Rosa dos ventos: o que é e como funciona

A rosa dos ventos é um dos elementos que compõem os mapas. É através dela que a orientação cartográfica pode ser conhecida, pois sua função é apontar uma direção.

Esse símbolo é normalmente utilizado para apontar os pontos cardeais, facilitando a localização e orientação cartográfica. Sua figura é utilizada há bastante tempo pela humanidade, estando presente nos sistemas de navegação antigos e também nos novos.

Os quatro pontos cardeais, que são as direções principais da rosa dos ventos, são: Norte (N), Sul (S), Leste (E) e Oeste (W). Quando se conhece apenas um destes pontos cardeais, já se pode localizar os demais espacialmente. Por isso, algumas rosas dos ventos trazem apenas o Norte (N) representado.

Rosa dos ventos

Os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais compõem a rosa dos ventos (Foto: depositphotos)

Com o avanço das tecnologias, os meios de localização e orientação se aperfeiçoaram bastante. Hoje praticamente todo mundo anda com um celular em mãos, onde há aplicativos de mapas e GPS. Com isso, as habilidades com leitura e interpretação de mapas já não são muito incentivadas. Ainda assim, saber se localizar e orientar é muito importante e pode salvar vidas.

O que é rosa dos ventos

A rosa dos ventos é um símbolo gráfico que indica os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais. Para isso, são utilizadas as abreviaturas internacionalmente reconhecidas. Ela está presente em bússolas, cartas náuticas, cartas de navegação e mapas diversos, e os pontos definidos por ela permitem encontrar os rumos no espaço.

Sua representação é relativamente simples, e o desenho pode sofrer algumas variações estéticas ou de abreviaturas. As cores, os detalhes e o tamanho não interferem na localização.

Para que uma rosa dos ventos seja eficaz, apenas uma direção apontada basta para aqueles que sabem realizar a leitura deste elemento do mapa. Isso ocorre porque há uma lógica espacial nela, de modo que as direções nunca mudam. Basta que se encontre uma direção e as demais são elucidadas.

Por isso mesmo é que existem alguns símbolos de rosa dos ventos que são bastante simples e apresentam apenas a direção Norte (N). Outras são mais detalhadas, apresentando minuciosamente também os pontos colaterais e subcolaterais.

Para que serve

A rosa dos ventos é um recurso de localização e orientação espacial. Ela foi bastante utilizada em um contexto em que não haviam recursos tecnológicos como nos dias atuais. Nas navegações, por exemplo, a rosa dos ventos foi muito importante.

Mapa com rosa dos ventos

A rosa dos ventos servia de orientação durante as navegações (Foto: depositphotos)

Imagine que não haviam recursos modernos como os que existem hoje, e que muitos navegadores se lançavam ao mar com seus navios. Eles usavam os recursos que tinham na época, bem como os conhecimentos de cartógrafos que desenvolviam os mapas. Conhecer a localização dos astros no céu era muito importante, bem como observar o movimento dos ventos e a corrente marítima. Com isso, eles conseguiam identificar se estavam indo na direção correta ou se haviam se desviado da rota.

A rosa dos ventos está no centro das bússolas, um dos recursos mais utilizados para navegação e orientação. A rosa dos ventos pode ser utilizada como recurso de localização absoluta, ou seja, em mapas e cartas. Mas pode ser também utilizada como localização relativa, quando se quer conhecer a posição de um dado local em relação ao outro.

Localização absoluta e localização relativa

Ambas as localizações são muito importantes e podem ser obtida através do uso da rosa dos ventos. Como localização absoluta entende-se aquela que aponta com precisão a posição de um dado local na superfície terrestre (aspecto simples). Ou seja, onde fica a Ilha Sentinela do Norte. Ela fica no arquipélago das Andamão, na baía de Bengala.

Já a localização relativa é aquela que corresponde à situação do local apontado. Diz respeito às relações que um lugar mantém com outros, bem como as vantagens e desvantagens deste lugar para as atividades humanas (aspecto complexo). Ou seja, qual a posição do território brasileiro em relação ao território dos Estados Unidos? O território do Brasil fica ao Sul do território dos Estados Unidos.

Importância da rosa dos ventos na Geografia

A Geografia é uma ciência que se preocupa com a questão do espaço, onde a localização e orientação espacial são importantes e aparecem essencialmente na Cartografia.

Para visualização, leitura e interpretação dos mapas, bem como para produção de recursos cartográficos, conhecer a rosa dos ventos é essencial. Seu uso ajuda na compreensão dos espaços representados nos mapas, mostrando como os lugares estão dispostos espacialmente. Ou seja, como está organizado o espaço geográfico.

