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O que pode cair na prova do Enem sobre a Revolução Francesa

O professor de História do Sistema Poliedro, João Machado, revela o que pode cair na prova do Enem relacionado a esse tema

A Revolução Francesa tem um papel fundamental na História política do mundo. Ela foi um marco que inspirou dezenas de outros países a buscar melhores condições de vida. O professor de História do Sistema Poliedro, João Machado, revela no canal do Youtube da instituição o que pode cair na prova do Enem relacionado a esse tema.

Confira a dicas passadas pelo docente e domine o assunto.

Antecedentes da Revolução Francesa

Antes de descobrir como aconteceu a revolução propriamente dita, o docente afirma que é preciso entender o contexto no qual ela aconteceu. “Como eu sempre digo, não existem movimentos que acontecem da noite para o dia. Sempre há antecedentes, expoentes”, afirma Machado. Isso aconteceu justamente no período que precede a revolução, entre 1786 a 1789.

O que pode cair na prova do Enem sobre a Revolução Francesa

Foto: depositphotos

Nessa época, grande parte dos liberais estavam empolgados com o Iluminismo, com a Revolução Gloriosa e com a recente independência dos Estados Unidos. Some-se a isso a Revolução Industrial que estava a todo vapor na Inglaterra. Todos esses movimentos aconteceram no século XVIII que é conhecido como o século das revoluções burguesas.

Também nesse mesmo período, a estrutura social francesa era muito desigual. “O camponês estava carregando a nobreza e o clero nas costas”, ironiza o professor. Existia uma estrutura que dividia a sociedade em: primeiro estado, ocupado pelo alto clero; o segundo estado ao qual a nobreza pertencia; e o terceiro estado onde estavam incluídos o povo em geral e a burguesia.

Para se ter uma ideia, dos 25 milhões de franceses que viviam sob essas condições, 98% pertencia ao terceiro estado. “Ou seja, era uma sociedade sem mobilidade, onde não havia chances de uma pessoa comum virar nobre, pois a nobreza era hereditária. E mesmo que você entrasse para o clero para tentar ascender de classe, lá dentro enfrentava o alto e o baixo clero, sendo que esses últimos não gozavam de prestígio algum”, explica o educador.

Mas, as coisas estavam perto de mudar. A burguesia aos poucos ia se enriquecendo e adquirindo mais poder político. Seria ela, a grande classe articuladora da Revolução Francesa.

Rumo à Revolução

Entre todas as diferenças que existiam entre as camadas da sociedade francesa, o terceiro estado era, sem dúvidas, o mais abastado. Os tributos só eram cobrados deles e uma grande seca piorou ainda mais a situação, que ficava cada dia mais revoltada e indignada.

A monarquia também não estava bem. Endividada, depois de manter uma guerra com a Inglaterra por 7 anos e também por ter gasto recursos apoiando a independência dos Estados Unidos, o segundo estado estava fragilizado. Esse era o cenário pré-revolucionário.

Em 1789, durante uma reunião dos Estados Gerais foi dado o primeiro passo para a Revolução Francesa. Os representantes do terceiro estado (maioria na Assembleia, apesar de não terem poderes individuais) se revoltaram quando Luiz XIV quis aumentar ainda mais os impostos para eles pagarem. Naquela ocasião, o terceiro estado então exigiu que fosse feita uma nova Constituição Nacional.

O povo das ruas atento às reivindicações formou uma guarda nacional e tomou a Bastilha, um presídio símbolo da elite dominante. Isso era 14 de julho de 1789.

Devido às pressões, no mês seguinte já houve mudanças significativas. Foi estabelecida a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, um grande marco a qual cunhou os princípios da Revolução Francesa, que acabaram inspirando milhares de pessoas ao redor do mundo: liberdade, igualdade, direito à propriedade e resistência à opressão.

Assista a aula na íntegra aqui: