Sistema imunológico: o que é, função e órgãos que fazem parte

O sistema imunológico é formado por células e moléculas responsáveis pela proteção contra agentes externos. Essa proteção chamamos imunidade.

A resposta coletiva e coordenada à presença de substâncias estranhas no organismo tais como micro-organismos, macromoléculas (por exemplo, proteínas e polissacarídeos), denominamos resposta imune.

Menina com escudo

O sistema imunológico age na defesa do organismo contra doenças (Foto: Freepik)

O sistema imunológico, também conhecido como sistema imunitário, realiza um combate individualizado contra cada tipo de invasor. Os principais responsáveis por esse combate são os linfócitos e os plasmócitos, produzidos na medula óssea, nos órgãos linfáticos e em várias parte do corpo.

O que é o sistema imunológico?

O sistema imunológico é um sistema constituído por uma rede de órgãos, células e moléculas, e tem por finalidade manter o equilíbrio do organismo, combatendo as agressões de modo geral.

Sistema imunológico baixo e doenças

A interação do sistema imune com os agentes infecciosos ocorre de uma maneira dinâmica. Um sistema imunológico baixo está mais propenso a doenças. Estressores físicos, fisiológicos e psicológicos induzem alterações hormonais que podem influenciar a função imune.

O bom funcionamento do sistema imunológico é dependente de vários nutrientes e entre eles estão alguns nutrientes que têm papel chave no organismo. Sua deficiência leva ao aumento do estresse oxidativo e à depressão do sistema imunológico.

A inflamação crônica indicada por uma alta contagem dos glóbulos brancos está associada a fatores de risco presentes na obesidade, no diabetes tipo 2 e na síndrome metabólica.

O zinco é um micronutriente envolvido nas vias metabólicas da síntese de proteínas, no metabolismo dos carboidratos, dos lipídios e dos ácidos nucleicos. Está relacionado à melhora da sensibilidade à insulina e à redução da gordura corporal, podendo assim favorecer tanto aos obesos quanto aos diabéticos do tipo 2.

A função do sistema imunológico

Todos os organismos multicelulares, incluindo as plantas, invertebrados e vertebrados, possuem mecanismos de defesa contra agentes infecciosos. Sendo assim, a principal função do sistema imunológico é atuar na proteção contra micro-organismos.

Órgãos que fazem parte do sistema imunológico

Os órgãos que fazem parte do sistema imunológico são os órgãos linfoides primários (medula óssea e timo) e os órgãos linfoides secundários (linfonodos, baço e tonsilas). Essas estruturas são responsáveis pela produção dos linfócitos e plasmócitos.

Linfócitos e plasmócitos

Os linfócitos correspondem a cerca de 20% a 30% dos leucócitos e surgem inicialmente na medula, migrando depois para os tecidos linfáticos.

Os linfócitos T são produzidos a partir de células-tronco da medula óssea. Depois de passarem pelo timo, esses linfócitos se tornam capazes de reagir aos antígenos.

Entre os linfócitos T há células que produzem substâncias que ativam outros linfócitos e células que atacam diretamente as células do corpo invadidas por micro-organismos, uma espécie de combate corpo a corpo, além de suprimirem a produção de anticorpos depois que o invasor foi destruído.

Os linfócitos B também são produzidos a partir de células da medula óssea. Essas células migram para o baço e outros tecidos linfáticos onde amadurecem e são ativadas. Nestes, podem transformar-se em plasmócitos e produzir anticorpos.

Alguns linfócitos ativados pelo antígeno transformam-se em células de memória, graças às quais o organismo se torna imune a doenças como sarampo, catapora etc. Se o antígeno invadir o corpo novamente, algumas dessas células transformam-se em plasmócitos em poucas horas.

Tipos de imunidade

Existem dois tipos de imunidade: a inata (natural) e a adaptativa (adquirida).

Imunidade Inata

A imunidade inata atua em conjunto com a imunidade adaptativa, porém, caracteriza-se pela rápida resposta à agressão, independentemente de estímulo prévio, sendo a primeira linha de defesa do organismo, ou seja, é um tipo de defesa natural na qual o indivíduo já nasce com ela.

Seus mecanismos compreendem barreiras físicas, químicas e biológicas, componentes celulares e moléculas solúveis. As principais células efetoras da imunidade inata são: macrófagos, neutrófilos, células dendríticas e células Natural Killer – NK.

Fagocitose, liberação de mediadores inflamatórios, ativação de proteínas, bem como síntese de proteínas de fase aguda, citocinas e quimiocinas são os principais mecanismos na imunidade inata.

Imunidade Adaptativa

Em contraposição à resposta inata, a resposta imune adaptativa depende da ativação de células especializadas, os linfócitos, e das moléculas solúveis por eles produzidas.

As principais características da resposta adquirida são: especificidade e diversidade de reconhecimento, memória, especialização de resposta, autolimitação e tolerância a componentes do próprio organismo.

Embora as principais células envolvidas na resposta imune adquirida sejam os linfócitos, as células apresentadoras de antígenos (APCs) desempenham papel fundamental em sua ativação, apresentando antígenos associados a moléculas do complexo de histocompatibilidade principal para os linfócitos T.