Ela também é importante em atividades práticas. Imagine que um grupo realiza uma trilha por um ambiente onde celular e GPS não funcionam. Os recursos que eles poderão levar neste caso são um mapa do local da trilha e uma bússola.

Com um pouco de conhecimento, as pessoas poderão orientar-se utilizando estes recursos, conhecendo conceitos básicos de orientação espacial e utilizando a rosa dos ventos, bem como observando a posição dos astros em relação ao local onde estão. Ou seja, onde o Sol nasceu? Em qual direção ele se põe ao entardecer?

Duas pessoas usando mapa

Pessoas utilizando um mapa para orientação e localização espacial (Foto: depositphotos)

Significado do nome

O formato da rosa dos ventos fez com que este símbolo recebesse este nome. As direções apontadas parecem uma rosa com suas pétalas abertas. Ao longo do tempo ela adquiriu um significado mais simbólico. Muitas pessoas usam a rosa dos ventos como sinônimo de direcionamento na vida, novos rumos e caminhos para se seguir. Há várias pessoas que fazem composições de tatuagem usando a rosa dos ventos.

Tatuagem com rosa dos ventos

Arte com a rosa dos ventos. Este tipo de composição é bastante utilizado para tatuagens (Foto: depositphotos)

Relação com os ventos

É também assim chamada porque tinha originalmente relação com a direção dos ventos, e não com o local onde o Sol nascia. Os ventos predominantes em cada local é que nomeavam as direções.

  • Tramontana representava o Norte
  • Ostro representava o Sul
  • Ponente representava o Oeste
  • Levante representava o Leste.

Haviam ainda os pontos colaterais também representados pelos ventos predominantes.

  • Greco representava o Nordeste
  • Siroco representava o Sudeste
  • Libeccio representava o Sudoeste
  • Maestro representava o Noroeste.
Nome dos ventos na rosa dos ventos

Tramontana é um vento fresco e seco que predomina no Norte dos países do Mediterrâneo. Ele é a representação do ponto cardeal Norte (Foto: depositphotos)

Pontos Cardeais

São oficialmente reconhecidos quatro pontos cardeais:

– Norte: representado pela abreviatura N – aponta a direção exata em que o Polo Norte do globo está localizado. É também chamado de ponto Setentrional ou Boreal. Sua representação é a Estrela Polar, a qual auxilia na localização espacial.

– Sul: representado pela abreviatura S – aponta a direção exata em que o Polo Sul do globo está localizado. É também chamado de ponto Meridional ou Austral. Sua representação é o Cruzeiro do Sul, o qual auxilia também na localização espacial.

– Leste: representado pelas abreviaturas L ou E (Este) – aponta o local onde o Sol nasce. É também chamado de Oriente ou Sol nascente.

– Oeste: representado pelas abreviaturas O ou W (West) – aponta o local onde o Sol se põe. É também chamado de Ocidente ou Sol poente.

Estes são os quatro pontos, ou direções, mais importantes da rosa dos ventos. Com eles, pode-se obter todas as demais direções intermediárias. No entanto, para facilitar ainda mais o uso e leitura da rosa dos ventos, existem ainda os pontos colaterais.

Pontos Colaterais

São oficialmente aceitos e reconhecidos quatro pontos colaterais, os quais complementam os pontos cardeais, tornando mais precisa a localização e orientação espacial. São eles:

Nordeste: é o ponto que fica entre o Norte e o Leste, e sua siga é NE.

Sudeste: é o ponto que fica entre o Leste e o Sul, e sua sigla é SE.

Sudoeste: é o ponto que fica entre o Sul e o Oeste, e sua sigla é SW.

Noroeste: é o ponto que fica entre o Oeste e o Norte, e sua sigla é NW.

Os pontos colaterais são bastante importantes para localização, e junto a eles foram ainda criados os pontos subcolaterais, que transformam em ainda mais precisas as localizações.

Pontos Subcolaterais

Os pontos subcolaterais são oito, e aparecem em posições intermediárias entre os pontos colaterais e os pontos cardeais. São eles:

Norte-Nordeste: fica entre o Norte e o Nordeste, e sua sigla é NNE.

Leste-Nordeste: fica entre o Nordeste e o Leste, e sua sigla é ENE.

Leste-Sudeste: fica entre o Leste e o Sudeste, e sua sigla é ESE.

Sul-Sudeste: fica entre o Sudeste e o Sul, e sua sigla é SSE.

