Vereadores de SP aprovam plano de educação sem referência a gênero e sexualidade

A Câmara de SP aprovou o projeto de lei que trata do Plano Municipal de Educação (PME). O texto não inclui questões de gênero e sexualidade


Publicado em 26 de agosto de 2015

 

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou na terça-feira (25), em segunda discussão, o projeto de lei que trata do Plano Municipal de Educação (PME). O texto não inclui questões de gênero e sexualidade.

Em frente ao prédio da Câmara, durante todo o dia, houve manifestações de grupos contrários à discussão de gênero e identidade sexual nas escolas e também dos que acreditam ser necessário discutir a questão, a fim de que as escolas transmitam para as crianças o respeito à diversidade sexual.

O vereador Ricardo Nunes (PMDB) se referiu ao assunto como “ideologia de gênero” e justificou a retirada do tema do PME com referências a Deus e à religiosidade. Ele acredita que a educação relacionada à sexualidade cabe à família. “Daqui a pouco nós votaremos e São Paulo dará o recado: não ao gênero”, disse.

Vereadores de SP aprovam plano de educação sem referência a gênero e sexualidade

Foto: Marcelo Camargo/ arquivo Agência Brasil

A vereadora Juliana Cardoso (PT) ressaltou os diferentes modelos de família. Algumas têm mulheres como chefes de família, pais homossexuais ou heterossexuais, somente pai ou somente a mãe, avós como referência materna e paterna, entre outros casos. “Essas famílias precisam ser viabilizadas na escola, porque refletem a realidade brasileira”, afirmou.

Ela elencou algumas mentiras, que estariam sendo disseminadas sobre a inclusão de gênero no PME, e disse que a exclusão de banheiros separados, os professores ensinando os alunos a serem transexuais e a destruição da família não correspondem à realidade. “Queremos discutir gênero nas escolas para garantir respeito à diversidade”.

*Da Agência Brasil


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