Biografia de Martinho Lutero

Por Camila Albuquerque

Biografia de Martinho Lutero

Conheça a biografia de Martinho Lutero, o homem que enfrentou a Igreja e inspirou a Reforma Protestante. | Imagem: Reprodução

Martinho Lutero (Martin Luther) nasceu no dia 10 de novembro de 1483, no centro da Alemanha, em Eisleben. Filho de pais pobres (Hans Luther e Margarethe Lindemann), ele foi criado no campo e seus pais desejavam que viesse a se tornar funcionário público, para melhorar as condições da família. Assim, Hans enviou Martinho para escolas em Mansfeld, Magdeburgo e Eisenach. Ele seguiu os estudos e em 1501, ingressou na Universidade de Erfurt, onde recebeu o apelido de O Filósofo. Graduou-se bacharel no ano seguinte, e em 1505 concluiu seu mestrado. Após isso, se inscreveu na escola de direito da mesma universidade, para realizar um desejo de sua mãe. Contudo, as coisas mudaram quando uma tempestade com descargas elétricas ocorreu: ao ver um raio caindo próximo do local onde estava, Martinho teria gritado “Ajuda-me, Sant’Ana! Eu me tornarei um monge!”. Assim, sobreviveu aos raios e largou a faculdade. Vendeu seus livros e entrou para a ordem dos Agostinianos de Frankfurt, em 17 de julho de 1505.

Martinho e o mosteiro

Quando as portas do mosteiro fecharam-se atrás dele, Martinho começou a dedicar-se à vida ali, com meditação, autoflagelações, muitas horas de orações diárias, peregrinações e confissões. Porém, ele sofria ao perceber seus pecados. Seu superior, percebendo isso, ordenou que Lutero iniciasse uma carreira acadêmica, para afastar sua mente daquela interminável reflexão. Em 1507, foi ordenado sacerdote, e no ano seguinte passou a lecionar Teologia na Universidade de Wittenberg. No mesmo ano, em 19 de março, recebeu bacharelado em estudos bíblicos. Mesmo lecionando, ele não interrompeu seus estudos: instruiu-se nas línguas grega e hebraica, afim de se aprofundar no significado e origem das palavras utilizadas nas Escrituras.

As 95 teses e suas consequências

Em 31 de outubro de 1517, Lutero demonstrou toda a sua insatisfação com o rumo que a Igreja Católica estava tomando naquela época, afixando suas famosas 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg. Ele defendia que a salvação só deveria vir de uma relação pessoal com Deus, e não por meio de um negócio (a Igreja estava “cobrando” pela remissão total ou imparcial que cada um devia sofrer após a morte). Lutero foi “convidado” a se retratar, mas não o fez. O efeito das teses havia se espalhado pela Alemanha e parte da Europa – haviam sido traduzidas – e Martinho ainda contava com o apoio da Ordem dos Agostinhos e do corpo docente da Universidade de Wittenberg.

Ao queimar em praça pública a Bula em que dizia que deveria se retratar, em 10 de dezembro de 1520, Lutero é excomungado. Como não queria deixar a Igreja, tentou abrir os olhos do Clero a todo custo, em vão. A partir daí, passou um ano na prisão, onde se dedicou à traduzir o Novo Testamento para um alemão de fácil entendimento. Essa tradução foi um sucesso e esgotou em poucos meses.

Pós-95 teses

  • Em 1525 casou-se com a ex-freira Katharina Von Bora, com quem teve seis filhos e a linhagem segue até os dias atuais.
  • Sua morte (de causas naturais não esclarecidas) veio em 18 de fevereiro de 1546.
  • O pensamento de Lutero possuía alguns pontos que viriam a ser os princípios da Reforma Protestante.