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Triunvirato

A história da Roma Antiga é dividida didaticamente em três fases políticas, sendo elas a Monarquia, a República e o Império. O primeiro e segundo triunvirato ocorrem no final do contexto da República, sendo assim o período que antecede a ascensão do primeiro imperador de Roma.

O Primeiro Triunvirato

Durante o período de expansão territorial da fase republicana, após a morte do ditador Sila, constituiu-se o primeiro triunvirato, que foi uma forma de governo em que três generais dividiam o governo de Roma. Os três governantes eram Crasso, Pompeu e Júlio César.

Crasso, que se tornou famoso por liderar a repressão à maior revolta de escravos de Roma (Revolta de Espártaco), era um rico banqueiro. A expressão erro crasso deve-se ao erro grosseiro que esse general teria cometido ao enfrentar os partos (povo persa que tentava conquistar onde hoje é o Oriente Médio). Ao subestimar o povo inimigo, foi derrotado e morto nessa batalha.

Os triunviratos era um forma de governo em que três generais dividiam o governo de Roma

Os governantes do primeiro triunvirato foram Crasso, Pompeu e Júlio César (Foto: depositphotos)

Conforme afirma Vicentino (2002, p. 91),

Contudo, em 54 a.C., Crasso morreu combatendo na Pérsia e, dois anos depois, Pompeu foi proclamado cônsul único destituindo César do comando militar da Gália. Ao receber a mensagem senatorial de sua destituição, César, entretanto, resolveu lutar e avançou para o sul.

Júlio César, diante do rio Rubicão, que constituía a fronteira entre sua província e Roma, proclamou “alea jacta est”, que significa “a sorte está lançada”. A frase proclamada por César devia-se ao fato de que não seria mais possível regressar, sendo que iria vencer Pompeu ou ser derrotado.

Pompeu, temendo ser derrotado por César, fugiu para a Grécia e posteriormente para o Egito, onde foi assassinado. No Egito, César apoiou Cleópatra (com quem teve um relacionamento amoroso) em uma disputa pelo trono, derrotando o faraó Ptolomeu. Após derrotar tropas sírias na Ásia Menor, dirigiu-se para Roma, sendo aclamado ditador romano.

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O cargo de ditador em Roma era cedido apenas em casos extremos, podendo o governante exercer a autoridade máxima por, no máximo, seis meses. No entanto, Júlio César governou como ditador vitalício.

No ano de 44 a.C., César, que estava sendo acusado por seus opositores políticos de querer se tornar rei, foi assassinado no Senado romano. De acordo com a tradição, César teria dito: “até tu brutus”, em referência a um filho adotivo que estaria apunhalando-o juntamente com seus conspiradores.

A morte de César provocou revoltas populares, originando um novo triunvirato em Roma.

O Segundo Triunvirato

O segundo triunvirato foi constituído por Marco Antônio, Otávio e Lépido. Os historiadores Pedro, Lima e Carvalho (2005, p. 76), afirmam que:

(…) a Antônio coube o Oriente; Otávio ficou com as províncias do Ocidente, menos a Itália; Lépido ficou com a Espanha e a África. Em 36 a.C., Otávio eliminou Lépido do Triunvirato, anexando às suas posses o norte da África, a Gália (que não tinha entrado no acordo) e a Itália.

Otávio venceu o exército de Marco Antônio na batalha de Ácio, no Grécia e posteriormente no Egito. A vitória de Otávio provocou o suicídio de Marco Antônio e sua aliada (com quem também teve um relacionamento amoroso), Cleópatra.

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A derrota de Marco Antônio para Otávio marcou o fim do segundo triunvirato e o início do Império em Roma. Otávio acumulou os títulos de príncipe (primeiro cidadão de Roma), augusto (divino), imperador, sumo pontífice (chefe da religião) e tribuno da plebe vitalício.

Referências

» PEDRO, A.; LIMA, L. S.; CARVALHO, Y. História do mundo ocidental: ensino médio. Volume único. São Paulo: FTD, 2005.

» VICENTINO, C. História Geral. Ensino Médio. São Paulo: Scipione, 2002.

Sobre o autor

Prof. Adelino Francklin
Graduado em História (UNIFEG), Especialista em História e Cultura Afro-Brasileira (FINOM) e Mestrando em Educação (CUML)