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Sistema endócrino: resumo sobre o que é e suas funções

Nesse texto você vai conferir um resumo sobre o sistema endócrino: o que é e quais as suas funções no corpo humano. Veja também sua estrutura e como cada uma funciona. Veja a seguir!

O sistema endócrino é complexo, com grande número de glândulas endócrinas. Os hormônios produzidos por essas glândulas influenciam praticamente todas as funções fisiológicas do organismo, interagindo também com o sistema nervoso.

O sistema nervoso pode fornecer ao endócrino informações sobre o meio externo e o sistema endócrino pode regular a resposta do organismo a essas informações. Além de atuarem sobre órgãos não endócrinos, alguns hormônios atuam sobre outras glândulas endócrinas, comandando a secreção de outros hormônios.

O sistema endócrino é um sistema que atua na síntese de hormônios, através de glândulas, que serão lançados na corrente sanguínea. Através da corrente sanguínea, as secreções hormonais serão direcionadas até os órgãos específicos, onde atuarão de acordo com sua função específica. O déficit ou o excesso de hormônios pode provocar doenças e alterações fisiológicas no ser humano.

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Sistema endócrino

Os hormônios que são produzidos pelas glândulas do sistema endócrino podem estimular a secreção de outras glândulas endócrinas. Quando isso ocorre tais hormônios são denominados de hormônios trópicos e são produzidos pela adenoipófise. Os hormônios trópicos são:

1- Tireoideotrópico: atua sobre a glândula tireóidea;
2- Adrenocorticotrópico: atua sobre o córtex das glândulas suprarrenais (adrenais);
3- Gonadotrópico: atua sobre as gônadas masculinas (testículos) e femininas (ovários).

Existem órgãos que sintetizam hormônios, atuando secundariamente como órgãos endócrinos. É o caso do coração, estômago, intestino delgado e rins. O hipotálamo, região do encéfalo, também produz hormônios.

Estruturas endócrinas

Existem estruturas, como glândulas e órgãos, que produzem os hormônios do sistema endócrino. A seguir, um resumo das principais estruturas produtoras de hormônios, onde e como esses atuam.

1- Hipófise (glândula pituitária): localizada na base do crânio, tem o tamanho aproximado de uma ervilha e liga-se ao hipotálamo por um pedúnculo. Apresenta dois lobos bem desenvolvidos: o anterior, adenoipófise e o posterior, neuroipófise. Somente a adenoipófise produz hormônios. Hormônios produzidos: adrenocorticotrópico (ACTH), tireoideotrópico (TSH), folículo estimulante (FSH), luteinizante (LH), hormônio do crescimento (GSH) e prolactina. Funções: ACTH = age sobre as suprarrenais no controle do balanço hídrico do corpo; TSH = age sobre a glândula tireóidea, aumentando a taxa do metabolismo; FSH = no homem, contribui para a espermatogênese em presença de testosterona. Na mulher, estimula os folículos ovarianos; LH = age sobre as gônadas, estimulando seu desenvolvimento. Estimula a produção de andrógenos (hormônios sexuais masculinos), principalmente a testosterona; GSH = estimula o crescimento. Seu excesso durante a puberdade determinada o gigantismo e sua falta provoca o nanismo. Nos adultos, o excesso desse hormônio pode causar crescimento anormal em algumas regiões do corpo, como a mandíbula, as mãos e os pés, anomalia denominada acromegalia; Prolactina = estimula a secreção de leite nos mamíferos.

2- Hipotálamo: região do encéfalo onde há produção de hormônios que ficam armazenados na neuroipófise ou atuam sobre a adenoipófise, estimulando ou inibindo suas secreções. Estes são chamados, genericamente, de hormônios de liberação. Hormônios produzidos: ocitocina e hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina. Funções: ocitocina = armazenado na neuroipófise, estimula as contrações uterinas; ADH = armazenado na neuroipófise, estimula a reabsorção de água pelos dutos coletores dos rins, deixando a urina mais concentrada. A carência desse hormônio causa a doença diabetes insípido, na qual a pessoa apresenta grande aumento do fluxo urinário, provocando muita sede, geralmente acompanhada de grande apetite e perda da força muscular.

