Colonização do Brasil – Resumo do início deste processo

A colonização do Brasil foi um processo de início lento, que só progrediu quando Portugal viu o risco de perder suas terras. Veja um resumo desta história


O descobrimento do Brasil, como costumamos dizer, e ocorrido oficialmente em 22 de abril de 1500, foi um acaso no caminho dos Portugueses, que foram lançados ao mar com o intuito de chegarem as índias e conquistar novas terras comerciais no Oriente, que era tida como a principal área de fluxo comercial da Europa. Descobrir uma nova nação, a princípio, não foi algo de grande interesse para a Coroa Portuguesa, que ainda não tinha ideia de toda riqueza existente em solo brasileiro.

Colonização do Brasil - Resumo do início deste processo

Imagem: Reprodução

Quando pisaram na nova terra, os portugueses encontraram os habitantes desta vasta terra, os indígenas  o que de certa forma acaba modificando um pouco o sentido da palavra “Descobrimento”, pois a terra recém-descoberta já era habitada. Por isso muitos historiadores acham mais correto fala que houve uma colonização portuguesa do que um descobrimento propriamente dito, pois tal afirmação estaria apagando a história daqueles indígenas que por muito tempo foram os verdadeiros donos da terra.

A colonização inicialmente teve as seguintes características:

  1. Civilizar;
  2. Exterminar;
  3. Explorar;
  4. Povoar;
  5. Conquistar;
  6. Dominar.

Os três primeiros termos tem relação com a relação entre colonizador e colonizado. Mostra a forma como os portugueses trataram aqueles que deveriam ser tidos como os donos da terra, mas que de uma forma ou outra passaram a ser meros empregados, que faziam serviços para os colonizadores em troca de bugigangas. Eles se achavam uma raça superior, e tratavam os indígenas com descaso, tentando impor sua cultura, exterminando aqueles que achavam que não serviriam para seus objetivos e explorando o trabalho deles, que eram fortes e sadios. Anos depois o negro-africano era inserido nas terras brasileiras como escravo, vindo a se tornar a mão-de-obra principal dos europeus, em sua exploração.

Os três últimos termos diziam respeito à questão territorial, a exploração que aquele território sofreria e ao povoamento que faria com que todas as outras nações do mundo soubessem que aquela terra era pertencente a Coroa Portuguesa.

1500 à 1530 – O lento processo de Colonização

Os trinta primeiros anos da colonização foi um processo lento, pouca coisa foi feita pela Coroa Portuguesa no novo território. Em 1501 Gaspar de Lemos chefiou uma expedição no território brasileiro, e em 1503 Gonçalo Coelho chefiou uma outra expedição. Entre seus objetivos estavam:

  • Dar nomes a algumas localidades no litoral;
  • Construir algumas feitorias;
  • Confirmar a existência de pau-brasil.

Com o descobrimento de uma boa quantidade de pau-brasil nas regiões litorâneas brasileiras, os primeiros trintas anos da colonização eram mais centrados na exploração da madeira. Os portugueses contavam com a ajuda dos indígenas para a derrubada e o armazenamento, que davam sua mão de obra em troca de produtos e utensílios.

No ano de 1516, Dom Emanuel I, rei de Portugal, enviou vários rumo a nova terra para iniciar um povoamento. Eles se instalaram em Porto Seguro, a princípio, mas os indígenas trataram de expulsá-los rapidamente. Até o ano de 1530 este povoamento foi bastante simples, apenas em 1531, com a ameaça de uma invasão da Holanda, França e Inglaterra no território brasileiro, o monarca português Dom João III nomeou Martim Afonso de Souza como Capitão-mor da esquadra e das terras coloniais, enviando-o ao Brasil com o intuito de efetivar a exploração mineral e vegetal da região e a distribuição das sesmarias.

O início do povoamento do Brasil

Em 1532, Martim Afonso de Souza fundou os primeiros povoados do Brasil, as Vilas de São Vicente e Piratininga, que atualmente é a cidade de São Paulo, no litoral do estado de São Paulo. O capitão-mor utilizou as terras do litoral paulista para desenvolver o plantio de cana-de-açúcar.

Entre os anos de 1534 e 1536, o território brasileiro foi dividido em quatorze faixas de terras que receberam o nome de capitânias hereditárias, ou donatarias. Essas terras, que iam do litoral em direção ao interior, foram doadas a capitães-donatários, que eram comerciantes, fidalgos e funcionários pertencentes à burguesia e a pequena nobreza, e tinham como compromisso promover o povoamento e exploração em troca da concessão das grandes propriedades e de direitos e privilégios.

A partir da união dos brancos europeus, os indígenas e os negros africanos, formou-se uma forte mistura racial que viria a formar a sociedade colonial. Era uma raça heterogênea, uma mistura que formaria o que hoje conhecemos como o povo brasileiro. Porém, mesmo com essa interrelação, o que valia era o fator financeiro, que era dominada pela cultura elitizada dos brancos. Para eles os índios eram selvagens primitivos, e os negros, eram seres impuros, desprezíveis e de baixa capacidade intelectual, praticamente animais.


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