Entenda o termo ‘luta de classes’, segundo Karl Marx

Luta de Classes é um conceito marxista, força motriz de todas as revoluções da história. Aspecto do sistema capitalista, que oprime o trabalhador


A expressão Luta de Classes tem origem na teoria do filósofo, historiador, sociólogo, jornalista, economista e socialista alemão Karl Marx.

Para Marx, tudo se encontra em um constante processo de mudanças e o motor dessas mudanças é justamente os conflitos resultantes das diversas contradições que podem existir dentro de uma mesma realidade. Ou seja, na realidade capitalista, essas contradições seriam as distintas posições ocupadas pelas diferentes classes sociais.

É exatamente por conta da luta das classes que toda a história foi construída. Por toda ela, desde o feudalismo e escravidão, houve essa dicotomia de poderes e essas lutas de classes são a força motriz para as grandes revoluções.

Entenda o termo 'luta de classes', segundo Karl Marx

Foto: depositphotos

Essa é a base da teoria marxista, que procura explicar as relações econômicas nas sociedades ao longo dos anos. Haveria, portanto uma dialética permanente, que explicaria como os movimentos ocorrem de acordo com as condições materiais da vida.

Burguesia x Proletariado

Essa luta contínua de classes, de opressores contra os oprimidos, burguesia contra o proletariado, está presente em todo o ideal marxista, que é posto logo na primeira frase do seu livro “O Manifesto Comunista”, que diz que: “A história de toda sociedade existente até hoje tem sido a história das lutas de classes”.

Seguindo esse preceito de Marx, Engels afirma que as classes sociais nada mais são do que “os produtos das relações econômicas da época”.

Na teoria marxista, escravidão, servidão e capitalismo, apesar das diferenças aparentes, são nada mais do que etapas do mesmo processo. A estrutura capitalista promove apenas o interesse da classe dominante. Marx defendia uma inversão dessa pirâmide social, onde o poder estaria nas mãos da maioria, criando um sistema socialista.

No entanto, no sistema capitalista atual, o proletariado é, então, refém da ideologia defendida pela burguesia. Por ter o domínio das grandes corporações e dos principais meios de mídia, a classe do topo da pirâmide espalha sua visão de mundo e sociedade e, assim, acaba influenciando a base, que acredita que seus direitos estão protegidos nas mãos dos grandes.

Essa escravidão ideológica só seria rompida através da educação e revolução do proletariado em busca do seu verdadeiro poder.

Mais-valia e Alienação

Ainda de acordo com a teoria marxista, existe uma alienação do trabalho, onde o criador se torna alheio ao que produz. É um sistema semi-escravista, no qual o empregado cada vez mais se empobrece, conforme produz mais riquezas, essas, que serão desfrutadas apenas pelo empregador.

É aqui que entra a mais-valia, que é justamente a base do lucro do sistema capitalista. O valor pago é totalmente diferente do valor relacionado a carga horária e trabalho executados pelo proletário. Esses dois conceitos só seriam sobrepujados quando o operário começasse a dar valor àquilo que produziu, exigindo seus direitos.

As lutas de classes são, portanto, a contínua disputa do dominador contra o dominado ao longo da história (senhores x escravos, nobres feudais x servos, burguesia x proletariado). Todo esse ciclo cria uma enorme injustiça social, onde o único jeito de uma pessoa ficar rica seria explorando a classe trabalhadora.


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