Terremotos – O que são, como acontecem e intensidade

Saiba o que são os terremotos, como eles acontecem e veja como medir sua intensidade. Aproveite e conheça algumas curiosidades desse fenômeno

Os terremotos são fenômenos naturais que, quando ocorrem, geram danos sociais e ambientais. Eles ocorrem com maior intensidade em regiões de instabilidade geológica, ou seja, nas bordas das placas tectônicas. Existe uma medida própria para avaliar a intensidade dos terremotos, e os danos ocasionados estão relacionados com os índices registrados através da magnitude.

O que são terremotos?

Os terremotos são fenômenos naturais conhecidos também como abalos sísmicos. Comumente ocorrem tremores repentinos que atingem em diversos níveis a superfície da Terra. Os tremores ocorrem por conta de liberação instantânea de energia no interior da Terra, a qual acaba por gerar ondas que se propagam com movimentos elásticos.

Nem todo tremor de terra pode ser considerado como um terremoto, pois existem situações ocasionadas pela ação humana, como a quebra de rochas por meio de implosões para utilização em atividade diversas, e que podem ocasionar pequenos tremores nas proximidades, por conta do prolongamento da rocha que foi afetada. Este tipo de fenômeno pode ocasionar rachaduras em estruturas e causar medo por parecer com um terremoto. 

Terremotos - O que são, como acontecem e intensidade

Foto: depositphotos

Como ocorrem os terremotos?

Os terremotos são fenômenos que ocorrem comumente na Terra, originados a partir de choques subterrâneos de placas tectônicas. A camada mais superficial da Terra chama-se Litosfera, também conhecida como crosta terrestre, e esta camada é a parte externa sólida do planeta Terra. Formada por rochas e minerais, esta camada não é contínua, mas sim fragmentada em pedaços, conhecidos como placas tectônicas. Estas placas não são estáticas, pois estão suspensas sobre o manto terrestre, camada que fica logo abaixo da crosta.

São reconhecidas como as mais importantes placas tectônicas da Terra, a Placa Euroasiática, a Africana, Norte-Americana, Sul-Americana, Antártica, Indo-Australiana, Placa do Pacífico e Placa de Nazca. A existência e posição destas placas possui uma íntima relação com a ocorrência de fenômenos naturais como os terremotos, pois é no contato entre as placas tectônicas que ocorrem as maiores incidências de atividade sísmica, tanto terremotos, quanto maremotos. Além disso, estas áreas também sofrem mais com atividades vulcânicas, e são os locais onde existem os dobramentos modernos (cadeias montanhosas). 

Como é medida a intensidade de um terremoto?

Os abalos sísmicos são medidos e classificados em conformidade com o nível de energia mecânica que liberam. Para tanto, a medida padrão de medição é a magnitude, a qual representa em índices quantitativos a intensidade do tremor registrado. Essa medida é utilizada como forma de conhecer o tamanho de um sismo que ocorreu em um dado local, visando classificá-lo em uma escala padronizada para este fim. Um sismólogo (geofísico especializado em abalos sísmicos) chamado Francis Richter, desenvolveu no ano de 1935, o conceito de magnitude, o qual é utilizado até os dias atuais para medição dos eventos sísmicos.

Terremotos - O que são, como acontecem e intensidade - Sismógrafo

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A escala mais utilizada para realizar as medições sísmicas leva o nome do sismólogo que desenvolveu o conceito de magnitude, sendo caracterizada como Escala Richter. Essa escala considera um índice quantitativo que se estende de 1 até 9, em ordem crescente conforme o nível da magnitude. Não existe um único tipo de onda que é propagada em um abalo sísmico, sendo as mais comuns as ondas primárias e as secundárias, assim a escala é aplicada em conformidade com as características do abalo sísmico registrado.

Segundo esta escala, quando a intensidade do terremoto fica entre 3,5 até 5,4 graus de magnitude, os danos ocasionados pelo tremor podem ser percebidos pelas pessoas, no entanto, não há grandes registros de danos. Já quando os graus de magnitude ficam entre 5,5 e 6,0 podem ser sentidos de forma mais intensa, inclusive com o registro de danos em edifícios e estradas.

Terremotos - O que são, como acontecem e intensidade - Estrada

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A partir deste índice, os danos para as pessoas são agravados, e quando os graus ficam entre 6,1 e 6,9 já há o registro de problemas mais sérios para as populações que habitam as áreas afetadas. Entre 7,0 e 7,9 são registradas destruições em grande proporção, inclusive com danos nas pessoas que vivem nas regiões. Acima dos 8,0 graus, os terremos são potencialmente graves, pois têm a capacidade de destruir cidades inteiras.

Há terremotos no Brasil?

O Brasil encontra-se sobre a placa Sul-Americana, mas ainda pode sofrer com os tremores ocasionados entre o choque de placas em regiões mais distantes. Os tremores no Brasil são mais comumente ocasionados nos locais onde existem falhas geológicas, ou seja, na estrutura geológica do território brasileiro.

Assim, não há grandes registros de abalos sísmicos no território brasileiro. Dentre os registros do fenômeno no Brasil, o de maior destaque foi o ocorrido no Mato Grosso, no ano de 1995, o qual apresentou uma magnitude de 6,6 graus na escala Richter. Depois deste, eventos de menor magnitude foram registrados no Brasil, mas nenhum com expressividade, justamente pela localização do Brasil, no centro de uma placa tectônica.

Terremotos no mundo

Existem algumas partes do mundo que são mais suscetíveis aos fenômenos naturais, como terremotos, por estarem localizados nos limites entre as placas tectônicas. Uma destas regiões é aquela que ficou conhecida como Círculo de Fogo do Pacífico, onde se concentram numericamente as maiores incidências de atividades vulcânicas e sísmicas. Essa região fica na borda do Oceano Pacífico, e é ponto de encontro de várias placas tectônicas, o que justifica a elevada atividade geológica ali.

Terremotos - O que são, como acontecem e intensidade - Círculo de Fogo do Pacífico

Imagem: Google Imagens

O continente que mais sofre com eventos como os terremos é o asiático, o qual é também o mais populoso do mundo. Por isso, quando ocorrem terremotos, geralmente estes afetam áreas que são habitadas e acabam gerando danos não apenas aos elementos materiais, mas também gerando feridos e até mortos. O país mais suscetível aos terremotos, e que também é o que possui mais número de incidências, é o Japão, onde geralmente os terremotos são de grandes proporções, por conta da subseção da placa das Filipinas sob a placa americana e placa de Okinawa. Além disso, essas áreas são extremamente suscetíveis a outros fenômenos naturais, como os tsunamis.

Curiosidade

*Luana Caroline Kunast é mestre em Geografia.

Referências

» SÁ, Ilydio Pereira de. PAIVA, Ana Maria Severiano de. O que é a escala Richter? (Como se mede um terramoto?). Disponível em: < http://www.magiadamatematica.com/richter.pdf>. Acesso em: 12 de maio de 2017.

» VESENTINI, José William. Geografia: o mundo em transição. São Paulo: Ática, 2011.

Sobre o autor

Prof. Luana Künast
Graduada em Geografia (UNIOESTE), Especialista em Neuropedagogia (FAU) e Mestre em Geografia (UNIOESTE)