Sul-Sudoeste: fica entre o Sul e o Sudoeste, e sua sigla é SSW.

Oeste-Sudoeste: fica entre Sudoeste e o Oeste, e sua sigla é WSW.

Oeste-Noroeste: fica entre o Oeste e o Noroeste, e sua sigla é WNW.

Norte-Noroeste: fica entre o Noroeste e o Norte, e sua sigla é NNW.

Ao todo são 16 direções que formam a rosa dos ventos completa, entre pontos cardeais (4), colaterais (4) e subcolaterais (8).

Como usar uma rosa dos ventos

Há duas situações básicas para utilização da rosa dos ventos, uma é nos mapas e a outra é em situações cotidianas.

Mapas

Para utilização da rosa dos ventos em mapas, basta observar o símbolo representado sobre o mapa. Ele poderá aparecer de várias formas, como uma rosa dos ventos clássica com pontos cardeais, podendo ter ainda os colaterais e subcolaterais.

Poderá também aparecer indicando apenas uma direção, geralmente a Norte (N). Poderá ainda não trazer abreviatura nenhuma, apenas uma seta de direção mais longa, e neste caso presume-se que seja a direção Norte.

Ao se detectar uma das direções principais, pode-se conhecer as demais. O mapa deverá ser usado em posição horizontal, seja deitado em uma mesa ou no chão. Se o Norte (N) for detectado, sabe-se que do lado contrário é o Sul (S), ao lado esquerdo é o Oeste (W) e ao lado direito é o Leste (E).

Cotiadiano

Usar uma rosa dos ventos no cotidiano segue a mesma lógica. Ao se optar por uma rosa dos ventos como instrumento de localização, é preciso minimamente conhecer os pontos cardeais.

Caso você esteja em um local onde consiga ver onde o Sol está nascendo, pode apontar a seta Leste (E) da rosa dos ventos para esta direção. Tendo o Leste definido, você saberá que do lado contrário é o Oeste (W) onde o Sol se põe. Com isso, sabendo se onde veio, poderá retornar ao ponto inicial.

Usar os braços neste caso também é eficaz, basta apontar o braço direito para o Leste (E) onde o Sol está nascendo. Com isso, o braço esquerdo ficará apontado para o Oeste (W). Em sua frente será a direção Norte (N) e atrás de você será a direção Sul (S).

Resumo do coneúdo

– A rosa dos ventos é um dos elementos que compõem os mapas.

– A rosa dos ventos tem a função de mostrar as direções no espaço, o que possibilita a localização e a orientação espacial e cartográfica.

– Uma rosa dos ventos é constituída pelos pontos cardeais, que são quatro: Norte, Sul, Leste e Oeste.

– Podem ser ainda representados os pontos colaterais, que são quatro: Nordeste, Sudeste, Sudoeste e Noroeste.

– Algumas rosas dos ventos trazem ainda os pontos subcolaterais, os quais tornam ainda mais precisa a localização, que são oito: Norte-Nordeste, Leste-Nordeste, Leste-Sudeste, Sul-Sudeste, Sul-Sudoeste, Oeste-Sudoeste, Oeste-Noroeste e ainda Norte-Noroeste.

– A rosa dos ventos é importante nos mapas para se conseguir uma localização relativa e uma localização absoluta.

– A rosa dos ventos pode ser usada no cotidiano para se localizar espacialmente, bastante saber alguns conceitos básicos da Cartografia.

– Para a Geografia a rosa dos ventos é muito importante pois permite uma localização espacial dos vários pontos na superfície do planeta Terra.

– O nome rosa dos ventos deriva do fato de que a imagem parece uma flor (rosa) com suas pétalas abertas. Mas também porque originalmente não tinha relação com o local onde nascia o Sol, mas sim indicava o local onde determinados ventos eram predominantes.

Referências

» FITZ, Paulo Roberto. Cartografia Básica. São Paulo: Oficina de Textos, 2010.

» MENEZES, P. M. L.; FERNANDES, M. C. Roteiro de Cartografia. São Paulo: Oficina de Textos, 2013.

Sugestão de leitura

» POLON, Luana. Estudo Prático. Pontos Cardeais. Disponível em: https://www.estudopratico.com.br/pontos-cardeais/. Acesso em: 08 de dezembro de 2019.

Sobre o autor

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Mestre em Geografia e Graduada em Geografia pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Especialista em Neuropedagogia pela Faculdade Alfa de Umuarama (FAU) e em Educação Profissional e Tecnológica (São Braz).