Literatura brasileira

A história da literatura brasileira tem como base os modelos trazidos de Portugal. Várias escolas e movimentos compõem a literatura tupiniquim


A literatura brasileira, em seu início, surgiu em congruência com as manifestações literárias trazidas de Portugal. Isso porque os escritores e artistas da época ou eram portugueses de berço ou brasileiros que tinham formação acadêmica em Portugal. As primeiras formações literárias em solo lusitano começaram por volta dos séculos XII e XVI, entre a Baixa Idade Média e o Renascimento. Com a vinda dos colonizadores ao Brasil, seus ideais aqui também chegaram.

Sempre que falamos em literatura, nos deparamos com as expressões estilos de época ou estilos literários. Esses, marcam a forma como cada movimento se inicia, muitas vezes por conta de um grande fato histórico ou de uma grande obra revolucionária. A literatura pode ser dividida em dois períodos: colonial e nacional. A colonial é chamada assim porque foi composta por um grupo de pessoas que buscavam copiar os estilos, padrões e tendências de Portugal. Já a nacional é formada por escritores que foram criando estilos com características próprias, muitas vezes refletindo sentimentos dos acontecimentos da época.

Quinhentismo (Séc. XVI)

É o estilo da colonização, trazido pelos padres jesuítas. Um grande exemplo da Literatura Jesuíta é padre José de Anchieta, com seus sermões, poemas, autos e cartas. Pero Vaz de Caminha também se destaca nesse período.

Literatura brasileira

Imagem: Reprodução/ internet

Barroco (Séc. XVII)

É marcado pelo exagero. A literatura barroca tinha muitos detalhes, metáforas, hipérboles e o teor dos textos era sempre voltado para a angústia entre o sagrado e o humano. Exemplos desse período são o padre Antônio Vieira e Gregório de Matos, conhecido como Boca do Inferno.

Arcadismo ou Neoclassicismo (Séc. XVIII)

É o conhecido fugere urbem, a fuga das cidades. É marcado pelo desejo de vida bucólico, com muitos elementos da natureza, e a exaltação dos padrões de beleza femininos. São exemplos de autores dessa época, Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa.

Romantismo (Séc. XIX)

Essa é uma escola de transição. Ressalta o nacionalismo, o espírito sonhador, individualismo, valorização da liberdade e idealização da mulher. A mulher amada passa a ser algo inalcançável, suas caracterizações quase divinas. Exemplos de escritores são José de Alencar, Castro Alves e Gonçalves Dias.

Realismo – Naturalismo (Segunda metade do século XIX)

Nesse período, o teor das obras passou a ser mais objetivo, de cunho social, com linguagem mais popular, uso das cenas cotidianas e valorização da realidade. Totalmente oposto ao romantismo. Escritores dessa escola são Eça de Queiroz e Machado de Assis.

Parnasianismo (Final do século XIX, início do século XX)

É a escola literária mais metalinguística que existe. Nesta, os autores afirmavam que faziam “a arte pela arte”. Buscavam uma retomada dos valores clássicos, linguagem culta e rebuscada. Eram tachados de alienados, pois não escreviam sobre problemas sociais. Dois exemplos são Olavo Bilac e Vicente de Carvalho.

Pré-modernismo (1902 até 1922)

É a transição de estilos antes da Semana de Arte Moderna. É calcado no estilo coloquial, regionalismo, positivismo e valorização dos problemas sociais. Exemplos dessa época são nomes como o de Euclides da Cunha, Augusto dos Anjos e Monteiro Lobato.

Modernismo (1922 até 1930)

Iniciou a partir da Semana de Arte Moderna de 1922. Os textos passam a ser mais diretos, com humor e uma maior liberdade de escrita e com temas urbanos. Manuel Bandeira, Oswald de Andrade e Mario de Andrade são exemplos de autores dessa escola literária.

Pós-Modernismo (Dos anos 50 até hoje)

Esse tipo de literatura é o que perdura até os dias de hoje. Tem como base elementos que marcam o capitalismo contemporâneo, influenciado pelos meios tecnológicos, inovações científicas e pelas atitudes do homem pós-moderno. O sentimento é de liberdade imensa, com opções infinitas de possibilidades.


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