Austroposeidon magnificus: o maior dinossauro que já existiu no Brasil

A descoberta do Austroposeidon magnificus contribui com novas informações anatômicas e evolutivas sobre os dinossauros


No dia 5 de outubro de 2016, cientistas anunciaram a descoberta do fóssil do maior dinossauro do Brasil. A nova espécie foi encontrada na década de 1950, em São Paulo, pelo paleontólogo Llewellyn Ivor Price.

Os cientistas afirmam que o material ainda não havia sido analisado por falta de verba, porém, graças a uma parceria entre pesquisadores do Museu de Ciências da Terra e do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além da Petrobras e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o estudo pôde ser realizado.

As características do Austroposeidon magnificus

O dinossauro descoberto foi batizado de Austroposeidon magnificus e media cerca de 25 metros de comprimento, podendo ser classificado no grupo dos titanossauros, animais herbívoros que apresentam características como corpo bem desenvolvido, pescoço e cauda longos e crânio relativamente pequeno.

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Foto: reprodução/YouTube/Roberto Vinny

Nove espécies de titanossauros já foram encontradas no Brasil e, até a descoberta do Austroposeidon magnificus, o maior dinossauro brasileiro era o Maxakalisaurus topai.

As revelações do estudo

Um tomógrafo auxiliou na análise de parte do material desta nova espécie de dinossauro, permitindo o acesso à parte interna dos ossos. O estudo pôde revelar a presença de novas características para o grupo dos titanossauros, tais como anéis de crescimento intercalados com um tecido ósseo mais denso. Os pesquisadores afirmam que esse aspecto ainda não foi bem compreendido.

A descoberta do Austroposeidon magnificus contribui com novas informações anatômicas e evolutivas para os dinossauros, além de mostrar que espécies gigantes habitavam o país há milhões de anos.

As características do maior dinossauro do Brasil são bastante semelhantes a espécies argentinas também gigantes, como o Mendozasaurus e o Futalognkosaurus.

O paleontólogo Alexander Kellner, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que a descoberta é importante porque indica a possibilidade de que espécies ainda maiores tenham vivido no país, reforçando a paleodiversidade, isto é, a variedade de espécies desses animais.


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