Ku Klux Klan – Resumo histórico desta seita

A Ku Klux Klan foi uma seita secreta estadunidense. Em resumo, se trata de um grupo racista que não aceitava a inserção do negro na sociedade


No ano de 1866, no estado do Tennessee, foi fundado um clube social que tinha como membros os soldados que haviam lutado na Guerra Civil Americana, ocorrida nos anos de 1861 à 1865, representando os estados do sul, que haviam sido derrotados. Recebendo o nome de Ku Klux Klan, ela era na verdade uma organização racista secreta, que tinha entre seus objetivos resistir à política imposta pelos estados do norte após a Guerra Civil e intimidar os negros, na maioria das vezes com atos de violência, garantido assim a supremacia branca no país.

Ku Klux Klan - Resumo histórico desta seita

Foto: Reprodução

O nome da organização, cujo registro mais antigo já conhecido é datado do ano de 1867, tem origem da palavra grega Kyklos, que significa “Círculo”, e da inglesa “Clãn”, que foi escrita com K para poder entrar no contexto do título, já que muitos acreditam que o nome foi inspirado no barulho feito quando se põe um rifle em ponto de atirar.

Criação e Membros

Criada pelo general Nathan Bedford Forrest, e tendo ainda membros como os veteranos da confederação sulista, Calvin Jones, Frank McCord, Richard Reed, John Kennedy, John Lester e James Crowe, a KKK conseguiu crescer em proporções inimagináveis em muito pouco tempo, ampliando seu número de seguidores por diversos outros estados.

Para que suas identidades fossem preservadas, os membros do clã usavam roupas brancas com capuzes que cobriam o rosto. Para que alguém pudesse entrar na seita era necessário passar por um ritual de iniciação, que se dava pelo fato do indivíduo ser colocado dentro de um tonel e empurrado ladeira abaixo.

O Ku Klux Klan torna-se ilegal

Em 1871 o presidente dos Estados Unidos, na época Ulysses Grant, tornou o grupo irregular, tornando o KKK uma entidade terrorista e banida do país. Eles costumavam fazer visitas surpresas aos negros, e com o uso da força, através de chibatadas, eles os forçavam a votar nos democratas. Os brancos que apoiavam a abolição e os professores que davam aula aos negros também eram perseguidos. Os membros da seita não aceitavam que os negros tivessem o direito à educação, diziam que eles eram indignos, que nasceram para ser eternos escravos.

Quando o cineasta Griffith, no ano de 1915, dirigiu o filme “O nascimento de uma nação”, onde deixou claro sua simpatia pelo clã, as chamas de um movimento racista acenderam novamente. Houve uma movimentação e a seita foi retomada, porém, não perseguiam apenas os negros, mas também os judeus e estrangeiros. Em resumo, acredita-se que a seita contou com um número de 5 milhões de membros. Com o crescimento do grupo, novos ideais foram sendo inseridos, agora eles também perseguiam médicos charlatões, marginais e prostitutas. As vítimas recebiam três letras K na testa, uma marca de que o clã havia feito seu trabalho sujo, deixando a vítima como exemplo para os outros.

Devido a essa movimentação o governo interveio proibindo o uso de máscaras, foi criada uma lei que proibia o uso das mesmas em qualquer momento que não fosse fora do Dia de Todos os Santos ou do Carnaval.

Com esse empecilho as coisas foram ficando mais difíceis e o clã foi se desfazendo novamente. Atualmente a KKK conta apenas com um número médio de 3 mil homens em todos os estados americanos. Mesmo o racismo e o preconceito, seja em qual for a escala, sendo crime, ainda existem cidadãos que se acham superior. Muitos não associados apoiam a organização, mesmo não participando ativamente de suas reuniões, apenas como observador.


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