Como fortalecer o sistema imunológico

Vetor de mulher saudável

Praticar atividade física e uma alimentação saudável, ajuda a fortalecer o imunológico (Foto: Freepik)

Manter o sistema imunológico em bom funcionamento é uma das principais armas que temos. Uma alimentação equilibrada é aliada do sistema imunológico e alguns nutrientes essenciais para fortalecer o sistema imune são: como zinco, selênio, manganês, cobre, ferro, magnésio, vitamina D, C, ômega 3, entre outros.

Adicionar alguns alimentos na sua dieta podem garantir uma melhora do sistema imune. Entre os exemplos desse tipo de alimento, estão o alho que é um alimento antisséptico e anti-inflamatório, possui excelentes resultados no combate a gripes e resfriados.

O suco de laranja, principalmente devido ao teor considerável de vitamina C também auxilia no fortalecimento do sistema imunológico. Além de manter uma alimentação saudável como um todo, rica em frutas, legumes, verduras, oleaginosas, peixes e óleos essenciais.

Além de uma alimentação adequada, é necessário manter o sono regulado, evitar estresse, pegar um pouco de sol diariamente, beber bastante água e praticar atividades físicas. Todo esse conjunto fortalece seu sistema imune e consequentemente, lhe concede melhor qualidade de vida.

Vacinas e soros: defesas artificiais

Vacinação

A vacina é um tipo de imunização ativa, pois injeta agentes que produzem defesas contra doenças (Foto: Freepik)

Uma medida importante para promover a saúde de uma população é a vacinação. Vacinar é injetar no organismo agentes que estimulem a produção de defesas sem, no entanto, causar a doença.

Esses agentes podem ser bactérias mortas ou suas toxinas desativadas, vírus atenuados ou partes desses vírus que possam ser reconhecidas pelo corpo como antígenos.

Algumas vezes, para obter um volume razoável de anticorpos, é necessária a vacinação por três ou mais vezes, pois o tempo que os anticorpos permanecem no organismo é variável. Assim, dependendo do tipo de vacina, é conveniente, após algum tempo, a aplicação de uma dose suplementar – o chamado reforço.

A vacina é um caso de imunização ativa porque o próprio corpo fabrica os anticorpos contra o agente infeccioso. Em geral, tem a função de prevenir uma doença, embora algumas vacinas sejam dadas ao indivíduo doente para aumentar suas defesas contra micro-organismos.

Às vezes, porém, é preciso uma defesa rápida, por exemplo, quando um indivíduo sofre ferimentos suspeitos de contaminação pelo bacilo de tétano ou pelo vírus da raiva ou quando é picado por serpentes peçonhentas.

Nesses casos, não se deve esperar que seu corpo produza anticorpos, pois esse processo é muito lento em relação à capacidade de proliferação do micro-organismo invasor ou ao alto poder tóxico da peçonha.

Assim, deve-se inocular no indivíduo um líquido obtido do sangue de um animal previamente colocado em contato com a peçonha ou com o agente infeccioso – o soro ou soro imune -, com certa quantidade de anticorpos, que começam a neutralizar imediatamente os antígenos. Depois, o indivíduo passa a produzir os próprios anticorpos, impedindo a progressão da infecção.

O soro, portanto, tem efeito curativo e é uma imunização passiva, uma vez que o organismo recebe os anticorpos já prontos.

Resumo do Conteúdo
Nesse texto você aprendeu que:

  • O sistema imunológico protege o corpo contra agentes externos.
  • Os principais responsáveis por esse combate são os linfócitos e os plasmócitos.
  • Um sistema imunológico baixo está mais propenso a doenças.
  • Uma alimentação rica em nutrientes fortalece o sistema imune, tornando-o mais eficiente.
  • Os linfócitos são os principais agentes de defesa do corpo.

Exercícios resolvidos

1- Qual a função do sistema imunológico?
R: Manter o equilíbrio do organismo, combatendo as agressões e doenças em geral.
2- Quais os principais órgãos do sistema imune?
R: Os órgãos linfoides primários (medula óssea e timo) e os órgãos linfoides secundários (linfonodos, baço e tonsilas).
3- O que baixa o imunológico?
R: Estressores físicos, fisiológicos e psicológicos induzem alterações hormonais que podem influenciar a função imune.
4- Como fortalecer o imunológico?
R: Com alimentação saudável, prática de exercício, evitar o estresse, beber água e dormir bem.
5- A vacina é que tipo de imunidade?
R: É um tipo de imunização ativa.
Referências

» SOUZA, Alexandre Wagner Silva de et al. Sistema imunitário: parte III. O delicado equilíbrio do sistema imunológico entre os pólos de tolerância e autoimunidade. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 50, n. 6, p. 665-679, 2010.

» BUSS, Paulo Marchiori; TEMPORÃO, José Gomes; DA ROCHA CARVALHEIRO, José (Ed.). Vacinas, soros e imunizações no Brasil. SciELO-Editora FIOCRUZ, 2005.

Sobre o autor

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Natália Duque é Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.