Aprenda sobre a ditadura Pol Pot, sua motivação e sua queda

A ditadura de Pol Pot (1975-1979) foi um período marcado pela violência, miséria e um alto número de mortes entre os cambojanos


Ao longo de toda a história da humanidade existiram pessoas ruins e boas, guerras, conquistas, destruições e diversos tipos de regimes.

Um exemplo que resume todos esses acontecimentos, é o passado do país Camboja, localizado no Sudeste asiático e que fazia parte da antiga Indochina.

Essa região se viu envolvida, a partir de 1960, em uma série de conflitos derivados da sua independência da ex-metrópole, a França.

A tensão neste país se intensificou ainda mais em 1975, quando Saloth Sar chegou ao poder com uma política radical e recebendo apoio do grupo guerrilheiro Khemer Vermelho, criado na década de 60.

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Foto: reprodução/ site ruhrnachrichten

A ditadura de Pol Pot, como ficou conhecido, terminou anos mais tarde, em 1979. Mas, o período em que comandou o Camboja ficou marcado pela violência, miséria e um alto número de mortes entre os cambojanos.

Camboja antes do golpe de Pol Pot

Em 1954, Camboja estava em festa pois a tão sonhada independência da França tinha chegado, assim como o seu reconhecimento em 1957. Por essa razão, o rei Norodom Sihanouk tentou de diversas formas suprimir o comunismo no país.

Dez anos mais tarde, após a independência do país, Shihanouk se viu obrigado a se declarar neutro na Guerra do Vietnã, na intenção de evitar maiores problemas.

Porém, os Estados Unidos, parte importante nesse conflito, desconfiaram que Camboja estava abrigando os guerrilheiros e os armamentos do Vietnã, e por isso resolveram ajudar Lon Nol em um golpe de Estado.

Norodom Sihanouk foi expulso do comando de Camboja, enquanto Nol aliava o país na guerra em apoio ao EUA.

Observando toda essa movimentação de troca de poderes, Pol Pot, comandando um grupo criado por ele ao estudar em Paris, tomou total controle do Partido Revolucionário Popular de Kampuchea (PRPK).

Renomeou  o partido para Partido Comunista Kampuchea (PKK), mas as pessoas já o conheciam e o chamavam de khmeres vermelhos. O grupo se tornou popular e com isso fez surgir por todo o país simpatizantes deste coletivo.

A tomada e queda de Pol Pot

Apesar de possuir apoio dos Estados Unidos, o ditador-general Lon Nol não conseguiu deter a tropa formada por Pol Pot. Aos poucos os khmeres avançaram e tomaram as cidades até se aproximarem da Phnom Pehn.

O EUA vendo que não tinha mais escapatória, retraiu o exército e abrigou Nol na Califórnia. Em 1975, Pot chegou ao poder promovendo como principal medida uma política radical de deslocamento da população urbana para o campo, de acordo com o ditador, essa seria uma das medidas para se alcançar um comunismo maoista.

Em seu comando e do khmer vermelho, a população do Camboja passou de 7,3 milhões de habitantes para 6 milhões.

As principais causas desse decrescimento populacional foram os trabalhos forçados, as doenças desassistidas e a desnutrição da população, além da tortura e execução de mais de 200 mil pessoas consideradas “inimigas” do governo.

A forma como Pol Pot comandava a política de Camboja era totalmente contrária ao Vietnã, e por isso a região era constantemente atacada. Em uma delas, foi o fim da ditadura de Pot.

Em 7 de janeiro de 1979, quando a tropas vietnamitas chegaram a capital Phnom Penh, o líder e o exército do khmer vermelho foram obrigados a se retirar para a floresta, dando um basta no regime totalitário que durou quase cinco anos para os cambojanos.


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