3- Glândula tireóidea: localizada na porção anterior do pescoço, tem seu funcionamento estimulado pelo hormônio tireoideotrópico produzido pela hipófise. Hormônios produzidos: tiroxina (T4), triiodotironina (T3) e calcitonina. Hormônios produzidos: T4 e T3 = atuam sobre o metabolismo. Quando em excesso, causam hipertireoidismo (nervosismo excessivo, aumento do ritmo cardíaco e perda de peso). Quando insuficientes, causam o hipotireoidismo (pele seca, cansaço excessivo e intolerância ao frio) e bócio, que vem sendo evitado com a adição de iodo ao sal de cozinha. Na infância, pode causar o cretinismo, caracterizado por deficiência mental e nanismo; Calcitonina = diminui o teor de cálcio no sangue quando esse íon está em excesso.

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4- Glândulas paratireóideas: dois pares de pequenas estruturas localizadas na face posterior da glândula tireóidea. Hormônio produzido: paratormônio (hormônio paratireoideano). Funções: aumenta o teor de cálcio no sangue, quando esse íon está em baixa concentração. Seu mecanismo de ação é antagônico ao da calcitonina.

5- Suprarrenais (adrenais): duas, uma sobre cada um dos rins. Formadas por duas regiões distintas: a cortical (periférica) e a medular (central). Hormônios produzidos: Glicocorticoides, mineralocorticoides (o principal é a aldosterona) – no córtex e hormônios sexuais masculinos (andrógenos), adrenalina (epinefrina) – na medula. Funções: glicocorticóides = relacionados com o metabolismo de glicose, atuam  também como anti-inflamatórios; mineralocorticoides = atuam no controle dos níveis dos íons sódio e potássio no sangue, interferindo na retenção ou na perda de água pelo organismo;  andrógenos = atuam sobre os caracteres sexuais secundários masculinos. O excesso desses hormônios em mulheres pode provocar o aparecimento de barba e de outras características masculinas secundárias; epinefrina = determina vasoconstrição periférica, taquicardia, rápido aumento da taxa metabólica, aumento do estado de alerta e diminuição das atividades digestivas e renais.

6- Pâncreas: glândula mista. A região endócrina compreende as ilhas pancreáticas (ilhotas de Langerhans). Hormônios produzidos: insulina e glucagon. Funções: Insulina = reduz a concentração de glicose no sangue. Sua carência provoca aumento na taxa de açúcar no sangue, o que é característico da diabetes melito tipo I. Na diabetes melito topo II ou do adulto não há falta de insulina, mas seu aproveitamento é comprometido; Glucagon = aumenta o nível de glicose no sangue.

7- Glândula pineal (epífise): pequena glândula situada na base do cérebro. Hormônio produzido: melatonina = interfere nos sistemas imunitário, hormonal e nervoso e na regulação do sono.

8- Timo: órgão linfoide particularmente importante para a defesa imunitária da criança. No adulto é vestigial. Hormônios produzidos: timosina e timopoietina. Funções: ambos regulam atuando na maturação dos linfócitos T.

9- Testículos: gônadas masculinas. Hormônio produzido: testosterona. Funções: na puberdade, regula o aparecimento dos caracteres sexuais secundários e estimula a espermatogênese. Mantém o metabolismo promovendo a síntese de proteínas no sistema muscular, aumentando a musculatura.

10- Ovários: gônadas femininas. A interação dos hormônios gonadotrópicos com os produzidos pelo ovário determina uma série de alterações no sistema genital feminino, dando origem ao ciclo menstrual. Hormônios produzidos: estrógeno (hormônio sexual feminino), progesterona (hormônio sexual feminino) e gonadotropina coriônica (HCG). Funções: estrógeno = na puberdade, é responsável pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários. No ciclo menstrual, estimula o crescimento da parede do útero (endométrio), que se prepara para o eventual recebimento do embrião; Progesterona = mantém o endométrio desenvolvido. O baixo nível de progesterona elimina o estímulo que mantinha o endométrio desenvolvido, o qual fica na iminência de uma descamação (menstruação); HCG = estimula a produção de progesterona, que mantém a gravidez. O HCG começa a ser formado logo no início da formação da placenta.

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Sobre o autor

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Natália Duque é Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.