Guerras Púnicas – História deste conflito entre Roma e Cartago

Confira a história das Guerras Púnicas, os confrontos entre a Roma Antiga e Cartago pela hegemonia comercial e militar do mar Mediterrâneo


As Guerras Púnicas foram uma série de conflitos com duração de aproximadamente um século – de 246 a 146 a.C. – entre as Repúblicas de Roma e Cartago pelo domínio das rotas do mar Mediterrâneo, que era a principal via comercial da região na antiguidade fazendo a ligação entre as civilizações e possibilitando o desenvolvimento marítimo e comercial.
Cartago localizava-se na parte norte da África e, por volta do século III a.C., foi berço de uma das mais prósperas civilizações comerciais da antiguidade graças à seu desenvolvimento no Mediterrâneo, que possibilitava o comércio de produtos como minério de prata e cereais para a Ásia Menor e Europa. Neste contexto a civilização cartaginense tinha em Roma uma das suas principais aliadas comerciais, mas isto não perdurou por muito tempo depois que a mesma passou a sentir-se ameaçada economicamente por seu desenvolvimento.

Guerras Púnicas - História deste conflito entre Roma e Cartago

Imagem: Reprodução

Primeira Guerra Púnica

Abalada, Roma passou a enxergar Cartago como inimiga e as duas passaram a desenvolver uma rivalidade pela hegemonia comercial, militar e política da área da Sicília onde Cartago possuía uma colônia, Messina, na região de acesso à península Itálica. Roma iniciou o conflito invadindo a Messina no ano de 264 a.C.e deparou-se com uma situação nova, as batalhas marítimas. Cartago conseguiu manter-se no poder da colônia por algum tempo, até que os romanos copiassem seus navios e táticas com a ajuda dos gregos e conseguisse finalmente conquistar a Messina e duas outras colônias cartaginenses, Córsega e Sardenha, dando fim à Primeira Guerra Púnica em 241 a.C.

Segunda Guerra

Vinte e três anos mais tarde Cartago voltou a combater os romanos, indignada com a sua derrota, e a Segunda Guerra Púnica eclodiu em 218 a.C. pelo comando das regiões mineradoras situadas no norte da Península Ibérica. Esta guerra em especial ficou famosa devido à forte investida militar de Aníbal Barca que fez a travessia dos Alpes. Ao comando de Aníbal a civilização cartaginense conseguiu opor algumas vitórias, mas Roma, ao incitar a Grécia a rebelar-se contra os macedônios, aliados cartaginenses, reverteu o quadro e mais uma vez derrotou Cartago obrigando-a a recuar e ceder o controle da Península Ibérica e de todas as suas embarcações militares em 202 a.C.

Terceira Guerra

Anos depois a derrotada Cartago conseguiu reerguer-se e fazer frente comercial à Roma mais uma vez, agora com os produtos agrícolas. Com o apoio dos patrícios, que desejavam as terras cartaginenses, e sob o comando do Capitão Emiliano Africano, Roma invadiu Cartago numa terceira guerra, que durou de 146 à 143 a.C., de forma impiedosa escravizando sua população e destruindo completamente a cidade por meio de um incêndio e salinizando as terras para que se tornassem definitivamente improdutivas.

Com o então controle do mar Mediterrâneo, que passou a chamar de “mare nostrum” – nosso mar –, Roma expandiu suas atividades comerciais pela via marítima e tornou-se um império, sendo a partir de então uma potência comercial, militar e política.


Reportar erro