bertolt. Poemas. 1913-1956. 6. ed. São Paulo: Editora 34, 2001. P.195-7.

*Maria Inês de Freitas Custódio é Mestre em História Social pela PUC-SP.

Referências

»Cotrim, Gilberto. História Global: Brasil e Geral: Volume 3 – 1. Ed. SãoPaulo: Saraiva,
2010.